"Um Estado que exige, mas não cumpre, que cobra e não paga, mesmo quando condenado em tribunal, e que nem o básico – a justiça e a segurança – assegura. Mas que, mesmo assim, está sempre disposto a dar lições de moral sobre os perigos de tudo, desde o endividamento (em que é o maior especialista) ao saco plástico e à globalização. "
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, dezembro 11, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
(1823) NO PAÍS DA QUADRILHICE
Portugal deve ser o país do mundo onde mais se investiga. Todos os dias a comunicação social nos informa de que uma multiplicidade de entidades públicas se dedicam ao meritório esforço de investigar. Investigam-se empresas, cidadãos, negócios. Um sortido de polícias, instituições, reguladores, fiscais, dedicam-se a saber da vida alheia no sentido de zelar pelo cumprimento da legalidade, aliás, neste momento uma espécie de ciência oculta quase indecifrável para os técnicos do Direito, quanto mais para o cidadão comum, dada a profusão de leis, rectificações, correcções, versões com que o Estado brinca aos legisladores.
Exemplos não faltam todos os dias. Sobreiros, submarinos, financiamento de partidos, jogadas na bolsa de valores, furacões, apitos de cores várias, bancos, restaurantes, feiras, negócios, autarquias, gangs, máfias, mafiazinhas e mafiazonas, terroristas, bombistas nocturnos, carjackers, os próprios polícias, tudo em Portugal é passado a pente fino. Para o ano, também os fumadores.
Mas os investigadores são imparáveis. Querem sempre investigar mais. Por isso, até os serviços de informações querem agora poder fazer escutas por causa do terrorismo (dizem eles, embora eu não esteja muito convencido que o Alqaedistão passe por aqui). Os investigadores transformam-se perversamente em glutões investigatórios. A investigação é uma espiral patológica de necessidades.
Ora, com isto, gasta a República incontáveis milhões, que saiem de onde, adivinhem os leitores?... Pois claro, do orçamento do Estado! E o dinheirinho do orçamento, vem de onde, adivinhem os leitores? Pois claro, do nosso bolso. A Nação trabalha afanosamente na ilusão de que está a contribuir para o cumprimento da lei, pagando as logísticas e os ordenados de um exército de investigadores. São cidadãos, como todos os outros, a quem pagam para vasculhar a vida alheia. E que precisam de computadores, de papel, de canetas, de ar condicionado, de casas com telhado, de gabinetes, de carros, de colegas, de testemunhas.
Aqui chegados, cumpre perguntar: e então os resultados? Sim, os resultados? De tanta energia deve haver algum resultado concreto. Pois. O problema é que o Estado não tem capacidade para atingir os resultados. Os milhares de coimas por pagar, os milhares de processos instruídos pela ASAE a que o Ministério Público não consegue dar resposta, as milhares de impugnações judiciais a que os Tribunais reservam as gavetas da Sra. D. Morosidade Judicial de Portugal (por favor, não vão à lista telefónica, que a morada e o respectivo número são pagos pelo Estado e, naturalmente, confidenciais).
Resta então o quê? A quadrilhice. Desde logo a quadrilhice jornalística, comercialmente bombástica, mas na prática inconsequente. Depois, a quadrilhice do boca-a-boca, a boataria, um desporto popular gratuito que é de borla e ajuda a passar o tempo.
Resultados é que não há. Chama-se a este fenómeno impunidade e a impunidade é o vírus da legalidade. É assim que vivemos e nada me garante que não é assim que como povo sábio seja assim que nos sentamos e nos sentimos felizes para sempre. Nunca nenhuma lei proibiu os chico-espertos. É por isso que os encontramos nas estradas, nas repartições, nas lojas e até como deputados. Abençoado país.
