Ouvi dizer que o pelouro de Armando Vara na Administração da CGD-2 será a Fundação BCP. Há vocações verdadeiramente incontornáveis.
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sábado, janeiro 19, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
(2061) AS NACIONALIZAÇÕES
O socialismo estatista revelou nos últimos tempos em Portugal uma espantosa capacidade de adaptação aos tempos modernos. Antigamente os socialismos nacionalizavam o capital das empresas. Foi o que sucedeu em Portugal após o 25 de Abril e essa onda, ao contrário do que se pensa, não durou apenas até 25 de Novembro de 1975, tendo-se prolongado para lá do gonçalvismo. Foi o caso, por exemplo, do sector da comunicação social.
Actualmente, os socialismos não querem nacionalizar o capital, pela simples razão de que já perceberam que o que interessa não é o capital, mas o poder. E o poder vem do Estado e da possibilidade de o Estado decidir os negócios que o capital pode fazer e os negócios que o capital não pode fazer. Então o que é que os socialismos hoje nacionalizam? Nacionalizam os centros de decisão.
E esta moda é ainda mais perversa que a das nacionalizações puras e duras. Pela simples razão de que formalmente são sempre os capitalistas que escolhem os centros de decisão. Os socialismos têm assim à mão o aparentemente irresistível argumento que quem escolhe os gestores são os accionistas privados. Trata-se evidentemente de um sofisma. Porque essa escolha não é livre, antes resulta da convicção de que ou se escolhem aqueles decisores do partido, que o partido quer, ou os grandes negócios vão à vida porque o partido não premeia infidelidades e é o partido que está no Estado que decide quem faz ou não faz os negócios. O PS está mais voraz que nunca.
Os socialismos refinaram, adaptaram-se aos tempos e cederam à tecnocracia que sustenta que o que conta é quem decide no dia-a-dia e não o proprietário do dinheiro, o qual apenas cura de saber se o seu investimento teve ou não a devida e expectável retribuição no fim do exercício.
Evidentemente que esta nova realidade não passa de uma nova modalidade de socialismo. Com todos os defeitos que advêm do socialismo e agora mais um, qual seja o da dissimulação, o do disfarce. O socialismo passa hoje por ser uma espécie de economia de mercado. Mas não é. É socialismo à mesma e estatista à mesma.
O que se passou na Caixa Geral de Depósitos-2, ou seja, no antigo maior banco privado português (não que tenha deixado de ser grande, mas deixou de ser privado), demonstra bem, para quem quiser ver, o que são accionistas privados condicionados pelo poder do Estado de dar ou não dar negócios.
O poder do Estado e, especialmente o poder do PS, cozinhou uma equipa de gestão, aliás, em circunstâncias de tempo, modo e lugar ainda não completamente claras e os capitalistas tiveram de engolir. Subitamente, emergiu uma autoridade reguladora até então estagnada e inactiva, que fechou os maus num quarto escuro e impôs a solução. Os capitalistas não perceberam que esse foi o momento decisivo que lhes pode garantir um futuro imediato mais rentável, mas que no futuro vão pagar bem caro a subserviência. Os socialistas não perdoam. E o Estado não pára por gosto, só obrigado.
Actualmente, os socialismos não querem nacionalizar o capital, pela simples razão de que já perceberam que o que interessa não é o capital, mas o poder. E o poder vem do Estado e da possibilidade de o Estado decidir os negócios que o capital pode fazer e os negócios que o capital não pode fazer. Então o que é que os socialismos hoje nacionalizam? Nacionalizam os centros de decisão.
E esta moda é ainda mais perversa que a das nacionalizações puras e duras. Pela simples razão de que formalmente são sempre os capitalistas que escolhem os centros de decisão. Os socialismos têm assim à mão o aparentemente irresistível argumento que quem escolhe os gestores são os accionistas privados. Trata-se evidentemente de um sofisma. Porque essa escolha não é livre, antes resulta da convicção de que ou se escolhem aqueles decisores do partido, que o partido quer, ou os grandes negócios vão à vida porque o partido não premeia infidelidades e é o partido que está no Estado que decide quem faz ou não faz os negócios. O PS está mais voraz que nunca.
Os socialismos refinaram, adaptaram-se aos tempos e cederam à tecnocracia que sustenta que o que conta é quem decide no dia-a-dia e não o proprietário do dinheiro, o qual apenas cura de saber se o seu investimento teve ou não a devida e expectável retribuição no fim do exercício.
Evidentemente que esta nova realidade não passa de uma nova modalidade de socialismo. Com todos os defeitos que advêm do socialismo e agora mais um, qual seja o da dissimulação, o do disfarce. O socialismo passa hoje por ser uma espécie de economia de mercado. Mas não é. É socialismo à mesma e estatista à mesma.
O que se passou na Caixa Geral de Depósitos-2, ou seja, no antigo maior banco privado português (não que tenha deixado de ser grande, mas deixou de ser privado), demonstra bem, para quem quiser ver, o que são accionistas privados condicionados pelo poder do Estado de dar ou não dar negócios.
