O melhor remédio para certas maleitas é o humor e a ironia. A Madeira não foge à regra. Estou com o Baltasar Aguiar: construa-se a estátua ao homem. Com a escada interior e tudo.
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terça-feira, abril 08, 2008
sábado, abril 05, 2008
(2548) O ALVES DA MADEIRA
O presidente do Nacional da Madeira, uma pessoa que se chama Rui Alves, que noutro dia ouvi pedir desculpa a Hermínio Loureiro por umas barbaridades que tinha dito sobre ele, revela-se nesta entrevista ao Diário de Notícias. Diz ele, entre outras coisas que os madeirenses não gostam de portugueses, não gosta da língua portuguesa, não gosta da cultura portuguesa. Ora aí está um madeirense que preenche os vazios da política pimba entre as festas do Chão da Lagoa. Mas como não ponho de parte a hipótese do homem ter razão quanto à generalidade dos madeirenses, questiono-me novamente se faz sentido continuar a pagar os famosos custos da insularidade. Sinceramente: não quem mesmo discutir a sério a questão da independencia da Madeira?
quarta-feira, abril 02, 2008
(2527) A VIAGEM
A Madeira e o PS continuam nas bocas do mundo. José Sócrates é que continua a não pôr lá os pés. Quando será que o Primeiro-Ministro tem a coragem política de ir à Madeira?
domingo, março 30, 2008
(2512) ALQUIMIA
O PS Madeira está outra vez em pé de guerra. Jaime Gama, anos depois de ter chamado Bokassa a Alberto João Jardim, decidiu agora elogiar o homem e a obra. No contexto em que se tem desenrolado a política madeirense, o PS Madeira bem se pode considerar orfão. Esta alquimia política de fazer de um Bokassa um exemplo a elogiar corre o risco de deitar o PS Madeira no caldeirão do alquimista. E cheira a esturro.
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segunda-feira, março 17, 2008
(2442) O BAILINHO
Trinta anos depois Alberto João Jardim continua a dar o seu bailinho da Madeira aos contribuintes portugueses.
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terça-feira, março 04, 2008
(2365) E VÃO-ME PERGUNTAR ALGUMA COISA?
"Quem quer ter ilhas, paga-as", disse o inenarrável Jaime Ramos da Madeira. Eu só quero saber se me vão perguntar alguma coisa ou se deram por adquirido que eu quero ter ilhas ...
segunda-feira, novembro 12, 2007
(1888) POR MIM, PODE SER JÁ
Caríssimo deputado Gabriel Drumond: pode contar comigo. Saía-me muito mais barato. É bom ver que ainda há representantes do povo que compreendem a angústia dos contribuintes.
segunda-feira, julho 30, 2007
(1430) A BALDA
E Sócrates lá se baldou em grande ao encerramento do Congresso do PS Madeira. Mandou o seu ministro que profetizou um golpe de Estado constitucional se Cavaco Silva ganhasse as eleições presidenciais. O Primeiro-Ministro estava no condado do All Garve, with Mr. Pinho and others, anunciando hotéis que já estavam anunciados, exactamente com a mesma técnica de propaganda de Alberto João Jardim, e um hospital para 2012 (dois mil e doze). Of course. Presumo que Sócrates não vai à Madeira pela razão inversa daquela que leva Marques Mendes a ir à Madeira. Este vai porque ganha votos. Sócrates não vai porque os perde. Sinceramente não sei o que é pior.
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sábado, julho 28, 2007
(1414) DÚVIDA FEROZ
José Sócrates irá ao encerramento do Congresso do PS Madeira, que este fim de semana decorre, ou abandonará outra vez o PS Madeira à sua sorte como fez nas eleições regionais?
