Caro Tiago Barbosa Ribeiro, o exemplo da realidade tramada, como outros casos de aborto clandestino até às dez semanas que já se sabe que ocorreram, só foi por mim invocado como exemplo de que a liberalização do aborto não acaba com o aborto clandestino. Nem aqui nem em lado nenhum. Apenas isso. Como o fim do aborto clandestino foi argumento central na campanha do sim, bem sei que a par de outros, aí está a realidade a desmentir o argumento.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
(2274) OLIVENÇA EM TESE
Vai ser apresentada, no próximo dia 28 de Fevereiro, às 18.30 h., no Palácio das Necessidades (Instituto Diplomático, MNE, no Largo do Rilvas, em Lisboa), o livro «Olivença e Juromenha - uma história por contar», da Prof. Ana Paula Fitas, que corresponde à sua tese de doutoramento. A apresentação do livro será feita pelo Professor Doutor Armando Marques Guedes e pelo General Loureiro dos Santos. O tema merece a atenção de todos, a que acresce o significado e o relevo da sua apresentação no Instituto Diplomático. (informação fornecida pelo GAO)
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2/19/2008 11:20:00 da tarde
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Olivença
(2273) GATO ESCALDADO
Mariano Gago manda investigar cursos rápidos de engenharia. Gato escaldado de água fria tem medo.
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2/19/2008 11:19:00 da tarde
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Engenheiros
(2271) O INSURGENTE TAMBÉM FOI ATACADO?
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Isto é o que é aparece quando se faz a ligação.
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2/19/2008 02:33:00 da tarde
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Blogues
(2270) O NADO-MORTO
O tabuzinho com que José Sócrates tentou decorar, qual arquitecto paisagista, a sua propagandística e desinteressante entrevista de ontem é um nado-morto. O Primeiro-Ministro, à falta de melhor quer fazer-nos de tontos. Como toda a gente já percebeu ele está fartinho do Governo e desejoso de se pôr a milhas. Francamente. A comunicação social, dócil às mais básicas manobras de diversão lá vai repetindo o tabuzinho. Às vezes, ler jornais não é saber mais.
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2/19/2008 10:13:00 da manhã
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José Sócrates
(2269) NEM EU
"Eu, português, 43 anos, sobrevivente a recibos verdes, que todos os meses pago 200 euros de segurança social para viver na maior das inseguranças, que senti a minha qualidade de vida baixar consecutivamente nos últimos anos, não consigo ver o país como o primeiro-ministro José Sócrates vê."
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2/19/2008 09:57:00 da manhã
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Portugal
(2268) NEM MAIS
"A entrevista da SIC e do Expresso a Sócrates não foi uma entrevista, foi uma sessão de propaganda.". Vasco Pulido Valente, no Público. Foi exactamente o que eu escrevi.
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2/19/2008 09:46:00 da manhã
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José Sócrates
(2267) AO LONGO DOS TEMPOS
Em 1879, Thomas Edison patenteava o primeiro gramofone. Em 1951, morria o escritor francês André Gide. Em 1962, John Glenn foi o primeiro astronauta norte-americano a viajar pelo espaço. Em 1963, a URSS concordava em retirar as suas tropas de Cuba. Em 1975, morria, em Lisboa, o arquitecto Francisco Keil do Amaral, precursor do urbanismo e da Arquitectura Paisagística em Portugal, autor da concepção do parque florestal de Monsanto, do Metropolitano e dos aeroportos de Lisboa e Luanda. Em 1991 morria o médico psiquiatra Eduardo Luís Cortesão, 71 anos. Em 1995, Fernando Nogueira era eleito presidente do PSD no XVII Congresso do partido, sucedendo a Cavaco Silva. Em 1999, morria Octávio Pato, 74 anos, membro do Secretariado do Comité Central do PCP e candidato às eleições presidenciais de 1976. Em 2001, terminava o maior motim da história penitenciária do Brasil, até à data, com a morte de 12 pessoas. Durante 24 horas, envolveu cerca de 20 mil presos de 29 cadeias de 19 cidades do Estado de São Paulo. Em 2006, no rio Tejo, em Lisboa, realizava-se o primeiro funeral budista em Portugal.
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2/19/2008 09:41:00 da manhã
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Efemérides
(2266) FICHA DO DIA
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2/19/2008 09:33:00 da manhã
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Borda d'Água
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
(2265) HOMEM PREVENIDO
A entrevista de hoje de José Sócrates na SIC fará certamente parte dos tempos de antena do PS na próxima campanha eleitoral. Com a vantagem de ter tido a chancela, embora passiva, de dois jornalistas profissionais. Até conseguiram fazê-lo sorrir. É obra...