Exemplos não faltam todos os dias. Sobreiros, submarinos, financiamento de partidos, jogadas na bolsa de valores, furacões, apitos de cores várias, bancos, restaurantes, feiras, negócios, autarquias, gangs, máfias, mafiazinhas e mafiazonas, terroristas, bombistas nocturnos, carjackers, os próprios polícias, tudo em Portugal é passado a pente fino. Para o ano, também os fumadores.
Mas os investigadores são imparáveis. Querem sempre investigar mais. Por isso, até os serviços de informações querem agora poder fazer escutas por causa do terrorismo (dizem eles, embora eu não esteja muito convencido que o Alqaedistão passe por aqui). Os investigadores transformam-se perversamente em glutões investigatórios. A investigação é uma espiral patológica de necessidades.
Ora, com isto, gasta a República incontáveis milhões, que saiem de onde, adivinhem os leitores?... Pois claro, do orçamento do Estado! E o dinheirinho do orçamento, vem de onde, adivinhem os leitores? Pois claro, do nosso bolso. A Nação trabalha afanosamente na ilusão de que está a contribuir para o cumprimento da lei, pagando as logísticas e os ordenados de um exército de investigadores. São cidadãos, como todos os outros, a quem pagam para vasculhar a vida alheia. E que precisam de computadores, de papel, de canetas, de ar condicionado, de casas com telhado, de gabinetes, de carros, de colegas, de testemunhas.
Aqui chegados, cumpre perguntar: e então os resultados? Sim, os resultados? De tanta energia deve haver algum resultado concreto. Pois. O problema é que o Estado não tem capacidade para atingir os resultados. Os milhares de coimas por pagar, os milhares de processos instruídos pela ASAE a que o Ministério Público não consegue dar resposta, as milhares de impugnações judiciais a que os Tribunais reservam as gavetas da Sra. D. Morosidade Judicial de Portugal (por favor, não vão à lista telefónica, que a morada e o respectivo número são pagos pelo Estado e, naturalmente, confidenciais).
Resta então o quê? A quadrilhice. Desde logo a quadrilhice jornalística, comercialmente bombástica, mas na prática inconsequente. Depois, a quadrilhice do boca-a-boca, a boataria, um desporto popular gratuito que é de borla e ajuda a passar o tempo.
Resultados é que não há. Chama-se a este fenómeno impunidade e a impunidade é o vírus da legalidade. É assim que vivemos e nada me garante que não é assim que como povo sábio seja assim que nos sentamos e nos sentimos felizes para sempre. Nunca nenhuma lei proibiu os chico-espertos. É por isso que os encontramos nas estradas, nas repartições, nas lojas e até como deputados. Abençoado país.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
(1821) A FRACTURA
A sociedade democrática moderna está a criar um nova fractura que ameaça ser responsável por enormes e potencialmente graves conflitos sociais. Essa fractura é entre dois grupos sociais distintos: um grupo é o das pessoas que trabalham na órbita do Estado e das demais entidades públicas, ainda que por vezes estas assumam natureza jurídica privada. Falamos não só dos que trabalham directamente, mas também dos que dependem familiar e socialmente dos que trabalham directamente no sector público. O outro grupo é constituído pelas pessoas que trabalham e assentam a sua estrutura de sobrevivência no sector privado.
O que divide essencialmente estes dois mundos sociais é que o primeiro está habituado a ter garantia de emprego vitalício sem possibilidade de retrocesso e sem hipótese de o perder, enquanto o segundo grupo vive numa competição diária porque sabe que não tem emprego garantido e que pode facilmente perdê-lo ou mudar. Estes dois pontos de partida criam atitudes radicalmente diferentes no quotidiano dos dois grupos. Atitudes quanto ao modo como se encara a utilização dos recursos públicos, isto é da receita dos impostos, como encaram a produtividade, a competitividade, a eficiência e, sobretudo, os resultados do seu trabalho.
