Mostrar mensagens com a etiqueta Referendo Europeu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Referendo Europeu. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

(2200) O MARCO PAULO DA POLÍTICA

Manuel Alegre queria o referendo, mas não queria o referendo. Por um lado queria, mas por outro não queria. Acabo de o ouvir declarar que se absteve porque tem dois valores. O valor da promessa e o valor da eficácia. Ora aí está um Marco Paulo da política. "Eu tenho dois valores".

(2199) ELOGIO

Palmas para António José Seguro que votou a favor do referendo à Constituição europeia recauchutada, conforme tinha prometido aos seus eleitores, ao contrário do que fez o seu Partido hoje na Assembleia da República. Nos tempos que correm, ver um socialista a cumprir um compromisso é tão notícia como o é o homem que mordeu o cão.

(2198) UMA PENA

Pedro Santana Lopes diz que o PSD deixou de querer o referendo sobre a Constituição europeia recauchutada porque seria uma perda de tempo. O problema é que o PSD, de tão reverso do verso também se tornou uma perda de tempo para quem quer uma alternativa ao PS.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

(2023) OS PEQUENINOS DO PORTUGAL

Assim parece que somos. Assim parece que vamos. Atentos, venerandos e obrigados. Seguidistas, flexíveis até onde fôr preciso para obedecer, bem comportadinhos para não destoar. Os outros não querem? Não se faz. O resultado não é certo? Não se faz. Cai mal nas chancelarias? Não se faz. Este é o país “óbvio” da geração dos Luíses Amados que nos desgovernam, ostentando com garbo, mas singular amnésia, o voto quadrienal na lapela, que lhes serve para tudo. Para não receber o Dalai Lama por razões óbvias. Para não fazer referendos por razões óbvias. Para trair compromissos eleitorais por circunstâncias óbvias. O voto, para esta geração de políticos de plástico não é um compromisso, apenas um trampolim.

O problema é que o óbvio é inimigo do bom.

José Sócrates está disposto a sacrificar tudo, incluindo a sua palavra, a uma eventual carreira internacional sob as ordens dos grandes da Europa e às palmadinhas nas costas dos mandarins europeus. Portugal é um país que não tem posições a não ser acompanhar. Hoje, não passa de uma espécie de Eslovénia Ocidental, assim uma espécie de moço “escort” do projecto federalista da França e da Alemanha.

Os cientistas de serviço não deixarão os seus créditos por mãos alheias. No esoterismo das remissões e novas redacções explicarão em períodos curtos, frases assépticas e tecno e tiradas eloquentes, que o Tratado não é constitucional e não é legível. A primeira palavra foi tirada do tratado. A ilegibilidade é dolosa. Justamente para ocupar a passadeira vermelha do voto popular.

A razão pela qual o Tratado de Lisboa não pode ser referendado é simples. O Tratado seria derrotado. Por outra razão simples: os cidadãos não querem esta União Europeia. Como os seus autores, bem instalados na vida, não admitem outra União Europeia senão esta, não se pode votar.

Ouvi José Sócrates justificar a sua cambalhota política sobre o referendo que prometeu e não vai fazer com a “ética da responsabilidade”. Primeiro fiquei atordoado. Depois, deu-me apenas para sorrir. Ética? Para com quem? Para com os eleitores que votaram PS e foram, apenas, enganados? Como aliás os do PSD, que também foram enganados? Ética? Haja pudor… Menezes preza tanto os compromissos eleitorais do seu partido como Sócrates. Ou seja: nada. São os políticos pequeninos do Portugal de hoje.

Esta decisão de Sócrates apoiada por Menezes é um abate à democracia, à própria democracia representativa que tanto dizem prezar. Porque quando os eleitores elegem para os representar pessoas que faltam aos compromissos é a própria representação que sai irremediavelmente diminuída.


(publicado na edição de hoje do Semanário)

terça-feira, janeiro 08, 2008

(1999) O PAINTBALL INUNDOU A POLÍTICA

Foto daqui.