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2/18/2008 10:41:00 da tarde
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José Sócrates,
PS
(2264) PENSAMENTO DO DIA
Há um arrefecimento geral do aquecimento global.
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2/18/2008 10:40:00 da tarde
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Ambiente
(2263) EFEITOS DO VENTO DO DIA
Menezes prometeu desmantelar o Estado em seis meses. Menezes prometeu não fechar serviços públicos. Eu prometo não votar em Menezes. E como não sou Menezes, é certinho que não votarei.
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2/18/2008 11:00:00 da manhã
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Luís Filipe Menezes
(2262) AO LONGO DOS TEMPOS
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2/18/2008 10:43:00 da manhã
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Efemérides
(2261) FICHA DO DIA
Hoje é Segunda-feira, 18 de Fevereiro, quadragésimo nono dia do ano. Faltam 317 dias para o final de 2008. O dia é dedicado a S. Teotónio, Primeiro Prior da Santa Cruz de Coimbra, e a Sta. Bernadette, religiosa. A Lua encaminha-se para a Fase Plena. Lua Cheia, dia 21, às 03:30. O Sol nasce às 07:25 e o ocaso regista-se às 18:17. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 01:01 e 13:28, a baixa-mar às 07:10 e 19:25. Os nascidos nesta data pertencem ao signo de Aquário, destacando-se o físico italiano Alessandro Volta (1745), o filantropo norte-americano George Peabody (1795), o poeta popular português António Aleixo (1899), a actriz Kim Novak (1933) e o atleta português Carlos Lopes (1947).
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2/18/2008 10:28:00 da manhã
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Borda d'Água
domingo, fevereiro 17, 2008
(2260) RENOVAÇÃO
A Intersindical fez um Congresso com o objectivo da renovação. Segundo leio nos relatos a tendencia do PCP perdeu as principais votações e o novo secretário-geral é uma lufada de ar fresco. Ai não? Foi ao contrário? A tendencia do PCP ganhou as principais votações e o secretário-geral é o mesmo há décadas? Viva, então, a renovação! Viva! Viva! Viva!
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2/17/2008 11:28:00 da tarde
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Sindicatos
(2259) CAMBALHOTAS
O Pedro Correia gostou de ler esta entrada. O que a casa agradece. Eu gostava de ler uma justificação de Vital Moreira. Como se sabe e disso o próprio tem vasta experiência, toda a gente pode mudar de ideias. Mas manda a honestidade que se assuma. Cá para mim, é melhor esperar sentado...
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2/17/2008 06:57:00 da tarde
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Vital Moreira
(2258) INVESTIGAR AS INVESTIGAÇÕES
O estado daquilo a que se chama, em sentido amplo, a “Justiça portuguesa”, abrangendo assim o Ministério Público e a investigação criminal policial, justifica as maiores preocupações. Talvez seja verdade que Portugal nunca teve, porventura, um “sistema de Justiça” tão eficiente como devia e como o custo que os cidadãos pagam por ela em impostos e em custas judiciais exigem. Mas hoje as coisas sabem-se, o que é uma maçada inoportuna. Os julgamentos transformaram-se em manchetes. As vicissitudes processuais em notícia. As declarações dos protagonistas processuais em directos informativos e numa novela avidamente consumida pela opinião pública. Não dá mais para esconder. A publicidade, coisa boa, veio dificultar a vida à incompetência, à inépcia, à injustiça.
No exercício da minha actividade profissional e política já me aconteceu de tudo o que hoje a comunicação social relata com estrondo e audiências. Nunca ninguém mostrou interesse em conhecer ou publicar. Por isso digo que o problema não é de hoje. Já me deparei com simulacros de investigações (para inglês ver e não, não é piada às declarações de Alípio Ribeiro), com investigações incompetentes e preguiçosas, com decisões erradas e incontornavelmente irrecorríveis, com juízes que, no limite de Peter, proibiram as secretarias de aceitar mais peças processuais, já que não sabiam mais como decidir. Só que hoje, tudo isto se sabe e o sistema obviamente não gosta disso.
O recentemente publicado despacho de arquivamento do inquérito relativo às agressões de que foi vítima Ricardo Bexiga, por ironia um autarca socialista, é paradigmático e preocupante. Porque abre a porta à desconfiança nas polícias, porque gera a dúvida sobre a eficiência do sistema, porque transmite a ideia de que o sistema funciona mal. Isto, na versão benigna. Na versão maligna, tudo isto acontece porque alguém está interessado em que aconteça para safar a pele e continuar a viver à margem da lei e do Direito. Por agora não se pode ir mais longe que isto.