A esquerda assentou o modelo de Estado social numa premissa que se veio a revelar falsa: a de que o capitalismo só progredia, só aumentava e não perdia lucros e que o bem-estar social seria progressivo, legitimando a atribuição de cada vez mais direitos e regalias. A direita socialista também adoptou esta cómoda e convidativa perspectiva de vida. Os direitos foram aumentando, os deveres foram diminuindo e agora, que se comprova que é falsa a premissa ninguém se atreve a abdicar do adquirido ao longo de décadas de prosperidade contínua.
O resultado é o seguinte: enquanto os trabalhadores do sector público e do sector alegadamente privado em que o “patrão” é o Estado fazem greve, os trabalhadores do sector privado preferem o emprego à contestação, percebem na carne o que está em causa e escolhem o sacrifício de alguns direitos adquiridos em vez de arriscarem perder o posto de trabalho.
É esta fractura que não tem solução à vista dentro do sistema, visto que este é dominado por esquerdas e direitas socialistas que são autoras do modelo e que jamais serão capazes de o reformar. Terá de ser a dura realidade da economia a fazer os estragos sociais inevitáveis já que a competição eleitoral pelos votos não deixará os partidos do sistema falarem verdade e consequência.
O que divide essencialmente estes dois mundos sociais é que o primeiro está habituado a ter garantia de emprego vitalício sem possibilidade de retrocesso e sem hipótese de o perder, enquanto o segundo grupo vive numa competição diária porque sabe que não tem emprego garantido e que pode facilmente perdê-lo ou mudar. Estes dois pontos de partida criam atitudes radicalmente diferentes no quotidiano dos dois grupos. Atitudes quanto ao modo como se encara a utilização dos recursos públicos, isto é da receita dos impostos, como encaram a produtividade, a competitividade, a eficiência e, sobretudo, os resultados do seu trabalho.
A esquerda assentou o modelo de Estado social numa premissa que se veio a revelar falsa: a de que o capitalismo só progredia, só aumentava e não perdia lucros e que o bem-estar social seria progressivo, legitimando a atribuição de cada vez mais direitos e regalias. A direita socialista também adoptou esta cómoda e convidativa perspectiva de vida. Os direitos foram aumentando, os deveres foram diminuindo e agora, que se comprova que é falsa a premissa ninguém se atreve a abdicar do adquirido ao longo de décadas de prosperidade contínua.
O resultado é o seguinte: enquanto os trabalhadores do sector público e do sector alegadamente privado em que o “patrão” é o Estado fazem greve, os trabalhadores do sector privado preferem o emprego à contestação, percebem na carne o que está em causa e escolhem o sacrifício de alguns direitos adquiridos em vez de arriscarem perder o posto de trabalho.
É esta fractura que não tem solução à vista dentro do sistema, visto que este é dominado por esquerdas e direitas socialistas que são autoras do modelo e que jamais serão capazes de o reformar. Terá de ser a dura realidade da economia a fazer os estragos sociais inevitáveis já que a competição eleitoral pelos votos não deixará os partidos do sistema falarem verdade e consequência.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
(468) MAOMÉ, CIGARRINHO E VIDA SEDENTÁRIA EM RISCO
O espectáculo "Visita guiada", da bailarina Cláudia Dias, integrado no Festival Internacional de Dança "New Territories", em Glasgow (Escócia) foi cancelado pelo facto de a lei proibir fumar em público, anunciou hoje a companhia de dança RE.AL. Cláudia Dias cometeu o erro de incluir entre outros objectos um cigarrinho. Coreografia fatal. Não podemos fazer caricaturas de Maomé, não podemos falar de Maomé, não podemos dizer mal do véu, não podemos fazer humor com o Islão, não podemos fumar sem ter a cabeça para baixo numa sanita à mão, não podemos ter estilos de vida sedentários, não podemos ser obesos. Que raio de vida que nos estão a arranjar.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
(458) UM PAÍS EM FORMA DE ASSIM
Imagine o leitor que é um gestor de primeira linha de uma grande cadeia de distribuição europeia, responsável pelas lojas em Portugal. Imagina-se, porventura, que será distinguido como o gestor desse grupo que melhores margens comerciais e lucros consegue obter no conjunto de países europeus onde o grupo está implantado?
