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quinta-feira, abril 10, 2008

(2581) EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE

No Estado Novo existia uma coisa que se chamava condicionamento industrial. A Lei do Condicionamento Industrial destinava-se a evitar que qualquer empresário, nacional ou estrangeiro, entrasse num dado sector industrial, sem autorização governamental e aprovação dos industriais já existentes no sector. A Lei do Condicionamento Industrial era uma barreira à entrada, artificial, institucional, para proteger os interesses já instalados num sector. Numa palavra: só podia instalar uma empresa quem obtivesse a miraculosa licença governamental.

No Estado Velho existe uma coisa chamada condicionamento estatal. A Lei não escrita do condicionamento estatal diz que os grandes negócios em Portugal, os quais só se podem fazer com a intervenção, decisão, licença ou adjudicação do Estado, só podem ser feitos por empresas amigas do ambiente. Mas do ambiente partidário, o qual é dominado pelo bloco central do PS e do PSD, o qual deixa cair, de quando em vez (remeto para a edição de hoje da revista Sábado, páginas 66 e seguintes) uma míseras e avidamente engolidas migalhas ao entreposto de negócios que é de há uns anos para cá o CDS.

Por isso as empresas querem ministros reformados nos seus corpos sociais.

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

(2573) CUIDADO ...

"Há empresas que são aconselhadas a mudar de gestores, se querem partilhar os chorudos negócios que se fazem com o Estado". Rui Moreira, no Público de ontem (link indisponível). Já agora, caro Rui, pode saber-se quais? Cuidado, muito cuidadinho, senão ainda acaba no DIAP.

quinta-feira, abril 03, 2008

(2536) HÁ LIBERDADE, HÁ

(É favor acrescentar um capacete cor de rosa)

Portugal é, definitivamente, um país livre. Ao contrário do que dizem as más-línguas, o pessoal do contra, os chatos do costume. Por favor, párem com a treta de que o PS controla o Estado e que o Estado nos controla a nós.

Jorge Coelho, como todos sabemos, está há muito tempo retirado da política por uma ponte que caiu. Claro que está. Nunca mais foi visto nos ministérios, nas televisões, nos comícios, no próprio partido estranhava-se tamanha ausência. E, como devia ter imenso vagar, havia que aproveitar. Foi livremente escolhido pelos accionistas de uma empresa privada de construção civil para seu Presidente. Foi um acto bonito de reconhecimento de uma competência, rara entre nós, na área da construção civil. Uma vocação desaproveitada que finalmente se vê reconhecida. Um achado.

Os accionistas escolheram obviamente em liberdade. Como os accionistas do Millennium Bcp já haviam escolhido Carlos Santos Ferreira em liberdade. Viva a liberdade! Em Portugal há tanta liberdade que os accionistas das empresas até podem livremente escolher entre a liberdade de agradar ou não ao PS e, por arrasto ao Estado. Estranhamente escolhem sempre agradar. A culpa é, evidentemente, da liberdade que eles têm de agradar ou não. A culpa, minhas senhoras e meus senhores, é sempre, mas sempre, da liberdade.

(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

sábado, março 15, 2008

(2435) A BARBÁRIE CHINESA

A repressão chinesa voltou a abater-se sobre os tibetanos. Mortos, feridos, acessos cortados para ninguém ver, perigosos monges presos, a barbárie outra vez. Presumo que o Governo não tenha agenda disponível para se pronunciar sobre o assunto. A política de cócoras das Necessidades, obviamente, aconselha-o.

sexta-feira, março 07, 2008

(2389) SUPER-HOMEM

O Governo aprovou ontem duas propostas de lei que, em conjunto, vão fazer surgir em Portugal a figura do "superpolícia", denominado secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI). Os seus poderes de coordenação, direcção, controlo e comando operacional vão abranger todas as forças de segurança e policiais, a Polícia Judiciária, que, de acordo com as propostas, passa a estar funcionalmente mais dependente do primeiro-ministro que do ministro da Justiça, tornando-a, na prática, equiparada a qualquer outra polícia. Nunca nenhum político acumulou tanto poder e tanta informação nas suas mãos como Sócrates. Ninguém pode estar descansado.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

