O melhor remédio para certas maleitas é o humor e a ironia. A Madeira não foge à regra. Estou com o Baltasar Aguiar: construa-se a estátua ao homem. Com a escada interior e tudo.
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terça-feira, abril 08, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
domingo, novembro 11, 2007
(1882) LÁ DIZ O DITADO
Quem vai buscar lã, mesmo que seja em Guimarães, sai tosquiado. E não, não é de futebol que estou a falar.
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sexta-feira, outubro 19, 2007
(1806) A CONSTITUIÇÃO NOVA
No meio de uma atabalhoada mistura de propostas políticas apresentadas no discurso de encerramento do Congresso do passado fim de semana, o novo líder do PSD apresentou o objectivo de propor uma nova Constituição para Portugal.
Aí está uma boa ideia, que teria ficado bem a Luís Filipe Menezes reconhecer, a bem da seriedade política, que tem antecedentes políticos e partidários. A Nova Democracia apresentou há dois anos um projecto de nova Constituição para uma nova República, da autoria do Prof. Paulo Otero, prestigiado Professor de Direito da Faculdade de Direito de Lisboa.
A ideia mereceu evidentemente, pronta reacção do situacionismo. Uns lembraram logo que os portugueses não “comem” Constituição, que é como quem diz, Menezes enganou-se no tema se quer ter votos. Outros aduziram um argumento mais profundo: a Constituição está bem assim, porque foi feita assim e assim deve continuar porque quando foi feita, foi feita assim. Outros ainda apressaram-se a esclarecer que os problemas do país não se resolvem com a Constituição, esquecendo-se embora de defender a sua extinção, dada a sua natureza tão exuberantemente excedentária.
Uma das propostas de Luís Filipe Menezes, conexa com a anterior foi a da extinção do Tribunal Constitucional, a qual, por mera coincidência, também consta do projecto da Nova Democracia. Esta proposta mereceu resposta qualificada do Presidente do próprio Tribunal e dos manualistas do sistema, que rapidamente se deram conta de que deixariam de vender os seus celebrados catrapázios hermenêuticos se a ideia fosse por diante.
É preciso que se diga a verdade: a actual Constituição não está esgotada. Enquanto não atingirmos a sociedade socialista preconizada no Preâmbulo da actual Constituição, ela estará por esgotar. Mas a verdade é que sou dos que defendo que a Constituição de 1976 foi um erro, embora historicamente explicável, e é ainda hoje um empecilho ao desenvolvimento numa parte e um mero exercício de lirismo jurídico programático noutra parte. Isto para não falar do sistema de Governo, cujo modelo não só não é o único possível, como a meu ver não é o desejável, como em momentos de crise como o que sucedeu com a substituição do Governo de Durão Barroso pelo Governo de Santana Lopes deu para perceber.
Portugal precisa de uma nova Constituição, porque a actual é inconsequentemente programática, aberrantemente socialista, anacronicamente intervencionista e juridicamente contraditória.
Pode argumentar-se que não existem neste momento condições políticas para mexer na Constituição com a profundidade que o país necessita. De facto, PS, PSD e CDS são hoje do ponto de vista constitucional um bloco imobilista e fechado à mudança. Mas nada impede que se faça esse debate de forma séria e útil para a clarificação de projectos políticos para Portugal. Esse contributo pode Luís Filipe Menezes ajudar a dar, na esteira de muitos outros que o vêm fazendo há vários anos. Esperemos que seja a sério.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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sexta-feira, julho 13, 2007
(1308) O MILAGRE DE LISBOA
De repente a corrupção desapareceu. A Bragaparques desapareceu. A sindicância desapareceu. Lisboa passou apenas a ter uma Câmara endividada. Carmona Rodrigues, o rosto da decadência de Lisboa, o rosto da inépcia política, também nunca existiu. Foi o seu espectro que andou por lá. As eleições fizeram milagres.