Nesse despacho do Ministério Público, repito, já publicado na imprensa, pode ler-se esta pérola: “Como já demonstrámos, malgrado o empenhamento patenteado na investigação, não conseguimos alcançar e identificar os autores materiais do crime, tido por verificados. Encerramos o inquérito com a certeza que a sua intencionalidade teleológica, o combate ao crime, através da responsabilização criminal dos seus agentes, não foi alcançada. Tal insucesso deve-se não só ao tipo de crime com que estamos a tratar, em que os autores materiais actuam a mando de outrem, encapotados, mas também, como já sobejamente sublinhámos, à forma como ocorreu o início da investigação, uma vez que a não recolha imediata no local da agressão de eventuais vestígios deixados pelos agressores, poderá ter contribuído, de forma capital, para o insucesso da mesma e poderá mesmo, ter inviabilizado, a identificação dos autores, do ilícito criminal indiciado.”
Como se já não bastasse ter muitos crimes com que se distrair, só faltava agora o sistema ter que começar também a investigar as investigações. Faça-se e sem segredinhos.
No exercício da minha actividade profissional e política já me aconteceu de tudo o que hoje a comunicação social relata com estrondo e audiências. Nunca ninguém mostrou interesse em conhecer ou publicar. Por isso digo que o problema não é de hoje. Já me deparei com simulacros de investigações (para inglês ver e não, não é piada às declarações de Alípio Ribeiro), com investigações incompetentes e preguiçosas, com decisões erradas e incontornavelmente irrecorríveis, com juízes que, no limite de Peter, proibiram as secretarias de aceitar mais peças processuais, já que não sabiam mais como decidir. Só que hoje, tudo isto se sabe e o sistema obviamente não gosta disso.
O recentemente publicado despacho de arquivamento do inquérito relativo às agressões de que foi vítima Ricardo Bexiga, por ironia um autarca socialista, é paradigmático e preocupante. Porque abre a porta à desconfiança nas polícias, porque gera a dúvida sobre a eficiência do sistema, porque transmite a ideia de que o sistema funciona mal. Isto, na versão benigna. Na versão maligna, tudo isto acontece porque alguém está interessado em que aconteça para safar a pele e continuar a viver à margem da lei e do Direito. Por agora não se pode ir mais longe que isto.
Nesse despacho do Ministério Público, repito, já publicado na imprensa, pode ler-se esta pérola: “Como já demonstrámos, malgrado o empenhamento patenteado na investigação, não conseguimos alcançar e identificar os autores materiais do crime, tido por verificados. Encerramos o inquérito com a certeza que a sua intencionalidade teleológica, o combate ao crime, através da responsabilização criminal dos seus agentes, não foi alcançada. Tal insucesso deve-se não só ao tipo de crime com que estamos a tratar, em que os autores materiais actuam a mando de outrem, encapotados, mas também, como já sobejamente sublinhámos, à forma como ocorreu o início da investigação, uma vez que a não recolha imediata no local da agressão de eventuais vestígios deixados pelos agressores, poderá ter contribuído, de forma capital, para o insucesso da mesma e poderá mesmo, ter inviabilizado, a identificação dos autores, do ilícito criminal indiciado.”
Como se já não bastasse ter muitos crimes com que se distrair, só faltava agora o sistema ter que começar também a investigar as investigações. Faça-se e sem segredinhos.
(publicado na edição de sexta-feira do Semanário)
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2/17/2008 05:25:00 da tarde
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Justiça
(2257) PELA PORTA DO CAVALO
(Dinheiro)Em Aveiro passou-se a uma nova fase de governo local. A primeira fase pode classificar-se como a fase da ausência. Esta é a fase da porta do cavalo. Primeiro nada se fazia. Agora faz-se às escondidas. Antes só havia uma frase oficial que era “não podemos fazer nada porque o PS deixou uma dívida monstruosa”, o que em si mesmo é verdade, mas não chega para justificar umas férias. Agora, a frase foi abandonada e passou-se à acção. Pagam-se dívidas municipais através de empresas municipais.
As jogadas, as influências, os interesses, a fuga à transparência são as imagens de marca da coligação PSD/CDS/PEM. As famosas triangulações financeiras chegaram aos poderes públicos em Aveiro. A última triangulação, que também é uma jogada frequente das equipas de futebol, consistiu em pôr a Câmara Municipal de Aveiro a pagar ordenados dos futebolistas profissionais do Beira-Mar. Eu disse isto? Peço desculpa, caro Élio Maia. A verdade é que não foi a Câmara Municipal de Aveiro que o fez, mas sim a EMA. O que é muito diferente, pois como se sabe, a EMA não é dirigida pelo Presidente da Câmara, nem uma empresa que tenha alguma coisa a haver com a Câmara Municipal. Claro.
