O melhor remédio para certas maleitas é o humor e a ironia. A Madeira não foge à regra. Estou com o Baltasar Aguiar: construa-se a estátua ao homem. Com a escada interior e tudo.
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terça-feira, abril 08, 2008
domingo, março 30, 2008
(2512) ALQUIMIA
O PS Madeira está outra vez em pé de guerra. Jaime Gama, anos depois de ter chamado Bokassa a Alberto João Jardim, decidiu agora elogiar o homem e a obra. No contexto em que se tem desenrolado a política madeirense, o PS Madeira bem se pode considerar orfão. Esta alquimia política de fazer de um Bokassa um exemplo a elogiar corre o risco de deitar o PS Madeira no caldeirão do alquimista. E cheira a esturro.
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segunda-feira, março 17, 2008
(2442) O BAILINHO
Trinta anos depois Alberto João Jardim continua a dar o seu bailinho da Madeira aos contribuintes portugueses.
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
(2083) SEMPRE A APRENDER
«Temos de ser uma máfia no bom sentido e ajudar-nos sempre uns aos outros». A frase é de ... quem havia de ser? Alberto João Jardim. Ser um criminoso no bom sentido. Eis uma noção que me transcende: o bom sentido do crime. Esta ideia de haver um lado bom, solidário, honroso, na Mafia remonta aos primórdios da defesa pública dos mafiosos desde a década de 70 do século XIX na Sicília. Contra esta ideia benigna da Mafia têm combatido cidadãos, polícias, magistrados, tribunais e, alguns, poucos, políticos ao longo dos séculos. É bom saber quem, em Portugal, se põe do lado de quem. Seria de bradar aos céus, senão fosse brincar com o fogo.
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sábado, julho 28, 2007
(1412) O ABORTO E O TERRITÓRIO NACIONAL
Aqui no Continente colonialista tudo o que Alberto João Jardim diga ou faça é lido e analisado à lupa do pior que Alberto João Jardim já disse e já fez. Mas no problema do aborto, quer parecer-me que o homem não está destituído de razão. O aborto livre até ás dez semanas deixou de ser crime em todo o território nacional. Na Madeira, enquanto não fôr independente, também. Questão diferente é saber se o Governo Regional é obrigado a pagá-los. Eu acho que não é. O que resultou do referendo foi a liberalização do aborto em estabelecimento de saúde autorizado. O aborto nos serviços públicos de saúde não foi referendado. Coisa bem diferente é obrigar o Governo Regional a pagar abortos nos serviços públicos regionais de saúde, matéria que entra já no domínio da autonomia até á luz das normas da Lei das Finanças Regionais que a esquerda aplaudiu (Artigo 12º: "A regionalização de serviços e a transferência de poderes prosseguem de acordo com aConstituição e a lei, devendo ser sempre acompanhadas dos correspondentes meios financeiros para fazer face aos respectivos encargos."). Parece que no Continente também vão existir largas porções do território onde os estabelecimentos públicos de saúde não vão fazer abortos. Então como é?
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terça-feira, junho 19, 2007
(1157) FALTA DE CHÁ
Hoje Alberto João Jardim toma posse. Convidou Sócrates, como faz todo o sentido. O Primeiro-Ministro vai enviar um secretário de Estado. Não faz sentido nenhum. Para Sócrates a Madeira não existe. É o melhor frete que pode fazer a Alberto João Jardim. Não vai lá, não faz campanha pelos seus, não exerce os poderes de representação institucional. Quem é Primeiro-Ministro da República não pode nem deve pôr à frente da representação institucional os seus ódios de estimação pessoal, que parece que são muitos. Nem a provocar Sócrates é bom: se o fosse, teria enviado o ministro das Finanças ou o ministro dos Negócios Estrangeiros.
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sábado, maio 19, 2007
(998) O QI
«Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim (Funchal, 4 de Fevereiro de 1943) é um jornalista e político português, actual presidente do Governo Regional da Madeira. É um dos políticos mais polémicos e com o QI mais baixo do actual regime em Portugal», é possível ler logo nas primeiras linhas. É o que está escrito na Wikipédia, a enciclopédia on-line que já tem gerado polémica noutras entradas, uma vez que o texto pode ser escrito por qualquer pessoa. Certamente que este não terá sido aprovado pelo crónico presidente do Governo Regional da Madeira. Sabendo de antemão que o QI não é proporcional às qualidades necessárias para ganhar eleições, sempre gostaria de saber como é que o autor da entrada mediu o QI.
PS-Entretanto parece que a referência ao QI desapareceu.
