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segunda-feira, outubro 22, 2007
(1817) SUÍÇA
Sei por intermédio do Pedro Guedes que a direita venceu as eleições na Suiça. Certamente por se tratar de um país insignificante, que nem faz parte da União Europeia, não encontro notícias sobre o assunto na extasiada comunicação social portuguesa.
domingo, setembro 02, 2007
(1541) A CUMPLICIDADE
"A esquerda em Portugal é livre de fazer o que quer com um suposto estado de direito, inclusivamente apelar e apoiar o terrorismo, desde os pequenos milho-terroristas aos grandes coca-terroristas. Mais decepcionante que isso é a “direita” e o “centro” português que continuam a pactuar com este tipo de situações. Se houvesse centro ou direita com real participação política em Portugal, ja teríamos manifestações marcadas, providências cautelares,… Mas não, a nossa “direita” e o nosso “centro”, que mais não são que formas de esquerda requintadas, são plataformas de poder que aguardam a sua vez nos ciclos de alternância politica. Por omissão, o nosso “centro-direita” apoia a presença das FARC."
Carlos G. Pinto, em O Insurgente.
segunda-feira, julho 30, 2007
(1431) NÃO TERÁ SIDO ANTES?...
"E agora a necessidade, à direita, de repensar tudo. Como a esquerda teve que se adaptar à década cavaquista que mudou drasticamente a política portuguesa."
Caro Pedro, salvo o devido respeito e melhor opinião a esquerda não repensou tudo por causa do cavaquismo. Limitou-se a esperar. A esperar pelo declínio do cavaquismo. Parece que a direita está condenada ao mesmo. A esperar. A esperar pelo declínio do socratismo. Quem estiver à janela quando a procissão passar, seja lá quando isso fôr, será chamado a pegar no andor.
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sexta-feira, julho 20, 2007
(1354) CONFISSÃO OPORTUNA
"Eu sou um socialista que acredita no Estado-Providência", acaba de lembrar aos esquecidos no debate do estado da Nação José Sócrates. Para aquela direitinha dos interesses e dos negócios que endeusa o reformismo do Primeiro-Ministro esta confissão não é nada conveniente. Para a direitona que critica o Governo socialista pelo lado esquerdo, a frase passará obviamente sem reparo de fundo.
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(1350) O TERRAMOTO DE LISBOA
Depois do vendaval das eleições legislativas de 2005, a direita geométrica foi alvo de um terramoto no passado domingo, em Lisboa. Antes de perceber os resultados expressos em votos nas listas, há que perceber a vergonhosa abstenção que se verificou nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. Os deuses eleitorais cometeram a facilidade de não brindar o dia do voto com bom tempo. Assim não há desculpas.
Engana-se quem julgar que a elevada abstenção é apenas um voto de protesto contra o Governo. Ele poderá lá estar, é certo. Mas normalmente quando se vota de protesto contra o Governo, vota-se no candidato que se julga que o Governo menos gosta, que menos lhe convém, ou que se pensa que maior mossa lhe pode fazer. Nada disso sucedeu. É por isso que a abstenção de domingo tem de ser encarada como um voto de protesto contra o sistema partidário e contra as patologias do sistema partidário. Os “so called” independentes destas eleições mais não são do que dissidentes dos partidos e não independentes verdadeiros.
Quanto à tal direita, a questão é muito simples. O eleitorado disse que nesta direita não vota. Que nestes chefes da direita não vota. Quando no pior e no mais difícil momento de governação do PS desde as eleições legislativas, os eleitores preferem o antigo número dois do Governo do que o sortido de candidatos que se lhe opunham, isso quer dizer alguma coisa.
Os eleitores pura e simplesmente não se reconhecem nas actuais lideranças dos partidos à direita do PS. E, das duas uma: ou os partidos o percebem e tratam da vida, escolhendo novos líderes, que não estejam comprometidos com anos de desgastes, de trafulhices e de cambalhotas políticas incompreensíveis, conforme os casos, ou o que vai suceder é que nas eleições legislativas de 2009 em vez de um terramoto, vai ser preciso chamar uma nova Arca de Noé, para salvar o que restar.
Claro que no meio disto tudo, Lisboa, que era o que interessava mesmo nestas eleições, não pode dormir descansada. Sem maioria António Costa vai ter de arranjar muitos Ferraris e muitos burros para disfarçar aquilo que não vai poder fazer até às próximas eleições daqui a dois anos. Vai haver muita propaganda e pouca reforma. Daqui a seis anos Belém espera-o e há que preparar convenientemente o percurso. Quem perde? É, obviamente, Lisboa.
