Carvalho da Silva está em maus lençóis. Parece que está mal visto nos patrões da CGTP. Um filme repetido que já se sabe como vai acabar. A greve geral abriu um fractura não no Governo, mas nos seus promotores. Chama-se tiro no pé. O bode expiatório vai ser o trabalhador que não habita o seu posto de trabalho há décadas. Mais um com guia de marcha. Os patrões da CGTP não perdoam a mais leve indecisão.
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terça-feira, junho 05, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
(1060) QUE ROMÂNTICO
Na hora do balanço da greve geral parcial, particular, parcelar, Carvalho da Silva recusou avançar com números globais de adesão, porque «as pessoas não são números», mas forneceu dados sectoriais e acusou o Governo de divulgar valores «mentirosos». Ora aí está uma lógica imbatível. Eu não digo a verdade , mas o que tu dizes é mentira. Um extase do sindicalismo moderno.
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(1056) O CHIQUE
(Do blogue de camapnha de Jerónimo de Sousa)Desde que Sócrates tomou conta do país gerou-se um certo chique à esquerda. Carvalho da Silva, um sindicalista que não exerce um posto de trabalho há décadas, é o máximo expoente desse chique. Em desgraça no PCP (ele não queria o simulacro de greve geral de hoje, qual geral, qual carapuça!), teve de se sujeitar às ordens do Comité Central. Há quem queira promover o homem a Manuel Alegre de segunda nas próximas eleições presidenciais. Como independente certamente... O resto do caviar não teve alternativa senão ir atrás do diktat e dar uma de operário ofendido. Como compete exclusivamente aos trabalhadores definir o âmbito da greve, não é preciso razão. Qualquer uma serve. O problema é outro: é que as greves deixaram de ter consequência porque o mundo mudou. Quem se lembra da última greve geral? Ninguém. O que restará desta? Nada, excepto a palhaçada do costume sobre os números e umas páginas de jornal amanhã. Os sindicatos e o PCP não mudaram. Tanto pior para a realidade. E Sócrates agradece.
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