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domingo, maio 06, 2007
(915) A MADEIRA

(Video de campanha)
Convém escrever antes de se saber os resultados, para não se cair na suspeição do "ah e tal depois é fácil falar". Hoje, com a reeelição provável de Alberto João Jardim, José Sócrates dá o segundo golpe na sua credibilidade. Por perder umas eleições que só se realizaram contra ele? Não. Mas simplesmente por, cobardolamente, não ter posto um dedo dos pés que fosse na Madeira a dar a cara na campanha do seu Partido. Mostrou medo. Mostrou que não tem fibra de verdadeiro líder. E quero também registar a campanha heróica que os candidatos da Nova Democracia fizeram. Mesmo insultados e fisicamente agredidos e ameaçados, perante a costumeira passividade das instituições, mesmo sem o dinheiro para a campanha que o sistema só dá aos partidos do sistema, mesmo sem cartazes, eles provaram que na Madeira não é só o Governo que deve mudar. A oposição também precisa mudar. Seja qual fôr o resultado que obtiverem, a campanha que fizeram ficará na história.
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quinta-feira, maio 03, 2007
(987) A NOSSA MARIA
O impagável Alberto João Jardim decidiu pagar uma dívida. Até aqui nada a opor, se bem que seja uma novidade, se atentarmos na monstruosidade cavaquista que é a dívida que o senhor fez lá na Região a contar que nós todos a pagássemos. As boas contas fazem os bons homens. E decidiu pagá-la à Senhora Maria, a ilustre madeirense que lhe cuidou dos filhos. Até aqui, continuamos bem: a gratidão é bonita e apanágio dos grandes.
Mas e até na grandeza há sempre um pequeno mas, Alberto João Jardim, que ultimamente anda enervado demais (para quem tem tanta certeza do seu destino) com a Nova Democracia, decidiu pagar essa dívida com o dinheiro do pessoal todo. Exactamente: ofereceu à Senhora Maria uma estradita lá para a terra.
Eu fico todo contente sempre que se faz uma estrada. Desde que o asfalto não rebente às primeiras chuvas. Mas sou sincero, acho um pouco RASCA distribuir presentes pessoais com o dinheiro dos colonialistas de Lisboa. A não ser que Alberto João, amigo do seu amigo, me dispense a Senhora Maria durante uns dias para tomar conta de umas crianças que conheço e também precisam. Assim é que era mesmo política SÉRIA. Se não for assim, é apenas política de pé de chinelo, mas de CHINELO ALHEIO, à custa do trabalho daqueles que o mãos largas madeirense gosta tanto de insultar malcriadamente.
Mas e até na grandeza há sempre um pequeno mas, Alberto João Jardim, que ultimamente anda enervado demais (para quem tem tanta certeza do seu destino) com a Nova Democracia, decidiu pagar essa dívida com o dinheiro do pessoal todo. Exactamente: ofereceu à Senhora Maria uma estradita lá para a terra.
Eu fico todo contente sempre que se faz uma estrada. Desde que o asfalto não rebente às primeiras chuvas. Mas sou sincero, acho um pouco RASCA distribuir presentes pessoais com o dinheiro dos colonialistas de Lisboa. A não ser que Alberto João, amigo do seu amigo, me dispense a Senhora Maria durante uns dias para tomar conta de umas crianças que conheço e também precisam. Assim é que era mesmo política SÉRIA. Se não for assim, é apenas política de pé de chinelo, mas de CHINELO ALHEIO, à custa do trabalho daqueles que o mãos largas madeirense gosta tanto de insultar malcriadamente.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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quarta-feira, maio 02, 2007
(983) MANUEL BEXIGA
O país que se agacha aos Gatos Fedorentos, o humor, digamos assim, consentido, já torce o nariz ao Manuel Bexiga. Eu gosto e quero apresentar-vos o homem que põe os nervos em franja a Alberto João Jardim, a pontos de..., a pontos de..., bem talvez um dia conte. Senhoras e Senhores, Manuel Bexiga.
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sábado, abril 28, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
(555) A MADEIRA
A demissão de Alberto João Jardim é, apesar de tudo, um facto interessante. Mostra várias coisas. Primeira: na Madeira o PS não existe nem tem um líder alternativo para a chefia do Governo Regional. Segunda: com o continente farto de assistir ao escandaloso endividamento regional tipicamente socialista, que é a maior contradição entre o discurso e a prática de Alberto João Jardim, as próximas eleições regionais acabarão por fortalecer a posição de Sócrates no país, que o passará a ver como o político que não teve medo de enfrentar a chantagem orçamental recorrente de Jardim. Todos ficam felizes. Um porque refresca a legitimidade para poder continuar a falar e ganha mais uns anitos de mandato. O outro porque vê reforçada a sua imagem. O resto é estilo e feitios, ou seja, imagem e psicologia. A vida, essa, continua.
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
(545) BAILINHO DA MADEIRA
Alberto João Jardim demite-se. Sem dinheiro não há como brilhar. Só não me parece bem esta ocorrência na segunda-feira de Carnaval. Será para levar a sério ou ainda é um prolongamento do corso de ontem? Vai haver eleições regionais. Não quererão as Excelências todas do sistema aproveitar para um referendozito sobre a independência da Região? Assim, acabava-se a querela financeira.
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