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segunda-feira, março 03, 2008

(2358) DESBLOQUEAMENTO

Bem me pareceu que o carácter categórico da declaração de Louçã sobre a não coligação do Bloco com o PS nas próximas autárquicas iria gerar (mais) confusão. Aí está ela, logo no dia seguinte. O Zé está a gostar do poleiro. Como, aliás, é visível desde que foi eleito.

domingo, março 02, 2008

(2355) O RESTO

Louçã garante que o Bloco não fará coligação com o PS nas autárquicas de 2009. Fica por esclarecer quase tudo. E so o PS não tiver maioria absoluta, como actualmente sucede? E Sá Fernandes volta a ser candidato depois desta experiência de muleta do PS?

(2353) MÁ NOTÍCIA

Confissões de Domingo: tenho a dizer que já estive preso várias vezes e que numas saí com caução, noutras tive de esperar pelo cumprimento de pena. Já fui proprietário de casas e de hotéis e já perdi tudo ao jogo. Já fui dono do Rossio, da 24 de Julho, da Almirante Reis, da Av. da Liberdade, do Campo Grande, da Av. da Boavista e de sta. catarina, no Porto, da R. Augusta, da R. do ouro, da Av. da República, perto da qual vegeto agora numa fracçãozita arrendada. Já tive empresas de electricidade e de caminho de ferro. Já fui credor e devedor de elevadas quantias ao banco. A minha vida já foi, pois, uma montanha russa. Calma: já me aconteceu isto tudo mas foi no célebre e mítico curso básico de capitalismo chamado Monopólio. Hoje, vi na televisão que este jogo inventado por um americano desempregado durante a Grande Depressão (Charles Darrow, um antigo vendedor de sistemas de aquecimentos que vivia em Germantown, na Pensilvânia) vai comemorar os 75 aninhos de vida com uma nova edição. Claro está que essa nova edição será globalizada e terá propriedades e ruas das principais cidades do mundo. Lisboa não está lá. Acho que isto merecia uma petição on line!
(publicado n' O Carmo e a Trindade)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

(2098) INSTANTES

Ainda há amoladores em Lisboa. N' O Carmo e a Trindade.

domingo, novembro 18, 2007

(1921) A BANDEIRA

Sou dos que gosto de ver bandeira portuguesa hasteada ao cimo do Parque Eduardo VII. Lembro que foi Carmona Rodrigues (justiça seja feita) que a mandou pôr lá. Foi hasteada em 12 de Setembro de 2005. O que já não gosto é de a ver esburacada. Haverá uma alminha na CML que se importe de tomar conta da ocorrência? O desleixo tem limites. Ou será que o buraco da bandeira reflecte o buraco em que a Pátria está metida?
(publicado em O Carmo e a Trindade)

sábado, novembro 17, 2007

(1911) PROCURA-SE

Fazia falta. Teve cartazes espalhados pela cidade. Vereador da edilidade. Aceitou o pelourito. En-costou. Chamaram-lhe Zé. Dão-se alvíssaras a quem der informações sobre paradeiro político.

(publicado n' O Carmo e a Trindade)

quarta-feira, novembro 14, 2007

(1902) REGRESSO ÀS ORIGENS


Lentamente tenho retomado as minhas obrigações quotidianas, após período de férias forçadas. Uma das que ainda continuavam por retomar era justamente a minha participação neste admirável e tão plural blogue. Ao dar uma vista de olhos pela jornalada entretanto publicada, deparei-me com esta pérola. T-R-I-N-T-A. Discordo do limite de trinta quilómetros hora, para eventual surpresa dos meus críticos relativamente às minhas observações sobre os radares de Lisboa. Sim, discordo. Proponho que nessas zonas se regresse aos tempos da carroça. Sempre é mais rústico, embora exija reforço do já de si depauperado pessoal de limpeza camarário, dada a inflação de bosta cavalar e burral que este regresso às origens não deixaria de comportar. Com o preço a que estão os combustíveis era até uma medida economicamente sadia para o bolso desses bombos da festa fiscais que são os automobilistas.
(publicado n' O Carmo e a Trindade)

segunda-feira, setembro 24, 2007

(1669) SEMPRE IGUAIS

Sobre a receita universal socialista para resolver problemas de despesa, ou seja, esganar os contribuintes sempre com mais impostos, agora em Lisboa, ver André Azevedo Alves, n' O Insurgente. Ou seja cada vez estamos todos a trabalhar mais para alimentar os vícios de cada vez menos gente. É o Estado de Direito Fiscal.
(publicado n' O Carmo e a Trindade)

quarta-feira, setembro 19, 2007

(1645) AFINAL, ERA VERDADE

"A Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje o loteamento dos terrenos do antigo Estádio de Alvalade com os votos do PS, dos movimentos independentes, os votos contra do PCP e PSD e a abstenção do Bloco de Esquerda.". Leio na Lusa esta novidade e chego à conclusão que a frase do cartaz, afinal, era verdadeira. O Zé estava mesmo a fazer falta. Ao PS e ao Sporting.
(publicado em O Carmo e a Trindade)

quinta-feira, agosto 30, 2007

domingo, julho 15, 2007

(1323) LISBOA

(Tejo)

