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domingo, março 02, 2008

(2353) MÁ NOTÍCIA

Confissões de Domingo: tenho a dizer que já estive preso várias vezes e que numas saí com caução, noutras tive de esperar pelo cumprimento de pena. Já fui proprietário de casas e de hotéis e já perdi tudo ao jogo. Já fui dono do Rossio, da 24 de Julho, da Almirante Reis, da Av. da Liberdade, do Campo Grande, da Av. da Boavista e de sta. catarina, no Porto, da R. Augusta, da R. do ouro, da Av. da República, perto da qual vegeto agora numa fracçãozita arrendada. Já tive empresas de electricidade e de caminho de ferro. Já fui credor e devedor de elevadas quantias ao banco. A minha vida já foi, pois, uma montanha russa. Calma: já me aconteceu isto tudo mas foi no célebre e mítico curso básico de capitalismo chamado Monopólio. Hoje, vi na televisão que este jogo inventado por um americano desempregado durante a Grande Depressão (Charles Darrow, um antigo vendedor de sistemas de aquecimentos que vivia em Germantown, na Pensilvânia) vai comemorar os 75 aninhos de vida com uma nova edição. Claro está que essa nova edição será globalizada e terá propriedades e ruas das principais cidades do mundo. Lisboa não está lá. Acho que isto merecia uma petição on line!
(publicado n' O Carmo e a Trindade)

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

(2344) OS CTT

Vai por aí polémica da grossa sobre a qualidade dos serviços prestados pelos CTT. A DECO criticou, os CTT vão meter processo judicial (parece que estão na moda os processos) e leio no Abrupto, já que não vi, que ontem na SIC Notícias voltou a haver conversa da grossa. Eu só tenho a dizer uma coisa: privatizem-se os correios para as pessoas terem por onde escolher o carteiro que lhes parecer mais rápido e mais barato. A arrogância dos CTT vem do monopólio e a dos seus gestores governamentais do ambiente socrático instalado. Quando se depende da escolha dos clientes tudo é diferente. Quando os clientes estão garantidos à força, tudo pode acontecer.

sexta-feira, junho 22, 2007

(1177) PIOR PARA O CIDADÃO

(Bijuteria)

Livros, para adultos e para crianças, cd's, canetas, lápis, borrachas, post it's, caixas de cartão, cartões para telemóveis, porta-chaves, fitas para qualquer coisa, produtos de poupança, sacolas, chávenas, canecas, loiças para pôr tremoço, azeitona ou frutos secos, de repente julguei-me numa loja dos trazentos. Foi então que, surpreendido, reparei que estava, afinal, apenas numa estação dos CTT. Imediatamente me ocorreu como seria bom pôr bancos, livrarias, discotecas, lojas de coisas para casa, de souvenirs, a poder fazer distribuição postal. Ou seja, consentir a todos os agentes económicos o que o Estado consente aos CTT. O preço dos serviços postais baixaria certamente e se o serviço não tivesse qualidade facilmente mudaríamos de fornecedor. Foi então que me lembrei que em Portugal existe um monopólio dos serviços postais. Como se vê, os monopólios são sempre injustos e prejudicam os cidadãos, para além de descambarem em concorrencia desleal com outros agentes económicos. Os CTT são hoje um hipermercado monopolista de proximidade. Ah e já agora não se esqueçam de mudar o nome à empresa. CTT Correios de Portugal apenas reflecte um segmento de negócio. Talvez CTT, Lojas de Portugal ficasse mais verdadeiro.