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quarta-feira, abril 02, 2008

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

(2198) UMA PENA

Pedro Santana Lopes diz que o PSD deixou de querer o referendo sobre a Constituição europeia recauchutada porque seria uma perda de tempo. O problema é que o PSD, de tão reverso do verso também se tornou uma perda de tempo para quem quer uma alternativa ao PS.

segunda-feira, outubro 15, 2007

(1786) UMA LIÇÃO

(Sorrir de novo)

Pedro Santana Lopes vai ser o próximo líder parlamentar do PSD. Substancialmente pode dizer-se que é uma solução que facilita a vida de José Sócrates no Parlamento uma vez que vai permitir ao Primeiro-Ministro desculpar-se permanentemente com o sucedido no Governo de Santana Lopes, de que o país a seu tempo se fartou. Não creio que seja assim tão fácil, mas concedo que é uma vulnerabilidade da solução. Agora, do que não tenho dúvidas é que nos últimos quinze dias vimos Santana Lopes no seu melhor. Na SIC Notícias. Na forma como se impôs a Menezes, na forma como não se desgastou no Congresso, deixando que falassem dele e poupando-se a discursos inúteis. Ele é o grande vencedor do Congresso e emerge como o líder substantivo do PSD até 2009.

sexta-feira, setembro 28, 2007

(1696) O GESTO É TUDO

Antigamente dizia-se que às vezes o silêncio vale por mil palavras. Hoje, na era da imagem e da televisão, deixou de ser o silêncio a valer por mil palavras e passou a ser o gesto. A atitude tem ilustres artistas, o maior deles, Marcel Marceau, acaba, aliás, de falecer deixando um lugar por preencher na difícil arte do mimo.

É assim que, no meio da algazarra das quotas, dos cadernos eleitorais, dos insultos, da agressividade e do vazio de ideias em que mergulhou a campanha das directas no PSD, surge um motivo para debater a sério. Por causa do gesto. Dos tais que valem mais que mil palavras.

Santana Lopes deixou o estúdio da SIC Notícias a meio de uma entrevista porque foi interrompido para um directo da chegada de José Mourinho ao aeroporto da Portela. Santana Lopes fez muito bem. A informação televisiva, de uma forma geral, é hoje um imenso arsenal de chouriço corrente. Directos a despropósito, sem notícias, sem informação, com frases simples e ocas repetidas até à náusea, para satisfazer uma alegada insaciabilidade das audiências e um alegado voyeurismo da populaça.

Claro que há excepções. Mas a esta onda febril de mostrar coisa nenhuma, nem o serviço público de televisão tem escapado.

Ora, o que fez Santana Lopes? Fez uma coisa muito simples: disse, de forma enfática ao levantar-se da cadeira que a informação televisiva não pode ser uma máquina de vazio e que tem de respeitar valores. Santana Lopes prestou um serviço público.

Claro que, como se esperava, a SIC não percebeu nada. Ricardo Costa veio dizer que a reacção de Santana Lopes foi “inusitada e desproporcionada” e não se justificava. Talvez esta reacção se baseie na raridade da atitude. A verdade é que as pessoas têm aceite tudo, têm-se resignado a tudo, nas televisões. Trocam o segundinho da fama por qualquer dislate, por qualquer desrespeito. A surpresa é desta vez, causa justificativa da reacção.

A atitude foi justamente inusitada, inesperada, é certo. Não é hábito. Mas desproporcionada é que não foi. Tratou-se da chegada a um aeroporto de um treinador de futebol. Por muito bom que ele seja e é, há que ter o sentido das proporções. Desproporcionado, na verdade, é as televisões encherem chouriços com coisa nenhuma, mais a mais, interrompendo entrevistas de forma essa sim inusitada e desproporcionada.
(publicado na edição de hoje do Semanário)

quarta-feira, setembro 26, 2007

(1682) HAJA ALGUÉM...

Eu não vi, mas estou roidinho de inveja de quem viu Pedro Santana Lopes levantar-se da cadeira na SIC Notícias, por o terem interrompido numa entrevista, para um directo do aeroporto da Portela onde estava a chegar José Mourinho. Há limites para tudo. Ou devia haver. Parabéns a Pedro Santana Lopes.

quinta-feira, julho 19, 2007

(1343) VERDADEIRO OU FALSO?

Este blogue de Pedro Santana Lopes é verdadeiro ou é falso? Por outras palavras é mesmo de autoria de Pedro Santana Lopes ou é de algum pirata?

sexta-feira, maio 25, 2007

(1038) BOM EXEMPLO

Pedro Santana Lopes excedeu-se e reconheceu. Eis um bom exemplo da má moeda. Este Governo socialista, a suposta boa moeda farta-se de dar péssimos exemplos e nem um assomo de arrependimento ou um pedido de desculpas. A Casa da Moeda, que para o efeito mora actualmente em Belém, continua a autenticar a boa moeda.

sexta-feira, maio 04, 2007

(905) MESMO A PROPÓSITO

Pedro Santana Lopes vai na próxima segunda-feira a Tomar, à Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Tomar, fazer uma conferência integrada na III Semana da Gestão. Vem mesmo a propósito dos tempos conturbados que vivemos. Empreendedorismo e Inovação é o tema da Semana de Gestão.