No domingo os lisboetas vão votar para a Câmara de Lisboa. O mais provável é que as eleições não resolvam os problemas essenciais da cidade. O estado a que chegou a Câmara exige, mais do que mezinhas de mercearia, mais do distribuição de negócios pelos vários interesses que se agrupam em redor de quem cheira a poder, uma ruptura. Há provas que será assim: António Costa já prometeu dar responsabilidades a todos. O que significa que o essencial continuará na mesma. Quando um mero vereador da oposição sem pelouro consegue empregar 11 assessores, como foi o caso de Sá Fernandes, podemos avaliar o que aí vem: mais uma rodada de emprego partidário.
Uma ruptura desde logo política e ideológica, que transcende o arranjo do passeio esburacado, a lavagem das ruas imundas que fazem lembrar os relatos dos séculos de antanho, ou a estatueta a inaugurar num domingo de manhã.
Como é evidente nenhum dos candidatos que ocupam os primeiros lugares das sondagens fará essa ruptura que é tão necessária quanto urgente. Nenhum deles, por exemplo, limpará a Câmara do emprego partidário que suga as depauperadas finanças municipais. Se fossem capazes disso e, sobretudo, se o quisessem já o teriam feito enquanto estiveram na Vereação a viabilizar à vez e em rotatividade as várias votações que nos últimos anos enterraram Lisboa no lodo da suspeita e da estagnação.
Apenas um exemplo: foi preciso que a Nova Democracia fizesse a proposta de extinção de todas as empresas municipais há dois anos para que os partidos do sistema começassem a defender a extinção de algumas. A verdade é que nem uma desapareceu.
Por isso, o voto útil no domingo não é em quem presumivelmente vai ser eleito, uma vez que já se sabe que seja quem for não tocará no essencial, mas em quem pode abanar o sistema de ineficácia e de tráfico de diversas e variadas influencias que enxameiam a Câmara. O leitor imaginará que defendo o voto no Partido da Nova Democracia. Lisboa precisa de uma nova Democracia como de pão para a boca.
No domingo os lisboetas vão votar para a Câmara de Lisboa. O mais provável é que as eleições não resolvam os problemas essenciais da cidade. O estado a que chegou a Câmara exige, mais do que mezinhas de mercearia, mais do distribuição de negócios pelos vários interesses que se agrupam em redor de quem cheira a poder, uma ruptura. Há provas que será assim: António Costa já prometeu dar responsabilidades a todos. O que significa que o essencial continuará na mesma. Quando um mero vereador da oposição sem pelouro consegue empregar 11 assessores, como foi o caso de Sá Fernandes, podemos avaliar o que aí vem: mais uma rodada de emprego partidário.
Uma ruptura desde logo política e ideológica, que transcende o arranjo do passeio esburacado, a lavagem das ruas imundas que fazem lembrar os relatos dos séculos de antanho, ou a estatueta a inaugurar num domingo de manhã.
Como é evidente nenhum dos candidatos que ocupam os primeiros lugares das sondagens fará essa ruptura que é tão necessária quanto urgente. Nenhum deles, por exemplo, limpará a Câmara do emprego partidário que suga as depauperadas finanças municipais. Se fossem capazes disso e, sobretudo, se o quisessem já o teriam feito enquanto estiveram na Vereação a viabilizar à vez e em rotatividade as várias votações que nos últimos anos enterraram Lisboa no lodo da suspeita e da estagnação.
Apenas um exemplo: foi preciso que a Nova Democracia fizesse a proposta de extinção de todas as empresas municipais há dois anos para que os partidos do sistema começassem a defender a extinção de algumas. A verdade é que nem uma desapareceu.