Engana-se quem julgar que a elevada abstenção é apenas um voto de protesto contra o Governo. Ele poderá lá estar, é certo. Mas normalmente quando se vota de protesto contra o Governo, vota-se no candidato que se julga que o Governo menos gosta, que menos lhe convém, ou que se pensa que maior mossa lhe pode fazer. Nada disso sucedeu. É por isso que a abstenção de domingo tem de ser encarada como um voto de protesto contra o sistema partidário e contra as patologias do sistema partidário. Os “so called” independentes destas eleições mais não são do que dissidentes dos partidos e não independentes verdadeiros.
Quanto à tal direita, a questão é muito simples. O eleitorado disse que nesta direita não vota. Que nestes chefes da direita não vota. Quando no pior e no mais difícil momento de governação do PS desde as eleições legislativas, os eleitores preferem o antigo número dois do Governo do que o sortido de candidatos que se lhe opunham, isso quer dizer alguma coisa.
Os eleitores pura e simplesmente não se reconhecem nas actuais lideranças dos partidos à direita do PS. E, das duas uma: ou os partidos o percebem e tratam da vida, escolhendo novos líderes, que não estejam comprometidos com anos de desgastes, de trafulhices e de cambalhotas políticas incompreensíveis, conforme os casos, ou o que vai suceder é que nas eleições legislativas de 2009 em vez de um terramoto, vai ser preciso chamar uma nova Arca de Noé, para salvar o que restar.
Claro que no meio disto tudo, Lisboa, que era o que interessava mesmo nestas eleições, não pode dormir descansada. Sem maioria António Costa vai ter de arranjar muitos Ferraris e muitos burros para disfarçar aquilo que não vai poder fazer até às próximas eleições daqui a dois anos. Vai haver muita propaganda e pouca reforma. Daqui a seis anos Belém espera-o e há que preparar convenientemente o percurso. Quem perde? É, obviamente, Lisboa.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
quinta-feira, julho 19, 2007
(1346) O MAL DA DIREITA
Cavaco Silva está confortavelmente instalado em Belém com os votos de (quase) toda a gente à direita do PS. Cavaco Silva chegou lá. Paciente. Preserverante. Competente. De esquerda moderada, com o q. b. de salazarismo compatível com o sistema
Uma das consequências dessa vitória, que aliás previ, foi a extinção da metade direita do sistema partidário. O país basta-se na indolência presidencial. Gosta de chicotear o Governo e os Primeiro-Ministros nos cafés e nas praias. Mas quer sossego. Não se sabe bem para quê mas quer. Cavaco Silva já passou pelo mesmo e conhece bem o país. Ele sabe que é assim.
À direita, qualquer hipótese política decente tem de passar por uma dupla oposição: ao PS e a Cavaco. Com o risco acrescido de esbarrar nos votos conformistas da classe média sacrificada, mas preguiçosa. Parece que não há ninguém disponível. Habituem-se.
Adenda: faz hoje 20 anos a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. Parabéns, Senhor Presidente!
Uma das consequências dessa vitória, que aliás previ, foi a extinção da metade direita do sistema partidário. O país basta-se na indolência presidencial. Gosta de chicotear o Governo e os Primeiro-Ministros nos cafés e nas praias. Mas quer sossego. Não se sabe bem para quê mas quer. Cavaco Silva já passou pelo mesmo e conhece bem o país. Ele sabe que é assim.
À direita, qualquer hipótese política decente tem de passar por uma dupla oposição: ao PS e a Cavaco. Com o risco acrescido de esbarrar nos votos conformistas da classe média sacrificada, mas preguiçosa. Parece que não há ninguém disponível. Habituem-se.
Adenda: faz hoje 20 anos a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. Parabéns, Senhor Presidente!
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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terça-feira, junho 19, 2007
(1160) A CLONE
(Inclinações)"Maria José Nogueira Pinto, ex-vereadora do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa, admite votar em António Costa nas eleições intercalares de 15 de Julho, considerando que o candidato socialista é quem tem "melhores condições para governar Lisboa". O que nós ouvimos a Maria José Nogueira Pinto a propósito de Freitas do Amaral, na altura em que, quem porventura nunca levou a sério o que o Professor sempre escrevera e pensara, estava na moda descobrir que ao Professor nunca importaram as companhias, e que elas podiam ser tudo o que estivesse mais à mão. Agora, parece que temos uma clone de Freitas do Amaral na forja. A direita dos salões descobriu que António Costa pode ser o salvador da pátria alfacinha. A direita do calculismo, do oportunismo político, a que direita de aluguer. É pena estragar uma competência e uma reputação a saltar poças na esquerda. Ainda por cima na mais socráticas das esquerdas. Palpita-me que em breve voltaremos a ouvir falar de Maria José Nogueira Pinto.
