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segunda-feira, março 17, 2008

(2438) LIVRO A CAMINHO

Torquato da Luz vai publicar novo livro. Boa notícia.

quinta-feira, novembro 29, 2007

(1972) O DEVER DA VERDADE

(Ficha do livro)

" ... o nosso sistema dito semipresidencialista é inadequado ás circunstâncias do tempo português, porque não assegura a continuidade das políticas nem responsabiliza os seus principais agentes; que temos uma economia cada vez mais debilitada e incapaz de suportar o peso do Estado, que se transformou numa espécie de asilo da Nação; que a importância relativa dos nossos gastos públicos nos arruinará no espaço de uma década se não forem reformadas, com urgência e nomeadamente, as políticas de remuneração do pessoal público e das prestações sociais, com saliência para a Educação, a Saúde, a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações; que mantemos um sistema fiscal pesado, iníquo, instável e inutilmente complicado, cuja produção global de receitas excedeu já os limites convenientes: que os sistemas de ensino, de formação e de justiça são um autêntico desastre, ao serviço do nosso atraso; que os principais partidos políticos estão cada vez mais desacreditados e são meros instrumentos de clientelas, de amigos obedientes e de interesses muitas vezes pouco claros; que os partidos políticos não cumprem as leis que eles próprios criam; prometem o que sabem não cumprirão, criticam na oposição o que fazem no Governo e desculpam-se neste daquilo que é indesculpável não conhecer; que a Administração Pública é demasiado burocratizada e quase sempre nociva ao desenvolvimento; que o Estado, noutros tempos intervencionista, perdeu todos os instrumentos de que se servia e não pode agir nas economias abertas e insinuar práticas keynesianas sem sentido e sem alcance; que a social-semocracia, que todos os partidos parlamentares substantivamente defendem, foi produto da prosperidade económica ora desaparecida e se encontra esgotada pela globalização".
Medina Carreira
Não surpreende que não se fale muito deste livro. Ao sistema não convém exibir a sua nudez.

segunda-feira, outubro 29, 2007

(1858) A FRASE

O Pedro embarcou noutra corrente literária e decidiu incorporar-me novamente no serviço literário voluntário. Cá estou, em estado de prontidão, apto para nova recruta. As regras são as seguintes: 1. pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro; 2. abra o livro na página 161; 3. na referida página procurar a quinta frase completa; 4. transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada; 5. aumente, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais cinco bloguistas à escolha. Segui todas as recomendações à risca e deparo-me com "Infiltrado na Al Qaeda, Relato de um Espião", de Omar Nasiri, uma edição da Tinta da China, do mês passado, com tadução de Rita Graña. A quinta frase da página 161 diz assim: " Queria a vida que tinha, mas alguns degraus acima". Ao que um homem se sujeita para ganhar umas coroas. Várias vidas, vários recomeços, servindo na luta contra o terrorismo que é o pavor dos ocidentais. E tudo, só para viver uns degraus acima. Nada de euromilhões, uma ilha paradisíaca, uma plástica e viver dos rendimentos. Não. Só uns degraus acima. Um restaurante melhor, uma casa melhor, umas férias melhores, umas viagens e tal. Tanto quanto percebo, compete-me deixar o mesmo desafio a outros tantos: escolho estes (eles que me perdoem!): a MP, dois Ruis, o João e o António. Os meus clientes habituais.

quarta-feira, outubro 10, 2007

(1763) PARA DESOPILAR

E o mais recente livro do meu amigo Pedro Afonso, um excelente cartoonista, que é uma profissão de risco, como se sabe, nos dias que correm. Muito bom para desopilar das tragédias da Nação e para rir da Tugolândia.

terça-feira, setembro 04, 2007

(1556) O DESAFIO

De ricochete, o Pedro Correia lançou-me o desafio de mencionar dez livros que "não mudaram a minha vida". O desafio deu-me que pensar. Que tipo de livros, afinal, sa tratam? Dez que não relerei porque não gostei? Ou porque detestei? Ou porque, gostando, não mudaram a minha vida? Ou porque, detestando, me levaram, até por isso a reflectir mais do que alguns outros de que gostei ou com que mais me identifiquei? Ou antes dez daqueles que me mostraram meridianamente que por ali não vou? Ou dez livros mal feitos ou pura e simplesmente mal escritos? A verdade é que há muitas maneiras de um livro nos marcar. Estava eu neste entretém quando me começaram a vir à cabeça exactamente o que o Pedro me pede para dizer: nomes de livros que li e que... Foram estes e aqui, vai de tudo um pouco:
O Partido Com Paredes de Vidro, Álvaro Cunhal
Para Uma Terceira Via, Anthony Giddens
Sulista, Elitista e Liberal q. b., Luís Filipe Meneses
O Poder dos Presidentes, de André Freire e António Costa Pinto
Salvo-Conduto, de Boris Pasternak
A Ciociara, Alberto Moravia
O Vestido Cor de Fogo, José Régio
Bonecos de Luz, de Romeu Correia
A Terceira Visão, de Lobsang Rampa
A Casa do Pó, de Fernando Campos
E como cada vítima é um potencial carrasco, deixo o mesmo desafio ao André Azevedo Alves, à Margarida Pardal, à Fátima Pinto Ferreira (apesar da aparente inactividade blogueira), ao Pedro Guedes e ao Rui Baptista.