Por isso, o voto útil no domingo não é em quem presumivelmente vai ser eleito, uma vez que já se sabe que seja quem for não tocará no essencial, mas em quem pode abanar o sistema de ineficácia e de tráfico de diversas e variadas influencias que enxameiam a Câmara. O leitor imaginará que defendo o voto no Partido da Nova Democracia. Lisboa precisa de uma nova Democracia como de pão para a boca.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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quinta-feira, julho 12, 2007
(1300) LISBOA É CAPITAL
E Lisboa é de facto capital. Por isso, o voto é capital. A Nova Democracia é a boa moeda para resolver os três problemas de Lisboa: acabar com a corrupção, tomar decisões para melhorar a vida dos lisboetas e limpar a Câmara de tachos e de despesa inútil, como por exemplo, extinguindo as empresas municipais.
(publicado no Democracia Liberal)
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sexta-feira, julho 06, 2007
(1264) REVISTA DE BLOGUES (32)
Manuel Monteiro em alta, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual.
Lisboa é Capital, por Valupi, no Aspirina B.
Isto vai mal, isto vai mau, por Pinto Ribeiro, no Suck and Smile.
Uma boa surpresa, por João Gomes, em Aquela Opinião.
António Costa teve medo de receber o Ginja, em O Jumento.
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sexta-feira, junho 22, 2007
(1178) DIVERTIMENTO
Não consigo deixar de me divertir com os bonzos sistemáticos que com inveja ou por pura incapacidade derivada de cinzentismo medular, andam danados com o Ginjas.
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quinta-feira, junho 21, 2007
(1167) LISBOA É CAPITAL
O blogue da candidatura da Nova Democracia à Camara Municipal de Lisboa.
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quinta-feira, junho 14, 2007
(1134) A GEBALIS, OUTRO ESCÂNDALO
Depois de se reunir com a Gebalis, a Nova Democracia emitiu as seguintes considerações:
"1.A nossa posição defensora da extinção das Empresas Municipais reforça-se. 2. Os Bairros Sociais são hoje bancos de votos para o PS e o PSD. 3. É altamente escandaloso que existam pessoas a viver em Bairros Sociais que possuam segunda habitação fora da cidade de Lisboa. 4. O PS e o PSD têm uma gestão eleitoral dependente da manutenção dos Bairros Sociais tal qual se encontram estruturados. 5 Existem candidatos do Partido Social Democrata que são caciques eleitorais que mantêm secções distritais do próprio partido à custa da entrega de casa para determinadas famílias. 6. O escândalo em que a cidade de Lisboa se mantém em matéria de Habitação Social é para nós sinonimo de corrupção política que importa rapidamente destruir e combater. A Lista da Nova Democracia não se calará enquanto todo este sistema politicamente corrupto não for extinto."
Quem fala assim não é gago.
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(1133) MAUS EXEMPLOS EM LISBOA
O Governo acaba de chegar a acordo com Isaltino de Morais para transferir o IPO de Lisboa para Oeiras. O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras está acusado da prática de crimes, sendo inocente até trânsito em julgado de sentença condenatória. O PS está coligado na Câmara Municipal de Oeiras com o dito Isaltino.
Só não percebo por que razão o PS trata tão mal Fátima Felgueiras. Só não percebo por que razão o PS quer obrigar os autarcas acusados a suspender os mandatos. Só não percebo por que razão António Costa está calado sobre o IPO. Ou se calhar percebo tudo. Como diz o povo, estão todos bem uns para os outros.
Nas eleições em Lisboa, há uma grande oportunidade de mudar este estado de podridão em que mergulhou a democracia portuguesa. É votar em Manuel Monteiro e na Nova Democracia. Oxalá a aproveitem.
Só não percebo por que razão o PS trata tão mal Fátima Felgueiras. Só não percebo por que razão o PS quer obrigar os autarcas acusados a suspender os mandatos. Só não percebo por que razão António Costa está calado sobre o IPO. Ou se calhar percebo tudo. Como diz o povo, estão todos bem uns para os outros.
Nas eleições em Lisboa, há uma grande oportunidade de mudar este estado de podridão em que mergulhou a democracia portuguesa. É votar em Manuel Monteiro e na Nova Democracia. Oxalá a aproveitem.