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quarta-feira, junho 13, 2007
(1126) A DIREITA QUE EU ENTENDO NECESSÁRIA

Por bondade do Pedro Guedes fui convidado a dizer de minha justiça sobre a direita, num número da excelente revista Alameda Digital, onde conto com muitos e bons amigos. O prato-forte escolhido foi justamente debater sobre as direitas. A minha é certamente a menos valiosa das contribuições publicadas. Há por lá muito e bom para ler. Agradeço publicamente o convite, que muito me honrou, para escrever na revista e, para os ociosos, aqui fica a ligação para o textinho, que desta vez, sai ileso das polémicas de ocasião e dos sound bytes tão em voga.
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sexta-feira, abril 27, 2007
(943) A NOVA OPORTUNIDADE DA DIREITA
A vitória esperada de Paulo Portas sobre Ribeiro e Castro no CDS é uma nova oportunidade para a direita. O espaço político da direita não tem hoje representação no Parlamento, onde apenas há cadeiras que estão colocadas à direita da mesa. O que é muito diferente de nessas cadeiras se sentar a direita política.
De repente parece que voltámos aos dias seguintes ao 25 de Abril onde havia medo, receio e vergonha de alguém cometer a ousadia contra-revolucionária de se dizer de direita. É verdade que na altura havia um célebre operacional que se dispunha a meter a direita no Campo Pequeno. Mas hoje esse risco desapareceu.
Todos os personagens que se sentam à direita de Jaime Gama no hemiciclo estão em marcha declarada para o centro, esse lugar de sítio nenhum na sociedade eleitoral, mas que constitui sede apropriada para os grandes negócios do regime e para os grandes financiamentos do regime.
Este CDS de Portas também quer o centro. Aliás, assim nasceu em 1974, rigorosamente ao centro. Rigor não é qualidade que Portas tenha, mas da sua voracidade central já ninguém duvida. Aliás, o CDS do centro até começou ao contrário. Normalmente os partidos que partem em busca do Graal do centro têm de lá chegar primeiro antes de ter a alforria mordomística. No CDS, o lugar na administração da Caixa Geral de Depósitos até chegou mais cedo do que o partido chegou ao centro. Mais rápidos que a própria sombra…
Este CDS que existe desde domingo já defendeu tudo e o seu contrário. Portas tornou-se democrata-cristão depois de ter proclamado, com a solenidade parola que coloca nas maiores frugalidades que afirma, a morte da democracia-cristã. Já foi contra o euro, hoje é a favor. Já foi pela soberania contra o federalismo, mas subscreveu no Governo a Constituição europeia federalista contra a soberania. Já foi euro-revoltado, euro-contestatário, euro-nervoso e euro-calmo. Hoje é euro-ausente. Já foi líder partidário e eurodeputado ao mesmo tempo, mas hoje acha que não se pode ser líder partidário e eurodeputado ao mesmo tempo. Já fez juras de fidelidade aos pescadores, mas abandonou-os logo que chegou ao poder e, por sinal, à pasta ministerial do Mar que lhe caiu no regaço sem aviso prévio.
Portas é o vazio ideológico mais barulhento e inconsequente da política portuguesa. Ora, a direita não confia por natureza em pessoas tão brilhantemente erráticas. PS, PSD e CDS estão a participar num concurso nacional de centrismo militante.
Hoje é assim mais fácil mostrar as diferenças entre a direita e as esquerdas todas, as ideológicas, as cúmplices, as invejosas e as de centro.
À direita, é, portanto, o vazio institucional.
Em 2009, esse vazio pode acabar. E acabará com a eleição de deputados da Nova Democracia. Talvez até o vazio acabe antes de 2009. Talvez acabe já em Maio de 2007, com a eleição dos primeiros deputados da Nova Democracia na Madeira. O que, a verificar-se, como acredito que pode suceder, será o início de uma nova era política no país. É que não é só a situação que está podre e caduca. A oposição também. Uma democracia de qualidade exige uma oposição tão séria quanto necessita de um Governo na mesma medida.
De repente parece que voltámos aos dias seguintes ao 25 de Abril onde havia medo, receio e vergonha de alguém cometer a ousadia contra-revolucionária de se dizer de direita. É verdade que na altura havia um célebre operacional que se dispunha a meter a direita no Campo Pequeno. Mas hoje esse risco desapareceu.
Todos os personagens que se sentam à direita de Jaime Gama no hemiciclo estão em marcha declarada para o centro, esse lugar de sítio nenhum na sociedade eleitoral, mas que constitui sede apropriada para os grandes negócios do regime e para os grandes financiamentos do regime.