(1998) A PRESSÃO NO BALNEÁRIO

"O Presidente da República Cavaco Silva advertiu hoje para o "preço elevadíssimo" a pagar pela UE, em caso de fracasso do Tratado de Lisboa, que só pode entrar em vigor depois de ratificado por todos os 27 Estados membros." (...) O novo Tratado europeu já foi ratificado na Hungria, por via parlamentar, opção que deverá ser adoptada pelos restantes 26 Estados membros, à excepção da Irlanda que tem de submeter a ratificação do documento a referendo, por imperativos constitucionais. O Governo de Lisboa deverá anunciar em breve a sua decisão sobre a forma de ratificação do documento em Portugal. Se optar pelo referendo, a última palavra será do Presidente da República, a quem compete convocar ou não a consulta popular".
Isto diz uma peça da Lusa. Ficamos sem saber se a frase a bold é um palpite da agência, uma afirmação do Presidente em off, um recado universal para quem a apanhar ou um recado particular ao Governo. Registe-se a preocupação de Cavaco Silva com um referendo sobre o Tratado, inversamente proporcional à que demonstrou sobre o referendo de há um ano sobre a liberalização do aborto. À parte o pormenor, registe-se o desagrado presidencial com a perspectiva do cumprimento de uma promessa eleitoral dos partidos, Presidente que enquanto candidato chamou a atenção e bem para o elevado grau de incumprimento das promessas eleitorais pelos partidos como fonte de indiferença dos eleitores e factor de descrédito dos mesmíssimos partidos. Ou será que Cavaco Silva apenas decidiu entrar já na campanha eleitoral do referendo sobre o Tratado com um pré-manifesto eleitoral?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

(1994) E SE V. EXA. SE METESSE NA SUA VIDINHA?

"O primeiro-ministro da Eslovénia e presidente em exercício da União Europeia, Janez Jansa, aconselhou hoje Portugal a ratificar o Tratado de Lisboa por via parlamentar e não por referendo. ", leio no Diário Digital. Desde logo cabe esclarecer o Senhor jornalista que a União Europeia não tem Presidente. O Sr. Janez Jansa é Presidente do Conselho da União e não da União. Depois cumpre recomendar vivamente ao esloveno que se meta na sua vidinha e deixe de dar palpites sobre a vida interna dos Estados. Ninguém lhe encomendou sermão. Cada Estado é maior e vacinado e dispensa bem os conselhos de tão atentos, venerandos, obrigados e obedientes conselheiros.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

(1902) CALHA MUITO MAL

"Quem é a favor do referendo é contra a Europa", disse Miranda Calha ao Semanário. Mais um maniqueísta. Este socialista de aparelho, prestador de serviços políticos à bruxelocracia vigente. Há gente disposta a dizer tudo para mostrar serviço.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

(1891) NARIZES A CRESCER

"Nenhuma razão política séria impede que o referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu seja realizado em conjunto com as eleições autárquicas, favorecendo a participação cívica e confiando na capacidade política dos portugueses. Por isso, com total respeito pelas competentes decisões que na matéria incumbem ao Senhor Presidente da República, empenhar-nos-emos numa revisão da Constituição que permita esta simplificação e este enriquecimento da nossa vida cívica e política. "
José Sócrates, 12.Março 2005 (na tomada de posse do Governo)
Memória de O Insubmisso.

sábado, dezembro 15, 2007

(1869) TRAIDOR POR TER CÃO E TRAIDOR POR NÃO TER

“Se fizer um referendo, Sócrates é um traidor”, diz o conselheiro de Sarkozy, Alan Lamassoure, hoje ao Expresso. Portanto, sempre há um compromisso às escondidas de não se fazer um referendo ao Tratado Complicado. Ora, tendo prometido aos portugueses fazer o referendo e aos seus colegas de nomenclatura europeia não fazer o mesmo referendo, alguém Sócrates vai trair. Cheira-me que vai trair os mesmos de sempre.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

(1848) ASSINAR PELO REFERENDO

Aqui. "Eu quero um referndo sobre o Tratado. Qual Tratado? Sobre o Tratado Complicador.