"Na simplicidade rústica do Piodão, o Rossio liberta-se das suas pombas turísticas, que afinal não voam e só servem para sujar o mosaico, do seu chafariz decorativo, fonte inútil que não lhe mata a sede, dos seus cafés ruidosos, onde não consegue esquecer as misérias; na Avenida da Liberdade, o Piodão despe o surrão, escapa-se da missa dominical, e chega a sentir-se janota e civilizado. O abismo não é, pois, intransponível.
Talvez mesmo que lá no fundo, no fundo da desavença, não haja senão sentimento de culpa comum, a mesma mágoa inconfessada de uma desgraça que atingiu toda a nação, mas que tem na capital o seu estigma indelével. Uma espécie de recalcamento freudiano que espera a sua hora de consciencialização.
Enamorado de si, morreu Narciso à beira de um regato onde se mirava. E as ninfas, compadecidas da sua desgraça, pediram aos deuses que o transformassem numa flor. Narcisos que fomos também um dia, esperava-nos um destino igual ao do filho de Céfiso. Lisboa é essa flor em que o destino nos transformou; o Tejo, o rio onde nos perdemos a contemplar a própria imagem."
Miguel Torga, sobre Lisboa, em "Portugal".
(publicado em O Carmo e a Trindade)

segunda-feira, abril 02, 2007

(786) UMA TRISTEZA


Calcorrear os bairros históricos de Lisboa podia ser um momento único. Um reencontro com a história de Lisboa. Um tempo agradável de contacto com a mística de Lisboa. Um roteiro de factos que foram fazendo Lisboa a pulso, à força de histórias de vida que tiveram o sortilégio de ganhar a eternidade. Mas não é. É uma experiência desgradável, de puro convívio com lixo, com buracos nos passeios e nas ruas e com um espaço urbano pouco preservado. Hoje aconteceu-me em Alfama e na Mouraria. Quem subisse a Rua dos Cavaleiros a partir do Martim Moniz dir-se-ia num subúrbio do terceiro mundo, tanto era o lixo na rua. As coisas não melhoravam para quem descesse pelo Largo da Severa e pela Rua do Capelão, para ver a casa onde nasceu Fernando Maurício e, em frente, a casa onde viveu Maria Severa Onofriana. A nossa cidade não é hoje, infelizmente, um espaço urbano de que nos possamos orgulhar. Andar nas suas ruas faz, por vezes, lembrar os célebres relatos de viagens de quem nos visitava e se escandalizava com a falta de higiene, com a porcaria nas ruas, com a imundície. Que diabo, onde páram os carros do lixo, as agulhetas de outrora? Apesar da eterna e invicta vaidade dos edis cuidar de assegurar sempre uma lápide para a posteridade.
(publicado em O Carmo e a Trindade)

quarta-feira, março 28, 2007

(756) POBRES ELEITORES

A deserção da candidata do CDS à CML nas últimas eleições autárquicas é apenas mais uma. Os eleitores de Lisboa (e não só) já estão habituados a assistir a este triste espectáculo de deserções políticas de quem não ganha as eleições mas a quem conferem um mandato. Por estas e por outras é que a credibilidade dos políticos é nula. Os partidos brincam com o voto, desrespeitam o voto, inutilizam o voto. E estes comportamentos são sempre mais chocantes quando as pessoas em causa têm a mania de exibir uma superioridade moral em relação aos demais, sabe-se lá por que graça genética, supostamente só ao alcance de iniciados. É o caso de Maria José Nogueira Pinto, cujo percurso na CML revela o pior do sistema.
PS - Já quanto à saída do CDS, seja bem-vinda ao clube. Escusava era de ter passado estes últimos anos a dizer mal de quem percebeu antes que pessoas com convicções e princípios já não tinham lugar naquele partido.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

(453) TORTURA

Santana Lopes é contra eleições intercalares em Lisboa. Que o antigo Presidente da Camara queira submeter o seu amigo Carmona Rodrigues a uma tortura política até ao último segundo de mandato, até se percebe. Mas que não se importe de fazer o mesmo aos lisboetas é que já se lhe pode levar a mal.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

(417) OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA



Só falta o Vesúvio e a sua erupção histórica para vivermos em Pompeia. Os últimos dias não são de sexo desregrado, mas de dissolução política dolorosa. Já dói olhar para tanta Praga Com ou Sem Parques. Entretanto, o Casino de Lisboa, a única coisa nova na cidade desde 2002, acaba de atribuir o maior jackpot da sua pequena história: 250.000 euros. Certamente uma ninharia para a roleta da política autárquica. Seguramente uma terminação na raspadinha da dívida municipal. O jogador, de 45 anos, pediu anonimato. Caça dotes, acautelem-se: peçam já uma escuta telefónica ao contemplado. Quiçá lhe conseguirão vender um T0, ou qualquer coisa, enfim, vender. Entretanto, apesar da tortura do labirinto das eternas obras do Metro no Saldanha, salva-se a Versalhes, cujos croquetes, pastéis de bacalhau e rissóis continuam iguais a si próprios. Do melhor.

(publicado em O Carmo e a Trindade)

terça-feira, janeiro 30, 2007

(411) APELO JURÍDICO

Gostaria que alguém me explicasse o que é ser constituído arguido informalmente, se fizerem o obséquio. Como será? Entre uma bica e uma imperial? No corredor do DIAP? Na degustação de um pastel de bacalhau e de uma ginjinha na Tendinha? Alguém que me explique, por favor, que nos canhanhos do processo penal e respectivo Código não há meio de encontrar a figura, nem com recurso aos melhores indíces analíticos do mercado.