Este CDS de Portas também quer o centro. Aliás, assim nasceu em 1974, rigorosamente ao centro. Rigor não é qualidade que Portas tenha, mas da sua voracidade central já ninguém duvida. Aliás, o CDS do centro até começou ao contrário. Normalmente os partidos que partem em busca do Graal do centro têm de lá chegar primeiro antes de ter a alforria mordomística. No CDS, o lugar na administração da Caixa Geral de Depósitos até chegou mais cedo do que o partido chegou ao centro. Mais rápidos que a própria sombra…
Este CDS que existe desde domingo já defendeu tudo e o seu contrário. Portas tornou-se democrata-cristão depois de ter proclamado, com a solenidade parola que coloca nas maiores frugalidades que afirma, a morte da democracia-cristã. Já foi contra o euro, hoje é a favor. Já foi pela soberania contra o federalismo, mas subscreveu no Governo a Constituição europeia federalista contra a soberania. Já foi euro-revoltado, euro-contestatário, euro-nervoso e euro-calmo. Hoje é euro-ausente. Já foi líder partidário e eurodeputado ao mesmo tempo, mas hoje acha que não se pode ser líder partidário e eurodeputado ao mesmo tempo. Já fez juras de fidelidade aos pescadores, mas abandonou-os logo que chegou ao poder e, por sinal, à pasta ministerial do Mar que lhe caiu no regaço sem aviso prévio.
Portas é o vazio ideológico mais barulhento e inconsequente da política portuguesa. Ora, a direita não confia por natureza em pessoas tão brilhantemente erráticas. PS, PSD e CDS estão a participar num concurso nacional de centrismo militante.
Hoje é assim mais fácil mostrar as diferenças entre a direita e as esquerdas todas, as ideológicas, as cúmplices, as invejosas e as de centro.
À direita, é, portanto, o vazio institucional.
Em 2009, esse vazio pode acabar. E acabará com a eleição de deputados da Nova Democracia. Talvez até o vazio acabe antes de 2009. Talvez acabe já em Maio de 2007, com a eleição dos primeiros deputados da Nova Democracia na Madeira. O que, a verificar-se, como acredito que pode suceder, será o início de uma nova era política no país. É que não é só a situação que está podre e caduca. A oposição também. Uma democracia de qualidade exige uma oposição tão séria quanto necessita de um Governo na mesma medida.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
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quarta-feira, abril 11, 2007
(849) CAVACO SILVA NO SEU MELHOR
Cavaco Silva sempre detestou referendos. E não teve coragem para não convocar o do aborto. Mas já não se importou de anunciar em Riga que é contra um referendo europeu. É coerente. Sempre foi. O que é triste é que nalgumas matérias tenha coragem, até antes do tempo, e noutras coma e cale, de acordo com os interesses do PS e da sua reeleição. Aqui, não há coerência. E é lamentável que exerça por antecipação uma pressão destas sobre o Parlamento, sabendo de antemão que PS e PSD prometeram o referendo europeu. Confesso que não me dá prazer nenhum usar a técnica do "eu não disse?". Preferia sem dúvida ter-me enganado sobre Cavaco Silva. Mas não me enganei. Não restam dúvidas que uma oposição de direita a sério em Portugal tem de o ser ao Governo e ao Presidente.
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domingo, março 11, 2007
(658) OS ESTADOS GERAIS DA DIREITA
Reportagem integral para quem está cheio de pena de lá não ter estado.
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sexta-feira, março 09, 2007
(647) CLARIFICAÇÃO
A alegada Direita do sistema, o PSD e o CDS, ainda não perceberam que o vazio ideológico e político que hoje se vive à direita do PS tem duas razões essenciais.
A primeira é a desastrosa experiência governativa que esses dois partidos interpretaram em co-autoria solidária. Hoje, dificilmente nos lembramos de uma, uma só, reforma, medida ou mudança que os Governos do PSD e do CDS, porque foram dois, tenham legado ao país. Olhando para trás, resta um período de mero poder, de ostentação de ambições pessoais, umas melhor sucedidas que outras, de confusões e de suspeições, que minaram profundamente a credibilidade desses partidos e da direita geométrica. Visto à distância esse tempo revela-se um parêntesis político que o país sofreu disciplinada a amarguradamente, de exercício inconsequente e de vazio político.