terça-feira, abril 17, 2007

(879) "INSIDE INFORMATION"

As piadas em política, normalmente com malícia, são de todos os tempos. Esta trapalhada do diploma, ou melhor dos diplomas, de José Sócrates é daquelas que se presta a catadupas delas. No PS circula à boca pequena uma boca grande, que não é bem uma boca, já é toda uma análise política e é esta: "Quem será o Santana Lopes de Sócrates?". António Costa lidera as apostas. Obviamente clandestinas.

sábado, abril 14, 2007

(870) POLÍTICA CAMBIAL

Cavaco Silva decidiu valorizar a moeda. Quando a moeda é má, faz-se uma de duas: ou se escreve um artigo num jornal, ou se coopera estrategicamente com as instituições monetárias, no sentido de valorizar a moeda. Como excelente economista que é, o Presidente já experimentou os dois caminhos. Com Santana Lopes, o primeiro, com José Sócrates, o segundo. Um exemplo perfeito na investigação científica no domínio dos efeitos cambiais no funcionamento da instituições políticas.

quinta-feira, abril 05, 2007

(806) SERÁ QUE NOS VAMOS MESMO HABITUAR?

Esta semana, o PS aprovou uma lei da televisão sózinho. Pode? Pode. Teve os votos, tem os deputados. Usa o poder que tem. Não precisa de ninguém. Cavaco Silva, antes de ter aderido à cooperação estratégica, fez exactamente o mesmo e o PS então não gostava.

Esta semana, o PS impediu, sózinho, o acompanhamento parlamentar da construção do aeroporto da Ota. Pode? Pode. Teve os votos, tem os deputados. Usa o poder que tem. Não precisa de ninguém. Cavaco Silva, antes de ter aderido à cooperação estratégica, fez exactamente o mesmo e o PS então não gostava.

O ministro das Finanças, esta semana, reagiu enervadamente a um relatório do Tribunal de Contas, que aponta os desmandos com os gastos nos gabinetes dos membros dos três últimos Governos, incluindo o imaculado Governo Sócrates. O ministro acusou o Tribunal de fazer relatórios sem rigor e a comunicação social de os relatar sem rigor (imaginem Santana Lopes a fazer isto…). Cavaco Silva, antes de ter aderido à cooperação estratégica, fez exactamente o mesmo e o PS então não gostava. Eram os gloriosos tempos das forças de bloqueio. Com a sensível diferença de que, desta vez, ao contrário do que sucedia então, o Presidente do Tribunal de Contas é absolutamente insuspeito de antipatias políticas para com o Governo.

Esta semana, enfim, revelou-se em plenitude a crise do curso do Primeiro-Ministro. Não é o ter ou não uma licenciatura que é relevante. O que é relevante é o Primeiro-Ministro ter alterado a sua biografia profissional e não ter tido a capacidade de desfazer as dúvidas suscitadas pela regularidade do seu processo de licenciatura. Apanhado em contra-pé, José Sócrates não resistiu à apertada e contida farda do marketing profissional que vestiu para chegar onde chegou e perdeu as estribeiras.

Estes episódios mostram como em política nem tudo se controla, nem tudo é cientificamente exequível e, sobretudo, os limites das poses da propaganda. E, pasme-se, tudo graças a um blogue. Sim, um simples blogue, que durante meses investigou metodicamente um assunto, como todos pensávamos que só o jornalismo profissional de investigação podia fazer. A seguir, o Público, seguiu as pisadas da informação e fez estalar o verniz governamental. Para um observador descomprometido não se entende como é que se José Sócrates tem a consciência que tudo está bem mostrou tanto nervosismo, precipitando-se para os jornalistas tentando impedir notícias (imaginem Santana Lopes a fazer isto…).

Em tempos passados mas não muito distantes, talvez viesse esta semana um ex-líder socialista lamentar-se da má moeda e talvez um Presidente da República permanentemente preocupado tivesse chamado o Primeiro-Ministro a Belém para dar explicações. Mas nos imaculados tempos actuais, apenas resta uma dúvida: será que o país fará a vontade a António Vitorino e habituar-se-á mesmo? É que as maiorias absolutas não são sinónimo de eternidade e, muito menos de infalibilidade. Não sei se, nesta fase do campeonato, o PS ainda vai a tempo de o perceber.
(publicado na edição de hoje do Semanário)

sexta-feira, março 16, 2007

(690) A PROVA

Marques Mendes descobriu agora que a construção do aeroporto da Ota devia ser suspensa e apelou ao Presidente da República, que como se sabe não tem poderes para o impedir. Marques Mendes tem uma forma muito fácil de provar que está genuinamente empenhado nas pelavras que só agora decidiu proferir sobre a Ota: aceitar a sugestão da Nova Democracia ( já agora é bom que se saiba que nem à carta que Manuel Monteiro lhe escreveu deu sequer sinal de recepção) e Santana Lopes, entre outros, de se desencadearem os mecanismos conducentes à realização de um referndo nacional sobre a matéria. Até lá ... cheira apenas a oportunismo solavanquista.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

(556) PRAGAPARQUES

Ora aí está uma boa telenovela mexicana para os próximos tempos.