sábado, outubro 27, 2007

(1847) A "LATA" DE JOSÉ SÓCRATES

José Sócrates, afirmou hoje que as duas formas de ratificação do novo tratado da União Europeia (UE), pelo Parlamento ou por referendo, são legítimas, acrescentando que ambas estão em cima da mesa. "A ratificação pelo Parlamento é tão válida quanto a ratificação por referendo", afirmou José Sócrates aos jornalistas, no final do Fórum Novas Fronteiras, no Centro Cultural de Belém."Como não dissemos como vamos fazer, naturalmente as duas possibilidades estão em cima da mesa" (ler aqui).
É preciso lata.
"O Governo entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca." (Ler aqui).
E depois, José Sócrates admira-se do que lhe chamam nas manifestações.

(1846) E SE?

E se José Sócrates tirasse um coelho da cartola e optasse por cumprir o que prometeu e fazer um referendo ao novo Tratado europeu? Aparentemente eram só vantagens. Cumpria a promessa, o que valeria ouro no seu percurso de faltas à palavra política dada. Deixava o PSD e o seu novo líder, cheios de viço nas sondagens, a falar sózinhos contra o referendo. Empurrava para Cavaco Silva o eventual odioso de decidir não convocar o refrendo, cooperando estrategicamente retribuindo os vetos de Agosto. Não o subestimemos. Terá o golpe de asa?

terça-feira, outubro 23, 2007

(1825) ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS VITAIS

Vital Moreira, 22 de Outubro de 2007: Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?

Vital Moreira, 15 de Abril de 2007: Penso que não faz sentido recuar na perspectiva de referendo, a não ser que o “tratado constitucional” venha a ser substituído por um “minitratado” de âmbito puramente institucional.

segunda-feira, outubro 22, 2007

(1820) NA "MOUCHE"

"Não deixa de ser curioso que os grandes defensores da ratificação do Tratado de Lisboa pela via parlamentar sejam os mesmíssimos senhores que foram eleitos através da democracia directa aplicada aos seus partidos. Estou a falar de José Sócrates e de Luís Filipe Menezes (de Paulo Portas não tenho ouvido falar, por onde andará?).", por Francisco Almeida Leite, no Corta-Fitas.

domingo, outubro 21, 2007

(1815) A HONRA PERDIDA DA FRANÇA

Vital Moreira, sempre vigilante agora de umas coisas como outrora de outras causas, acusa a França de ter perdido a honra quando em 2005 recusou a Constituição europeia em referendo. Aí está o conceito de democracia bacteriologicamente puro: dizer não é perder a honra. O camarada Vital Moreira anda a precisar de ler outra vez Manuel Alegre e ouvir Adriano Correia de Oliveira: eles têm alguma coisa a dizer sobre o dizer não.

(1814) UMA CIÊNCIA OCULTA

"DN-Não deve haver referendo?
LFM-Acho que é tão legítima a ratificação popular através do sufrágio directo e universal quanto a ratificação parlamentar, num órgão que, ele próprio, decorre do sufrágio directo e universal. A minha posição, que proporei ao Conselho Nacional do meu partido, é que com sentido de responsabilidade, e atendendo àquilo que foi a realidade europeia nos últimos dois anos e meio, o PSD defenda a ratificação parlamentar. Mas sem prejuízo de o partido de Governo, que tem um compromisso com o eleitorado de sufragar o Tratado, conversar com os outros partidos, nomeadamente com o PSD, para se encontrar um consenso nacional alargado nesta matéria.
DN-Portanto admite a possibilidade de José Sócrates querer promover um referendo?
LFM-Claro que sim. O Governo socialista tem um compromisso com o eleitorado e lá saberá se o quer cumprir ou não. Se se colocar a questão da ratificação parlamentar, o PSD poderá vir a defender a ratificação parlamentar. Mas a lógica da iniciativa tem de estar do lado do PS. Faz todo o sentido uma aprovação célere no Parlamento."
Em entrevista à edição de hoje do Diário de Notícias, Luís Filipe Menezes revela a sua doutrina sobre o referendo à nova versão da Constituição europeia. Traduzindo, é assim: Sócrates tem um compromisso eleitoral de fazer o referendo, logo que o faça. O PSD tem um compromisso eleitoral de fazer um referendo mas não é obrigado a fazê-lo. As figuras que esta União Europeia obriga as pessoas a fazer... figuras tristes, é claro. A posição do PSD sobre o referendo europeu é uma ciência oculta.