Já agora: o Parque Mayer faz hoje 85 anos. Abandonado, desprezado, inacabado, destruído, ele é o melhor símbolo da falência política da CML nas últimas décadas. Uma cidade que resiste a este desleixo durante tanto tempo, só pode ser uma grande cidade. E só pode ter muita paciência.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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domingo, junho 10, 2007
(1109) A PALHAÇADA DO COSTUME
Os alegados principais candidatos à CML estão a fazer a ladainha irresponsável pré-eleitoral do costume. Prometem tudo o que lhes vem à cabeça: bicicletas, lares, até um tal Zé quer, certamente em delírio, importar 50.000 almas em seis anos para repovoar o centro histórico fantasma que é legítimo património do PCP, do PS, do PSD e do CDS, visto que entre si bragaparcaram Lisboa nos últimos anos.
Do que ninguém fala e do que ninguém quer saber é do númerozinho fatal. E qual é ele? É o montante dos encargos futuros que impendem sobre a CML. A dívida já se sabe qual é. O que não se sabe é quanto vai ser por obra e graça dos compromissos já assumidos para o futuro. Está-se a ver o que vai suceder: quem ganhar vai meter no bolso as bicicletas, os lares e a importação de almas, alegando que a coisa é muito pior do que se pensava. Assim como fez o PSD, o CDS e o PS no Governo da Pátria nos últimos cinco anos.
Fez bem, pois, a Nova Democracia, ao denunciar que o jogo eleitoral está viciado. Porque até agora, na luta eleitoral de Lisboa, apenas temos assistido à palhaçada do costume.
Do que ninguém fala e do que ninguém quer saber é do númerozinho fatal. E qual é ele? É o montante dos encargos futuros que impendem sobre a CML. A dívida já se sabe qual é. O que não se sabe é quanto vai ser por obra e graça dos compromissos já assumidos para o futuro. Está-se a ver o que vai suceder: quem ganhar vai meter no bolso as bicicletas, os lares e a importação de almas, alegando que a coisa é muito pior do que se pensava. Assim como fez o PSD, o CDS e o PS no Governo da Pátria nos últimos cinco anos.
Fez bem, pois, a Nova Democracia, ao denunciar que o jogo eleitoral está viciado. Porque até agora, na luta eleitoral de Lisboa, apenas temos assistido à palhaçada do costume.
(publicado na edição de sexta-feira passada no Democracia Liberal)
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terça-feira, junho 05, 2007
(1102) SOBRE A SONDAGEM BATOTEIRA
Ler comentários de Pedro Magalhães, no Margens de Erro, sobre a sondagem da Data Crítica que foi objecto de queixa do PND na ERC e na CNE.
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segunda-feira, maio 28, 2007
(1048) O BLOQUEIO DA EMEL
Manuel Monteiro decidiu apresentar a sua candidatura à CML com o acto simbólico de bloquer o edifício da EMEL com um fita, exactamente como a EMEL costuma fazer aos carros. Boa ideia. A EMEL é uma das empresas municipais mais dispensáveis e estúpidas que Lisboa tem. A EMEL só começou a revelar alguma eficácia qundo contratou com uma empresa privada a prestação do serviço que a EMEL devia fazer. Para isto bastava um Vereador, não era necessária uma empresa municipal. Além disso a EMEL não passa de um défice e de uma agência partidária de colocação de desempregados partidários. Bom começo.
(publicado em O Carmo e a Trindade)
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domingo, maio 20, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
(981) ACTUALIDADES ELEITORAIS
"À direita, o cenário é completamente diferente. Depois da desistência de Carmona Rodrigues e do esforço de Fernando Negrão, apenas Manuel Monteiro, que avançou com uma candidatura pela Nova Democracia, parece contrariar o tradicional marasmo de ideias para a principal autarquia do país. Neste momento, apenas falta o CDS/PP, um partido com uma influência tão diminuta que tem de esperar pelos outros para avançar com a escolha final."
Rui Costa Pinto, no Mais Actual
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quarta-feira, maio 16, 2007
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