O poder do Estado e, especialmente o poder do PS, cozinhou uma equipa de gestão, aliás, em circunstâncias de tempo, modo e lugar ainda não completamente claras e os capitalistas tiveram de engolir. Subitamente, emergiu uma autoridade reguladora até então estagnada e inactiva, que fechou os maus num quarto escuro e impôs a solução. Os capitalistas não perceberam que esse foi o momento decisivo que lhes pode garantir um futuro imediato mais rentável, mas que no futuro vão pagar bem caro a subserviência. Os socialistas não perdoam. E o Estado não pára por gosto, só obrigado.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
(1981) ALÍPIO DIAS
Esta eminência parda do regime dá hoje uma entrevista risível ao Expresso sobre os acontecimentos no Millennium Bcp. Ele é a prova bancária ambulante de que nunca houve supervisão bancária em Portugal.
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sexta-feira, janeiro 04, 2008
(1977) MISÉRIAS DO ALEGADO CAPITALISMO PORTUGUÊS
Dirão os socialistas: eis o mercado a funcionar. Direi eu: eis o PS a funcionar. Assim vão as misérias do alegado capitalismo português.
domingo, dezembro 30, 2007
(1948) NOTÍCIAS DO SISTEMA
Miguel Cadilhe, o candidato de Menezes ao lugar de Faria de Oliveira, candidata-se contra Santos Ferreira, o candidato que Sócrates tirou de onde pôs Faria de Oliveira para suceder ao lugar de Filipe Pinhal.
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(1947) O ESTADO CAMALEÃO
"Os problemas com o BCP recordam-nos, mais uma vez, que privatizar e mercado são duas coisas diferentes. Privatizar sem mercado regulado é apenas uma delegação do poder público no sector privado."
Miguel Poiares Maduro, o Estado Camaleão, no Geração de 60.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
(1937) DESMONTAGEM
Serão os chamados accionistas de referencia em que tanto agora os socialistas crêem como exemplo de independencia verdadeiramente independentes do poder político? Convém e ajuda ler António Almeida, no seu Direito de Opinião.
(1936) MERCADO DE INVERNO
"No seu esforço para simplificar a burocracia o ministro das Finanças acabou de adoptar a "demissão no dia", o gestor é presidente da administração do maior banco público e no dia seguinte é candidato à presidência da administração do principal concorrente privado. Parta tal bastou uma visita de cortesia a Teixeira dos Santos. Isto é algo que só sucede no mundo do futebol onde o treinador de uma equipa pode ser treinador e ir disputar o campeonato num clube rival. Bem isto só é possível em campeonatos com poucas regras como é o campeonato português onde vale tudo, se fosse noutro campeonato o Teixeira dos Santos certificar-se-ia de que o treinador não estaria a dar o golpe do baú."
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
(1923) QUAL MERCADO?
(Boneco do Do Portugal Profundo)Caro Tiago, não é necessário ser um liberal puro e duro para perceber que o mercado e a concorrência em Portugal são uma ficção. Só por ingenuidade ou desinformação não se percebe que o mercado em Portugal faz escolhas sob condições expressas e implícitas do poder político do momento, seja ele titulado pelo PS, pelo PSD ou pelo CDS. O caso em curso no Millennium Bcp não é uma escolha do mercado, mas um descaramento que um verdadeiro mercado não toleraria. Só concedo num ponto: para azar nosso, ao controlo do mercado pelo Estado, soma-se outra desgraça portuguesa: a falta de verdadeiros empresários que ousem desafiar o poder político. Quando é preciso desafiá-lo, ou seja, quando isso implica custos, negócios comprometidos, etc., e não com dichotes de ocasião para os sobe e desce das secções de economia dos jornais e das revistas.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
(1917) A OLHAR PARA O CÉU
José Sócrates apareceu na mensagem de Natal a olhar para o céu. Já devem ser efeitos da tomada de posse do Millennium Bcp. A task force da propaganda lá deve ter achado apropriado aos dias que correm pôr-lhe o teleponto no tecto. Idêntica conjuntura não deve ser alheia ao facto de Sócrates ter aparecido a informar o rebanho que vive numa nova versão do Eden, por muito que o rebanho não consiga entender.
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(1914) OS DESSUPERVISIONADOS
"Parece que Victor Constâncio «retirou a confiança» aos actuais administradores do BCP. Quem pode, manda.Mas...., e quem retira a «confiança» a Victor Constâncio por em 2004 ter entendido como «satisfatórias» as explicações do BCP na investigação sobre os mesmos factos que agora considera graves?E porque Filipe Pinhal «teve» de assinar o acordo com a Sonangol horas antes de se conhecer a sua renúncia a novo mandato? A coisa era assim tão urgente, embora se andasse a arrastar há meses? Alguém tinha medo que a nova administração voltasse atrás? O acordo foi feito em condições de liberdade, ou condicionado pelos acontecimentos?"
Gabriel Silva, no Blasfémias.Já agora, ler também a Banca de Portugal, por António Ribeiro Ferreira, no Correio da Manhã.
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sábado, dezembro 22, 2007
(1907) O ATAQUE
A lamentável situação a que chegou o BCP criou a oportunidade para o poder político desencadear um ataque à instituição no sentido de criar uma CGD dois. As notícias sobre Carlos Santos Ferreira não querem dizer outra coisa.
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