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segunda-feira, março 17, 2008
quinta-feira, dezembro 06, 2007
(1815) CIMEIRA
Pobre Lisboa que por estes dias
acolhes tanto déspota e tirano,
fecha os olhos e ignora as fantasias
do poder corrompido e desumano.
Não queiras ser comparsa das orgias
de um carnaval como há muito não vias
e, em vez de tempo ameno e soalheiro,
atira-lhes à cara o nevoeiro.
Torquato da Luz, no Ofício Diário
domingo, agosto 12, 2007
(1441) LÍRICA
No meu jardim aberto ao sol da vida,
Faltavas tu, humana flor da infância
Que não tive....
E o que revive
Agora
À volta da candura
Do teu rosto!
O recuado Agosto
Em que nasci
Parece o recomeço
Doutro destino:
Este, de ser menino
Ao pé de ti......
Miguel Torga
Faltavas tu, humana flor da infância
Que não tive....
E o que revive
Agora
À volta da candura
Do teu rosto!
O recuado Agosto
Em que nasci
Parece o recomeço
Doutro destino:
Este, de ser menino
Ao pé de ti......
Miguel Torga
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Miguel Torga,
Poesia
sexta-feira, abril 06, 2007
(816) NÃO

"Sou das praias batidas pelo vento,
dos campos secos a perder de vista,
dos dias que anoitecem de repente,
das noites sem a manhã por saída.
Sou dos mares azuis que não nevego,
dos caminhos de pó e erva nas bermas,
das casas velhas onde cresce o medo,
das portas que s efecham a quem chega.
Sou de um país de sal e solidão,
onde importa voltar a dizer não."
Torquato da Luz
Ofício Diário
Papiro Editora, 2007.
O Torquato teve a bondade de me oferecer um exemplar do seu último livro. Li-o de uma só vez, de fio a pavio. É um livro de pensamento e de verdade. De ler e de saber como a vida é sempre um corropio. De amor, de vontade e de liberdade. O livro é tão bom como o blogue. Ideal para ler nestes dias menos atafulhados de coisas de nada.
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