Pense bem: está em Portugal, um país declarado oficialmente de tanga desde 2002. O facto do classificador ter emigrado é a melhor prova da penúria pública. Onde habita um povo que todos os anos tem sido chamado a sacrifícios e mais sacrifícios, em nome da redução de uma despesa, a pública, que não há maneira de ser endireitada. Um país cujo povo, diz-se, está endividado por causa da casa, do carro, do computador, das férias. Um país onde os salários, dizem os sindicalistas que não visitam o seu posto de trabalho há vários lustros, descem em termos reais ano após ano. Onde os trabalhadores são acusados de não produzirem, as empresas de não gerirem, os políticos de se servirem… Pense bem: acha realmente plausível obter o prémio? Por outras palavras: acha possível um povo, num país assim, consumir o suficiente para fazer de si o campeão europeu dos lucros dessa rede de distribuição, vulgo supermercados?
Pois claro, a sua resposta, sensata, lógica e prudente deverá ser um óbvio não!
Engana-se, caro leitor. Teria fortes hipóteses de alcançar o almejado prémio. E não, não é filosofia nem prosápia. É mesmo verdade. Existem redes de distribuição europeias onde os gestores que mais vendem são os que estão em Portugal. E esta realidade não admite duas explicações, mas apenas uma: os portugueses são dos europeus que mais consomem. E, em consequência, dos que mais dinheiro dão a ganhar aos empresários da grande distribuição comercial.
Esta realidade aparentemente contraditória, tem sido objecto de reflexão. Um desses responsáveis avançou uma explicação, num encontro que recentemente manteve com outros empresários e responsáveis políticos da Nova Democracia.
Dizia ele que em Portugal todos os jovens têm um objectivo: serem proprietários aos 30 anos. De casa, de carro, de outros bens duradouros. Que esses jovens não admitem sequer a situação transitória dos arrendamentos. Onde antigamente a propriedade era o culminar de uma vida de trabalho, de progresso na carreira e nos rendimentos, hoje tornou-se um ponto de partida e não um ponto de chegada. Para alcançar essa posição de proprietários precoces, sem uma estrutura de rendimento que o permita verdadeiramente, têm necessariamente de se endividar junto da banca.
Tornam-se então ilusórios proprietários de coisa nenhuma. E é assim que aos 40 anos a classe média, de idade e de rendimento, se vê rodeada de dívidas por todos os lados. Para esse gestor, verdadeiramente surpreendido com os elogios que lhe são dirigidos pelos altos responsáveis do grupo pelos resultados que obtém no nosso mercado de 10 milhões de consumidores (as crianças são cada vez mais consumidores por interpostos pais…) essa geração endividada vinga-se dessa situação que ela própria criou, consumindo, consumindo até não poder mais. Usando para tanto o cartão de crédito como sucedâneo da moeda de circulação corrente e recorrendo, se necessário for, a mais e mais endividamento.
É uma teoria com evidentes pontos de contacto com a realidade. Mas que não augura um futuro sadio para o país. Conceber a vida sem esforço, onde tudo se pode resolver e obter instantaneamente e a crédito, é encomendar um caixão financeiro cheio de cores por fora, mas sinistro por dentro. É um futuro eternamente adiado. Esta situação complexa resulta de muitos e variados factores, muitos deles induzidos pela publicidade, pela programação televisiva dos quinze minutos de fama, pela falta de coragem política para enfrentar a situação e por gerações de promessas de sonhos fáceis que não resistem às primeiras 48 horas de Governo.
Este ciclo tornou-se vicioso, porque alimentado em campanhas eleitorais onde se mente para ter votos. Os portugueses tornaram-se campeões mundiais do desta vez é que é. E assim vai vivendo. Até um dia se fartar.