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(1412) O ABORTO E O TERRITÓRIO NACIONAL
Aqui no Continente colonialista tudo o que Alberto João Jardim diga ou faça é lido e analisado à lupa do pior que Alberto João Jardim já disse e já fez. Mas no problema do aborto, quer parecer-me que o homem não está destituído de razão. O aborto livre até ás dez semanas deixou de ser crime em todo o território nacional. Na Madeira, enquanto não fôr independente, também. Questão diferente é saber se o Governo Regional é obrigado a pagá-los. Eu acho que não é. O que resultou do referendo foi a liberalização do aborto em estabelecimento de saúde autorizado. O aborto nos serviços públicos de saúde não foi referendado. Coisa bem diferente é obrigar o Governo Regional a pagar abortos nos serviços públicos regionais de saúde, matéria que entra já no domínio da autonomia até á luz das normas da Lei das Finanças Regionais que a esquerda aplaudiu (Artigo 12º: "A regionalização de serviços e a transferência de poderes prosseguem de acordo com aConstituição e a lei, devendo ser sempre acompanhadas dos correspondentes meios financeiros para fazer face aos respectivos encargos."). Parece que no Continente também vão existir largas porções do território onde os estabelecimentos públicos de saúde não vão fazer abortos. Então como é?
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quinta-feira, maio 10, 2007
(943) ETERNOS COMUNISTAS
"«Num quadro de perdas generalizadas de todos os partidos com representação parlamentar, apenas desmentida pela CDU, as eleições ficam marcadas pela significativa redução do CDS/PP (menos 2100 votos e 2,7 pontos percentuais), por uma nova quebra do BE (menos 700 votos) e pela eleição de dois deputados a partir de duas candidaturas suportadas na cedência da sigla do MPT e PND para viabilização de projectos políticos pessoais», sublinha o PCP." Esta pérola vem no Avante. O PCP, quando fala só porque tem de dizer alguma coisa, diz asneira. Qual será e de quem o tal projecto de poder pessoal do PND na Madeira? Deviam explicar e identificar o titular do projecto... se ele existisse.
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terça-feira, maio 08, 2007
(932) NOTAS DA MADEIRA
1. Alberto João Jardim teve o resultado esperado. Pela enésima vez foi a última.
2. José Sócrates mostrou que o PS não pode contar com ele nas horas difíceis, tendo feito do pobre Jacinto Serrão um sem abrigo político nas garras de Jardim.
3. A situação do PS é tal que até os dissidentes elegeram um deputado.
4. Paulo Portas continua a aumentar o seu brilhante currículo de derrotas eleitorais do CDS; foi ultrapassado pelo PCP, perdeu votos e portanto aquela ideia de querer as directas antes das eleições regionais para capitalizar o crescimento, só podia sair mesmo da cabecinha de um génio!
domingo, maio 06, 2007
(915) A MADEIRA
(Video de campanha)
Convém escrever antes de se saber os resultados, para não se cair na suspeição do "ah e tal depois é fácil falar". Hoje, com a reeelição provável de Alberto João Jardim, José Sócrates dá o segundo golpe na sua credibilidade. Por perder umas eleições que só se realizaram contra ele? Não. Mas simplesmente por, cobardolamente, não ter posto um dedo dos pés que fosse na Madeira a dar a cara na campanha do seu Partido. Mostrou medo. Mostrou que não tem fibra de verdadeiro líder. E quero também registar a campanha heróica que os candidatos da Nova Democracia fizeram. Mesmo insultados e fisicamente agredidos e ameaçados, perante a costumeira passividade das instituições, mesmo sem o dinheiro para a campanha que o sistema só dá aos partidos do sistema, mesmo sem cartazes, eles provaram que na Madeira não é só o Governo que deve mudar. A oposição também precisa mudar. Seja qual fôr o resultado que obtiverem, a campanha que fizeram ficará na história.
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quinta-feira, maio 03, 2007
(987) A NOSSA MARIA
O impagável Alberto João Jardim decidiu pagar uma dívida. Até aqui nada a opor, se bem que seja uma novidade, se atentarmos na monstruosidade cavaquista que é a dívida que o senhor fez lá na Região a contar que nós todos a pagássemos. As boas contas fazem os bons homens. E decidiu pagá-la à Senhora Maria, a ilustre madeirense que lhe cuidou dos filhos. Até aqui, continuamos bem: a gratidão é bonita e apanágio dos grandes.