quinta-feira, outubro 04, 2007

(1731) AS BANDEIROLAS

(Mini-bandeira)

No léxico político corrente convencionou-se chamar “bandeiras” aos assuntos, às matérias, às ideias ou às propostas que um partido decide afirmar como prioridade do seu discurso público, da sua acção governativa ou parlamentar ou como simples meio de diferenciação face aos concorrentes directos.

Na passada sexta-feira o PSD mudou de líder. Trocou um Luís por outro, basicamente porque os militantes do partido, aliás, uma imensa minoria dos seus eleitores, acha que com o novo Luís será mais fácil ganhar as próximas eleições legislativas ao PS e, sobretudo, a José Sócrates. É natural. Os partidos existem para o poder e quando sentem que com um determinado líder não chegam lá, mudam. As ideias, as propostas, as tais “bandeiras” são remetidas para segundo plano.

Em jeito de balanço e após a vitória de Luís Filipe Menezes, o estado da questão, relativamente à comparação entre o PS actual e o PSD que passou a ser actual, é a seguinte:

1º O PS tem dito que é contra a descida dos impostos neste momento, pelo menos até as contas públicas estarem em ordem. Luís Filipe Menezes é contra a descida dos impostos, pelo menos até as contas públicas estarem em ordem.

2º José Sócrates, em resposta a pressões externas, em resposta à vontade da Comissão Europeia e em resposta à ideia de Cavaco Silva está a preparar o caminho para desrespeitar mais uma das suas promessas eleitorais e não promover o referendo sobre o novo tratado europeu, que vai substituir a Constituição europeia. Luís Filipe Menezes é contra a realização de um referendo sobre o novo tratado europeu, que vai substituir a Constituição europeia.

3º José Sócrates, que expulsou o seu ministro Mário Lino do processo do novo aeroporto aguarda o estudo do LNEC para saber se é favor ou contra a construção de um novo aeroporto na Ota. Luís Filipe Menezes aguarda o estudo do LNEC para saber se é ou não a favor da construção de um novo aeroporto na Ota.

4º O PS vai desenterrar a regionalização administrativa do continente, promovendo a divisão do território em regiões. Luís Filipe Menezes é a favor da regionalização, concordando com a divisão do território em regiões.

Ou seja, as “bandeiras” do PSD derrotado na sexta-feira passada já não existem.

Desta comparação resulta, pois, que continua a ser um mistério saber em que é que o PSD actual vai fazer oposição ao PS actual. Tendo como almofada o bloco central dos interesses e dos negócios, ambos, têm agora uma diferença substancial. O PSD tem um líder chamado Luís e o PS tem um líder chamado José. O primeiro é do Sporting e o segundo é do Benfica.

O que resta ao PSD então para se diferenciar do PS actual? Restam a quantidade das políticas sociais. Se o Governo der dez o PSD pedirá mil. Mas do mesmo Exactamente do mesmo. O Bloco e o pCP que se cuidem: parece estar a caminho mais concorrência.

Basicamente serão estas as bandeirolas do PSD actual, já que as bandeiras foram para lavar.
(publicado na edição de hoje do Semanário)

domingo, setembro 30, 2007

(1712) MUDANÇAS NO PSD

O PSD passou a partir de ontem a ser um partido anti-referendo europeu. Esta mudança deve agradar a Cavaco Silva (sempre é uma ironiazinha do destino...) e a José Sócrates. Mas o mais grave é que o líder do maior partido da oposição deixou de ser do Benfica e passou a ser do Sporting. Isto, sim, já me parece uma baixa significativa...