Pense bem: está em Portugal, um país declarado oficialmente de tanga desde 2002. O facto do classificador ter emigrado é a melhor prova da penúria pública. Onde habita um povo que todos os anos tem sido chamado a sacrifícios e mais sacrifícios, em nome da redução de uma despesa, a pública, que não há maneira de ser endireitada. Um país cujo povo, diz-se, está endividado por causa da casa, do carro, do computador, das férias. Um país onde os salários, dizem os sindicalistas que não visitam o seu posto de trabalho há vários lustros, descem em termos reais ano após ano. Onde os trabalhadores são acusados de não produzirem, as empresas de não gerirem, os políticos de se servirem… Pense bem: acha realmente plausível obter o prémio? Por outras palavras: acha possível um povo, num país assim, consumir o suficiente para fazer de si o campeão europeu dos lucros dessa rede de distribuição, vulgo supermercados?
Pois claro, a sua resposta, sensata, lógica e prudente deverá ser um óbvio não!
Engana-se, caro leitor. Teria fortes hipóteses de alcançar o almejado prémio. E não, não é filosofia nem prosápia. É mesmo verdade. Existem redes de distribuição europeias onde os gestores que mais vendem são os que estão em Portugal. E esta realidade não admite duas explicações, mas apenas uma: os portugueses são dos europeus que mais consomem. E, em consequência, dos que mais dinheiro dão a ganhar aos empresários da grande distribuição comercial.
Esta realidade aparentemente contraditória, tem sido objecto de reflexão. Um desses responsáveis avançou uma explicação, num encontro que recentemente manteve com outros empresários e responsáveis políticos da Nova Democracia.
Dizia ele que em Portugal todos os jovens têm um objectivo: serem proprietários aos 30 anos. De casa, de carro, de outros bens duradouros. Que esses jovens não admitem sequer a situação transitória dos arrendamentos. Onde antigamente a propriedade era o culminar de uma vida de trabalho, de progresso na carreira e nos rendimentos, hoje tornou-se um ponto de partida e não um ponto de chegada. Para alcançar essa posição de proprietários precoces, sem uma estrutura de rendimento que o permita verdadeiramente, têm necessariamente de se endividar junto da banca.
Tornam-se então ilusórios proprietários de coisa nenhuma. E é assim que aos 40 anos a classe média, de idade e de rendimento, se vê rodeada de dívidas por todos os lados. Para esse gestor, verdadeiramente surpreendido com os elogios que lhe são dirigidos pelos altos responsáveis do grupo pelos resultados que obtém no nosso mercado de 10 milhões de consumidores (as crianças são cada vez mais consumidores por interpostos pais…) essa geração endividada vinga-se dessa situação que ela própria criou, consumindo, consumindo até não poder mais. Usando para tanto o cartão de crédito como sucedâneo da moeda de circulação corrente e recorrendo, se necessário for, a mais e mais endividamento.
É uma teoria com evidentes pontos de contacto com a realidade. Mas que não augura um futuro sadio para o país. Conceber a vida sem esforço, onde tudo se pode resolver e obter instantaneamente e a crédito, é encomendar um caixão financeiro cheio de cores por fora, mas sinistro por dentro. É um futuro eternamente adiado. Esta situação complexa resulta de muitos e variados factores, muitos deles induzidos pela publicidade, pela programação televisiva dos quinze minutos de fama, pela falta de coragem política para enfrentar a situação e por gerações de promessas de sonhos fáceis que não resistem às primeiras 48 horas de Governo.
Este ciclo tornou-se vicioso, porque alimentado em campanhas eleitorais onde se mente para ter votos. Os portugueses tornaram-se campeões mundiais do desta vez é que é. E assim vai vivendo. Até um dia se fartar.
(publicado no nº 7 da revista Nova Vaga)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