A segunda razão prende-se com o facto de, na essência esses dois partidos serem iguaizinhos a este PS, tirando algumas matérias simbólicas e pontuais. Por isso protestam contra o alegado furto político com que o PS de Sócrates teria vandalizado o seu espaço, o seu projecto, o seu programa. Na essência todos defendem as mesmas regras, o mesmo sistema, as mesmas medidas. Varia a quantidade, a intensidade e sobram os estilos pessoais. Se o líder fala melhor ou pior, é mais eficaz ou menos na televisão, se é mais sério ou menos, se é mais maquiavélico ou menos, se é mais verdadeiro ou dissimulado. Uma pobreza, em suma.
Ora, estamos nas vésperas de conseguir esta pérola política: PSD e CDS liderados por dois dos principais autores da desgraça, do vazio e da decadência da direita geométrica. Marques Mendes e Paulo Portas foram autores privilegiados do problema, não podem por natureza fazer parte da solução. É uma espécie de assombração. Tudo a jeito de Sócrates.
É evidente que, sentados nas cadeiras do poder, ambos podem ter um nobre projecto: estar sentados nas cadeiras do poder. À espera que a roda da sorte eleitoral mude e os bafeje com o rotativismo em que se instalaram, em que se deliciam e em que empatam uma alternativa política que fingem querer, mas que é apenas uma vazio disfarçado de pose.
Com os dois à frente do PSD e do CDS, estará criada uma oportunidade de ouro para clarificar uma alternativa verdadeira à esquerda e à direita geométrica que se alimenta dessa esquerda. Essa alternativa tem de começar pelo debate ideológico sobre o que fazer e para onde ir com o poder que o eleitorado atribuir. É neste projecto que se inserem os Estados Gerais da Direita promovidos pela Nova Democracia e cuja 1ª sessão terá lugar no próximo Domingo.
A primeira é a desastrosa experiência governativa que esses dois partidos interpretaram em co-autoria solidária. Hoje, dificilmente nos lembramos de uma, uma só, reforma, medida ou mudança que os Governos do PSD e do CDS, porque foram dois, tenham legado ao país. Olhando para trás, resta um período de mero poder, de ostentação de ambições pessoais, umas melhor sucedidas que outras, de confusões e de suspeições, que minaram profundamente a credibilidade desses partidos e da direita geométrica. Visto à distância esse tempo revela-se um parêntesis político que o país sofreu disciplinada a amarguradamente, de exercício inconsequente e de vazio político.
A segunda razão prende-se com o facto de, na essência esses dois partidos serem iguaizinhos a este PS, tirando algumas matérias simbólicas e pontuais. Por isso protestam contra o alegado furto político com que o PS de Sócrates teria vandalizado o seu espaço, o seu projecto, o seu programa. Na essência todos defendem as mesmas regras, o mesmo sistema, as mesmas medidas. Varia a quantidade, a intensidade e sobram os estilos pessoais. Se o líder fala melhor ou pior, é mais eficaz ou menos na televisão, se é mais sério ou menos, se é mais maquiavélico ou menos, se é mais verdadeiro ou dissimulado. Uma pobreza, em suma.
Ora, estamos nas vésperas de conseguir esta pérola política: PSD e CDS liderados por dois dos principais autores da desgraça, do vazio e da decadência da direita geométrica. Marques Mendes e Paulo Portas foram autores privilegiados do problema, não podem por natureza fazer parte da solução. É uma espécie de assombração. Tudo a jeito de Sócrates.
É evidente que, sentados nas cadeiras do poder, ambos podem ter um nobre projecto: estar sentados nas cadeiras do poder. À espera que a roda da sorte eleitoral mude e os bafeje com o rotativismo em que se instalaram, em que se deliciam e em que empatam uma alternativa política que fingem querer, mas que é apenas uma vazio disfarçado de pose.
Com os dois à frente do PSD e do CDS, estará criada uma oportunidade de ouro para clarificar uma alternativa verdadeira à esquerda e à direita geométrica que se alimenta dessa esquerda. Essa alternativa tem de começar pelo debate ideológico sobre o que fazer e para onde ir com o poder que o eleitorado atribuir. É neste projecto que se inserem os Estados Gerais da Direita promovidos pela Nova Democracia e cuja 1ª sessão terá lugar no próximo Domingo.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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segunda-feira, março 05, 2007
(630) DIREITA VOLVER

Realiza-se no próximo dia 11 de Março, uma data simbólica, a 1ª sessão dos Estados Gerais da Direita, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Começa às 10 horas e os oradores são os seguintes: Diogo Pacheco de Amorim, José Matos Correia, Tom Wise (eurodeputado inglês), Ricardo Pinheiro Alves, Pedro Santana Lopes, Francisco Sarsfield Cabral, Paulo Otero, Manuel Monteiro,Pedro Abrunhosa, Manuel Serrão e Judith Oliveira.
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