sábado, dezembro 30, 2006

(186) SEM CHAMPANHE

O que o cruel e criminoso ditador Hussein merecia menos era morrer aos olhos do mundo como um corajoso, recusando a venda para olhar de frente a forca. Por aqui, que não é costume celebrar a morte de ninguém com garrafas de champanhe, a hipocrisia também não tem lugar e por isso pena não sinto. Apenas se regista uma inutilidade perversa no enforcamento de Hussein. Ele merecia sem dúvida assistir até ao fim natural dos seus dias à inexistência política que já era ontem. Preso.

2 comentários:

António Veríssimo disse...

Concordo. A morte de Saddam só contribuiu para ele ser um mártir. E, assim, os seus crimes ficam por pagar.

west disse...

Não podia estar mais de acordo!
Feliz 2007!