Mas e até na grandeza há sempre um pequeno mas, Alberto João Jardim, que ultimamente anda enervado demais (para quem tem tanta certeza do seu destino) com a Nova Democracia, decidiu pagar essa dívida com o dinheiro do pessoal todo. Exactamente: ofereceu à Senhora Maria uma estradita lá para a terra.
Eu fico todo contente sempre que se faz uma estrada. Desde que o asfalto não rebente às primeiras chuvas. Mas sou sincero, acho um pouco RASCA distribuir presentes pessoais com o dinheiro dos colonialistas de Lisboa. A não ser que Alberto João, amigo do seu amigo, me dispense a Senhora Maria durante uns dias para tomar conta de umas crianças que conheço e também precisam. Assim é que era mesmo política SÉRIA. Se não for assim, é apenas política de pé de chinelo, mas de CHINELO ALHEIO, à custa do trabalho daqueles que o mãos largas madeirense gosta tanto de insultar malcriadamente.
Mas e até na grandeza há sempre um pequeno mas, Alberto João Jardim, que ultimamente anda enervado demais (para quem tem tanta certeza do seu destino) com a Nova Democracia, decidiu pagar essa dívida com o dinheiro do pessoal todo. Exactamente: ofereceu à Senhora Maria uma estradita lá para a terra.
Eu fico todo contente sempre que se faz uma estrada. Desde que o asfalto não rebente às primeiras chuvas. Mas sou sincero, acho um pouco RASCA distribuir presentes pessoais com o dinheiro dos colonialistas de Lisboa. A não ser que Alberto João, amigo do seu amigo, me dispense a Senhora Maria durante uns dias para tomar conta de umas crianças que conheço e também precisam. Assim é que era mesmo política SÉRIA. Se não for assim, é apenas política de pé de chinelo, mas de CHINELO ALHEIO, à custa do trabalho daqueles que o mãos largas madeirense gosta tanto de insultar malcriadamente.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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sexta-feira, abril 06, 2007
(815) OS MILHÕES DA MADEIRA
"Os que se demitiram com o fundamento de que tinha sido retirado 2% do orçamento da Madeira, devido à nova Lei das Finanças Regionais, caso de Alberto João Jardim, "propõem-se, agora, gastar (leia-se PSD/M) 3 milhões de euros para desperdícios eleitorais", afirmou Baltasar Gonçalves, cabeça de lista da Nova Democracia nas eleições na Madeira.
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segunda-feira, fevereiro 26, 2007
(588) NOTÍCIAS DO NOSSO DINHEIRO
Da Madeira sempre vamos sabendo umas coisinhas pelos jornais. Agora do Líbano, por exemplo, onde fomos fazer parece que umas pontes e umas estradas, como vão as coisas, como vai o gasto? Alguém sabe? Alguém informa?
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quarta-feira, fevereiro 21, 2007
(555) A MADEIRA
A demissão de Alberto João Jardim é, apesar de tudo, um facto interessante. Mostra várias coisas. Primeira: na Madeira o PS não existe nem tem um líder alternativo para a chefia do Governo Regional. Segunda: com o continente farto de assistir ao escandaloso endividamento regional tipicamente socialista, que é a maior contradição entre o discurso e a prática de Alberto João Jardim, as próximas eleições regionais acabarão por fortalecer a posição de Sócrates no país, que o passará a ver como o político que não teve medo de enfrentar a chantagem orçamental recorrente de Jardim. Todos ficam felizes. Um porque refresca a legitimidade para poder continuar a falar e ganha mais uns anitos de mandato. O outro porque vê reforçada a sua imagem. O resto é estilo e feitios, ou seja, imagem e psicologia. A vida, essa, continua.
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
(545) BAILINHO DA MADEIRA
Alberto João Jardim demite-se. Sem dinheiro não há como brilhar. Só não me parece bem esta ocorrência na segunda-feira de Carnaval. Será para levar a sério ou ainda é um prolongamento do corso de ontem? Vai haver eleições regionais. Não quererão as Excelências todas do sistema aproveitar para um referendozito sobre a independência da Região? Assim, acabava-se a querela financeira.
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