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terça-feira, fevereiro 12, 2008

(2221) A CASA

Não escapa nada. Ao PS nada escapa. Agora é a vez da Casa Fernando Pessoa. Depois da partida de Francisco José Viegas a Casa acaba de ingressar oficialmente na esquerda. Inês Pedrosa, cuja página na revista do Expresso aprendi a saltar com o tempo, que queria castigar exemplarmente os abstencionistas, vai tomar conta da ocorrência. Por este andar nenhum apoiante de Manuel Alegre fica com tempo para a corrente interna. E se tiver apoiado Costa faz o pleno. Coitado do Pessoa.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

(2218) SINAIS

Alguém tinha de ser. Calhou a António Costa. Sem polícias para tratar, sem ignições para combater, sem orçamento para brilhar, atolado em resolver os dramas de Lisboa, onde até não tem estado mal, salvo as más companhias, o rival de Seguro decidiu mostrar serviço e desancou na trindade Público-Belmiro-OPA como razão para se conhecer passado de Sócrates. Das duas uma:ou esse passado não tem importância nenhuma e não percebo o incómodo dos socialistas, ou tem e é relevante ser conhecido. Aparentemente não incomoda Costa estar a tentar desviar as atenções do facto do Primeiro-Ministro não ser capaz de explicar os factos. Nem sequer o facto de ter sido um autarca socialista a abrir a estrada das beiras onde Sócrates saiu das bermas. É pena.

sexta-feira, setembro 28, 2007

(1695) IMI TAÇÕES

O socialista António Costa é coerente. No Governo aumentou os impostos para fazer face à despesa e ao défice. Na Câmara Municipal de Lisboa vai duplicar o IMI para os prédios devolutos para fazer face à despesa e ao défice.

Eis o que muitos reclamavam e diziam não encontrar: um socialista consequente. O problema é que António Costa é coerente mas faz a política errada. Ora, a coerência no erro não é propriamente uma virtude…

Há despesa a mais na CML? Há. Que se corte. Mas não à custa da asfixia fiscal dos proprietários, já de si previamente taxados por serem proprietários. A propriedade não é um poço fiscal sem fundo.
(publicado no Democracia Liberal)

segunda-feira, julho 16, 2007

(1327) E AGORA, LISBOA?

Os próximos dois anos não serão fáceis. Com uma cidade cansada e desinteressada dos partidos, António Costa tem de preparar a reeleição. Fá-lo-á à Sócrates ou à Guterres? Sem maioria, terá de negociar incessantemente. Sempre com os mesmos ou à vez com uns e com outros? Seja como fôr, a herança pesada que a cidade tem não dá margem para erros. É que da próxima corremos o risco de ter um Presidente de Camara eleito por um lisboeta em cada 18.

sexta-feira, julho 06, 2007

(1263) DE MAL A PIOR

António Costa, o candidato do rigor, admitiu hoje entregar responsabilidades, isto é, pelouros, a Carmona Rodrigues, caso não tenha maioria absoluta, como tudo indica que virá a suceder. Isto é o cúmulo. O rei da desgraça de Lisboa ainda acaba coroado por quem era suposto ser-lhe alternativa. Em Lisboa parece que só vão mudar as moscas. Ou não?...

domingo, julho 01, 2007

(1227) A TEORIA DO AR

Marques Mendes descobriu que votar em António Costa é dar um balão de oxigénio ao Governo. Nada de transcendente. Votar é dar ar a quem se vota. Como votar em Fernando Negrão, o homem que produz slogans à velocidade da luz, é dar um balão de oxigénio a Marques Mendes.

quarta-feira, junho 27, 2007

(1200) INDECOROSA

É a caça ao tacho que abriu em Lisboa. Cozinheiros de serviço: António Costa e Maria José Nogueira Pinto.