(2344) OS CTT

Vai por aí polémica da grossa sobre a qualidade dos serviços prestados pelos CTT. A DECO criticou, os CTT vão meter processo judicial (parece que estão na moda os processos) e leio no Abrupto, já que não vi, que ontem na SIC Notícias voltou a haver conversa da grossa. Eu só tenho a dizer uma coisa: privatizem-se os correios para as pessoas terem por onde escolher o carteiro que lhes parecer mais rápido e mais barato. A arrogância dos CTT vem do monopólio e a dos seus gestores governamentais do ambiente socrático instalado. Quando se depende da escolha dos clientes tudo é diferente. Quando os clientes estão garantidos à força, tudo pode acontecer.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

(2317) O ETERNO MEDO DA LIBERDADE

O PCP apresentou hoje um projecto de alteração à lei dos partidos que propõe o fim da obrigação, introduzida em 2003, de todas as eleições internas dos partidos serem feitas por voto secreto. O voto secreto em democracia tem uma justificação simples: garantir a liberdade de decisão do eleitor na hora de escolher pessoas. Está claro que o voto secreto limita o poder da coacção e dos "colectivos" endeusados que programam as vontades a bel-prazer dos luminosos sábios. O braço no ar permite a fiscalização das eleições pelo Comité Central a olho nu. Com esta proposta o PCP mais uma vez nos ajuda. Ajuda a perceber que não muda. Nem sequer são capazes de se habituar à liberdade. Eternamente.

sábado, fevereiro 23, 2008

(2301) O INSURGENTE

O Insurgente foi pirateado e em seu lugar publicado um texto que mais parece um manifesto das FP's 25. Obviamente, não linko. E, até ver, retiro o link da respectiva coluna. A liberdade continua. Continuará sempre. Por muito que doa aos polícias de serviço. E são cada vez mais.

domingo, janeiro 06, 2008

(1989) LIBERDADE

"O que vale ao povo, neste ambiente sistémico de perseguição da liberdade de expressão da sociedade civil, para conhecer alguma informação livre são os blogues independentes. Se não tivéssemos os blogues, como diz um amigo meu, estaríamos a ouvir, outra vez, a BBC, a Rádio Colónia, a Voz da América ou a Rádio Moscovo, para saber notícias da nossa casa... "
António Balbino Caldeira, Do Portugal Profundo.

domingo, julho 08, 2007

(1276) APLAUSOS PARA A LIBERDADE


Só quem não sabe muito bem o valor da liberdade é que apupa a Estátua da Liberdade.

sexta-feira, junho 22, 2007

(1177) PIOR PARA O CIDADÃO

(Bijuteria)

Livros, para adultos e para crianças, cd's, canetas, lápis, borrachas, post it's, caixas de cartão, cartões para telemóveis, porta-chaves, fitas para qualquer coisa, produtos de poupança, sacolas, chávenas, canecas, loiças para pôr tremoço, azeitona ou frutos secos, de repente julguei-me numa loja dos trazentos. Foi então que, surpreendido, reparei que estava, afinal, apenas numa estação dos CTT. Imediatamente me ocorreu como seria bom pôr bancos, livrarias, discotecas, lojas de coisas para casa, de souvenirs, a poder fazer distribuição postal. Ou seja, consentir a todos os agentes económicos o que o Estado consente aos CTT. O preço dos serviços postais baixaria certamente e se o serviço não tivesse qualidade facilmente mudaríamos de fornecedor. Foi então que me lembrei que em Portugal existe um monopólio dos serviços postais. Como se vê, os monopólios são sempre injustos e prejudicam os cidadãos, para além de descambarem em concorrencia desleal com outros agentes económicos. Os CTT são hoje um hipermercado monopolista de proximidade. Ah e já agora não se esqueçam de mudar o nome à empresa. CTT Correios de Portugal apenas reflecte um segmento de negócio. Talvez CTT, Lojas de Portugal ficasse mais verdadeiro.