quarta-feira, agosto 29, 2007

(1507) LEITURA ACONSELHADA

( O Zapping também o leu)

"... entretanto a opinião pública já se tinha aborrecido e tornado céptica. Quase quatro anos haviam passado sobre as fantásticas revelações de LeopoldoNotarbartolo em Milão. O processo desencadeara no início um enorme debate público sobre a mafia. Foram publicados alguns relatos preciosos, incluindo dois de polícias sicilianos. No entanto, por cada estudo útil da famosa organização criminosa, surgiam dois ou três que ajudavam a confundir a questão."

Um dos livros que me decidi a ler nestas férias foi este. Em Portugal foi publicado pelas Edições 70 e para quem quiser saber tudo o que é possível saber sobre a Mafia siciliana a leitura é obrigatória. Desde os primórdios, à sombra da produção de citrinos nos arredores de Palermo, em meados do século XIX, até às confissões históricas de Buscetta e ao homicídio de Falcone, passando pelo boom da construção civil em Palermo, a exportação do modelo para a América do início do século XX, pelas perseguições do fascismo italiano e pela contaminação da Democracia Cristã italiana.
Descontadas as devidas proporções, fui-me apercebendo como em Portugal, por certos episódios ocorridos nos mais variados sectores da vida nacional, é possível detectar comportamentos e técnicas em que a Cosa Nostra foi pioneira. No futebol, através da desacreditação de testemunhas. Na política através da invocação da honorabilitá de suspeitos de corrupção, na indústria da noite através de sangrentos ajustes de contas à americana, muito mais que à corleonese.
Falta-nos é Falcone.

quarta-feira, agosto 22, 2007

(1461) REMISSÕES

Radares de Lisboa. Em O Carmo e a Trindade.
Cacia, o Baixo Vouga e os Moliceiros. No Aveiro.

segunda-feira, julho 09, 2007

(1284) CINCO LIVROS

O Nikonman, cuja lembrança agradeço, desafiou-me a entrar na corrente blogosférica das leituras. E para indicar cinco livros que estaja a ler. Desgraçadamente não ando com muito tempo disponível para leituras, para além das provas dos alunos, do módico de jornais e dos processos e respectivas peças e apontamentos. Nada de estimulante, como se vê. Ora, quando me falece a disponibilidade para novas aventuras, fase que espero à beirinha de ser superada, sucede-me reler. E o que releio neste momento? Aqui vai:
Poesias Completas, de Miguel Torga, eterno lugar de celebração da vida;
Farpas, de Eça e de Ramalho, especialmente oportunas tendo em consideração o acto eleitoral de Lisboa; deliciosas as crónicas especificamente lisboetas.
Tradição e Revolução, de José Adelino Maltez, um repositório indispensável da história portuguesa, quase hora-a-hora, das recentes centúrias.
O Mandarim, ainda de Eça de Queirós sobre o Portugal actual. Perdão, disse actual? Claro que não. Parece que a história se passa em oitocentos, mas é impossível não nos ocorrerem nomes de contemporaneos ao ler a história do deslumbramento sucessório do personagem.
E, enfim, As Duas Águas do Mar, de Francisco José Viegas, um policial estimulante que transcende o clássico duelo entre polícias e ladrões, que não é releitura.
Tanto quanto percebo, compete-me deixar o mesmo desafio a outros tantos: escolho estes (eles que me perdoem!): A MP, dois Ruis, o João e o António.

segunda-feira, maio 14, 2007

(967) O ERRO DA OTA

Hoje, pelas 17 horas, será lançado no Palácio da Bolsa (no Porto), o livro «O Erro da Ota e o Futuro de Portugal: a Posição da Sociedade Civil».

terça-feira, março 20, 2007

(707) BIBLIOBLOGOGRAFIA (2)


Mais tarde, lá para Abril, também Eduardo Pitta lança a sua Intriga em Família. Uma selecção de textos que publicou no Da Literatura. Outro dos bons.

(706) BIBLIOBLOGOGRAFIA



Torquato da Luz lança o seu Ofício Diário no próximo dia 30 de Março, às 21 horas, na Boullosa de Oeiras. Mais um blogue em livro. E ainda por cima dos bons.