terça-feira, maio 29, 2007

(1050) A CAMINHO DE BELÉM

António Costa pode ter-se farto do Partido antes mesmo de o dirigir. Pode ter-se farto do Governo antes mesmo de o dirigir. Pode ter-se farto do Parlamento antes mesmo de o presidir. Com uma Comissão de Honra tão reumática só lhe resta um grandioso destino. Confrontar-se com Durão Barroso e instalar-se em Belém daqui a 9 anos. Afinal de contas nem isso é novo em Lisboa. O seu antigo colega de escritório Jorge Samapio fez o mesmo, apenas com uma nuance: teve oportunidade de se fartar do Partido. Uma Comissão de Honra daquelas não merece outra pequenez que não Belém.

sexta-feira, maio 18, 2007

(987) A DEGRADAÇÃO POLÍTICA DO GOVERNO

A situação da Câmara Municipal de Lisboa e a indicação de António Costa, substituto legal e político do Primeiro-Ministro nas suas ausências e impedimentos, veio revelar uma curiosa situação de debilidade política de José Sócrates. Muitas vezes, submersos na torrente de notícias do dia-a-dia, nem reparamos como a realidade muda sob o nosso nariz, de forma quase imperceptível, mas que no futuro revelará todas as suas consequências.

O Governo tem pouco mais de dois anos. Quando começou, Sócrates tinha três ministros de Estado. Freitas do Amaral, o independente de luxo, uma espécie de Sousa Franco da era de Guterres. Campos e Cunha, a mão firme independente e credível nas Finanças, para controlar o défice, que parece ter batido com a porta por considerar certas despesas sumptuárias incompatíveis com o rigor das finanças públicas. E António Costa, o delfim, o número dois, o representante político da importância do Partido no Governo depois do Primeiro-Ministro.

Olhe-se hoje para o Governo. Não tem ministros de Estado, o que significa que não existem pessoas com peso político específico, próprio, indiscutível, no Governo. E nenhum dos três políticos que o foram estão neste momento no Governo. O que significa que a margem de manobra política de José Sócrates é hoje muito menor do que era e que já não mobiliza energias fora da bolsa de disponíveis que pululam pelas comissões e grupos de trabalho com que se entretêm os segundas linhas que não lograram lugar ao Sol na primeira fila do poder.

A esta situação, verdadeiramente imprevista e inusitada não deve ser estranha a diminuição de credibilidade do Primeiro-Ministro, nomeadamente após as polémicas acerca do seu diploma e das suas próprias declarações ao longo dos anos sobre habilitações que se concluiu não serem rigorosas.

De par com esta diminuição de peso político, outro pormenor vai merecer atenção em Julho. As eleições para a CML terão lugar nas vésperas do debate sobre o estado da Nação no Parlamento. E este será certamente dominado mais pelo estado do PS e do Governo após o veredicto de Lisboa. José Sócrates não ganhou uma única eleição depois das eleições legislativas em que obteve a maioria absoluta. Ao escolher António Costa para candidato à CML, nomeadamente da triste figura que o PS fez na própria CML durante os últimos anos, Sócrates está a atribuir significado político nacional à eleição. O que significa uma avaliação intercalar do Governo e um teste ao estado de saúde do PS depois das trapalhadas em que o Primeiro-Ministro se envolveu nos últimos meses. Para o bem, se ganhar. Para o mal, se perder. Resta saber se Lisboa ganha alguma coisa com isto.
(publicado na edição d ehoje do Semanário)

segunda-feira, maio 14, 2007

(973) SOCIALISMO EM ESPIRAL

O Governo Civil de Lisboa marcou hoje as eleições intercalares para a Camara de Lisboa para dia 01 de Julho. O que faz com que termine hoje o prazo para a constituição de coligações eleitorais e que termine já 2ª feira o prazo para entrega das 4.000 assinaturas necessárias para candidaturas independentes dos partidos. No caso vertente este é o prazo que António Costa, ministro tutelar do Governo Civil de Lisboa e putativo adversário de Helena Roseta na mesma eleição decidiu democraticamente dar a Helena Roseta para conseguir concorrer contra ele. Viva a democracia! Ao que isto chegou.