Como se vê é para estas jogadas que servem as empresas municipais. Para serem um entreposto financeiro branqueador. Uma prateleira de clientelas partidárias sem futuro na vida civil, nem capacidade de viverem do que produzem. É um sucedâneo da segurança social para muitos desvalidos dos partidos do sistema. Nos quais Élio Maia nunca entrou, mas com os quais persiste em conviver, aparando-lhes os golpes. A extinção das empresas municipais é uma medida de higiene política.
E, em Aveiro, como já sucedeu noutras autarquias por esse país fora, cá estamos na velha questão do futebol e da política. O futebol profissional vive acima das suas possibilidades. As autarquias pagam a diferença. De preferência, porque a lei é chata e não permite às tesourarias públicas pagar ordenados a futebolistas profissionais, através de uma espécie de off-shores com sede conhecida. As empresas municipais são isso mesmo: off-shores político-partidárias com sede conhecida.
O mais engraçado é que a Câmara chamou a esta operação uma operação de “consolidação financeira”. Esqueceu-se de dizer que a consolidação financeira de que estava a tratar era de uma sociedade anónima desportiva, ou seja, uma empresa como outra qualquer. Será que todos credores da Câmara terão direito a idênticas operações de “consolidação financeira”? em nome do princípio da igualdade de tratamento? Desde já dou um conselho a esses credores: na dúvida, talvez seja conveniente enviarem os recibos de vencimento dos seus funcionários para a Câmara. Talvez haja uma empresa municipal à mão por onde se possam fazer os pagamentos dos ordenados.
As jogadas, as influências, os interesses, a fuga à transparência são as imagens de marca da coligação PSD/CDS/PEM. As famosas triangulações financeiras chegaram aos poderes públicos em Aveiro. A última triangulação, que também é uma jogada frequente das equipas de futebol, consistiu em pôr a Câmara Municipal de Aveiro a pagar ordenados dos futebolistas profissionais do Beira-Mar. Eu disse isto? Peço desculpa, caro Élio Maia. A verdade é que não foi a Câmara Municipal de Aveiro que o fez, mas sim a EMA. O que é muito diferente, pois como se sabe, a EMA não é dirigida pelo Presidente da Câmara, nem uma empresa que tenha alguma coisa a haver com a Câmara Municipal. Claro.
Como se vê é para estas jogadas que servem as empresas municipais. Para serem um entreposto financeiro branqueador. Uma prateleira de clientelas partidárias sem futuro na vida civil, nem capacidade de viverem do que produzem. É um sucedâneo da segurança social para muitos desvalidos dos partidos do sistema. Nos quais Élio Maia nunca entrou, mas com os quais persiste em conviver, aparando-lhes os golpes. A extinção das empresas municipais é uma medida de higiene política.
E, em Aveiro, como já sucedeu noutras autarquias por esse país fora, cá estamos na velha questão do futebol e da política. O futebol profissional vive acima das suas possibilidades. As autarquias pagam a diferença. De preferência, porque a lei é chata e não permite às tesourarias públicas pagar ordenados a futebolistas profissionais, através de uma espécie de off-shores com sede conhecida. As empresas municipais são isso mesmo: off-shores político-partidárias com sede conhecida.
O mais engraçado é que a Câmara chamou a esta operação uma operação de “consolidação financeira”. Esqueceu-se de dizer que a consolidação financeira de que estava a tratar era de uma sociedade anónima desportiva, ou seja, uma empresa como outra qualquer. Será que todos credores da Câmara terão direito a idênticas operações de “consolidação financeira”? em nome do princípio da igualdade de tratamento? Desde já dou um conselho a esses credores: na dúvida, talvez seja conveniente enviarem os recibos de vencimento dos seus funcionários para a Câmara. Talvez haja uma empresa municipal à mão por onde se possam fazer os pagamentos dos ordenados.
(publicado na edição de sexta-feira do Diário de Aveiro)
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2/17/2008 05:24:00 da tarde
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Aveiro
(2256) PARIS AU PORTUGAL
"Un blog sur Paris, la poésie et la culture française, fait au Portugal". É o novo blogue do João Carvalho Fernandes. Sempre é uma hipótese de viajar pelo ecran, em casa.
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2/17/2008 05:23:00 da tarde
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