(Dinheiro)Em Aveiro passou-se a uma nova fase de governo local. A primeira fase pode classificar-se como a fase da ausência. Esta é a fase da porta do cavalo. Primeiro nada se fazia. Agora faz-se às escondidas. Antes só havia uma frase oficial que era “não podemos fazer nada porque o PS deixou uma dívida monstruosa”, o que em si mesmo é verdade, mas não chega para justificar umas férias. Agora, a frase foi abandonada e passou-se à acção. Pagam-se dívidas municipais através de empresas municipais.
As jogadas, as influências, os interesses, a fuga à transparência são as imagens de marca da coligação PSD/CDS/PEM. As famosas triangulações financeiras chegaram aos poderes públicos em Aveiro. A última triangulação, que também é uma jogada frequente das equipas de futebol, consistiu em pôr a Câmara Municipal de Aveiro a pagar ordenados dos futebolistas profissionais do Beira-Mar. Eu disse isto? Peço desculpa, caro Élio Maia. A verdade é que não foi a Câmara Municipal de Aveiro que o fez, mas sim a EMA. O que é muito diferente, pois como se sabe, a EMA não é dirigida pelo Presidente da Câmara, nem uma empresa que tenha alguma coisa a haver com a Câmara Municipal. Claro.
Como se vê é para estas jogadas que servem as empresas municipais. Para serem um entreposto financeiro branqueador. Uma prateleira de clientelas partidárias sem futuro na vida civil, nem capacidade de viverem do que produzem. É um sucedâneo da segurança social para muitos desvalidos dos partidos do sistema. Nos quais Élio Maia nunca entrou, mas com os quais persiste em conviver, aparando-lhes os golpes. A extinção das empresas municipais é uma medida de higiene política.
E, em Aveiro, como já sucedeu noutras autarquias por esse país fora, cá estamos na velha questão do futebol e da política. O futebol profissional vive acima das suas possibilidades. As autarquias pagam a diferença. De preferência, porque a lei é chata e não permite às tesourarias públicas pagar ordenados a futebolistas profissionais, através de uma espécie de off-shores com sede conhecida. As empresas municipais são isso mesmo: off-shores político-partidárias com sede conhecida.
O mais engraçado é que a Câmara chamou a esta operação uma operação de “consolidação financeira”. Esqueceu-se de dizer que a consolidação financeira de que estava a tratar era de uma sociedade anónima desportiva, ou seja, uma empresa como outra qualquer. Será que todos credores da Câmara terão direito a idênticas operações de “consolidação financeira”? em nome do princípio da igualdade de tratamento? Desde já dou um conselho a esses credores: na dúvida, talvez seja conveniente enviarem os recibos de vencimento dos seus funcionários para a Câmara. Talvez haja uma empresa municipal à mão por onde se possam fazer os pagamentos dos ordenados.
As jogadas, as influências, os interesses, a fuga à transparência são as imagens de marca da coligação PSD/CDS/PEM. As famosas triangulações financeiras chegaram aos poderes públicos em Aveiro. A última triangulação, que também é uma jogada frequente das equipas de futebol, consistiu em pôr a Câmara Municipal de Aveiro a pagar ordenados dos futebolistas profissionais do Beira-Mar. Eu disse isto? Peço desculpa, caro Élio Maia. A verdade é que não foi a Câmara Municipal de Aveiro que o fez, mas sim a EMA. O que é muito diferente, pois como se sabe, a EMA não é dirigida pelo Presidente da Câmara, nem uma empresa que tenha alguma coisa a haver com a Câmara Municipal. Claro.
Como se vê é para estas jogadas que servem as empresas municipais. Para serem um entreposto financeiro branqueador. Uma prateleira de clientelas partidárias sem futuro na vida civil, nem capacidade de viverem do que produzem. É um sucedâneo da segurança social para muitos desvalidos dos partidos do sistema. Nos quais Élio Maia nunca entrou, mas com os quais persiste em conviver, aparando-lhes os golpes. A extinção das empresas municipais é uma medida de higiene política.
E, em Aveiro, como já sucedeu noutras autarquias por esse país fora, cá estamos na velha questão do futebol e da política. O futebol profissional vive acima das suas possibilidades. As autarquias pagam a diferença. De preferência, porque a lei é chata e não permite às tesourarias públicas pagar ordenados a futebolistas profissionais, através de uma espécie de off-shores com sede conhecida. As empresas municipais são isso mesmo: off-shores político-partidárias com sede conhecida.
O mais engraçado é que a Câmara chamou a esta operação uma operação de “consolidação financeira”. Esqueceu-se de dizer que a consolidação financeira de que estava a tratar era de uma sociedade anónima desportiva, ou seja, uma empresa como outra qualquer. Será que todos credores da Câmara terão direito a idênticas operações de “consolidação financeira”? em nome do princípio da igualdade de tratamento? Desde já dou um conselho a esses credores: na dúvida, talvez seja conveniente enviarem os recibos de vencimento dos seus funcionários para a Câmara. Talvez haja uma empresa municipal à mão por onde se possam fazer os pagamentos dos ordenados.
(publicado na edição de sexta-feira do Diário de Aveiro)





Em 1950, Mao Tsé-Tung e Estaline assinavam, em Moscovo, o tratado de amizade, aliança e assistência mútua. Em 1956, Nikita Krutschev denunciava a política de Estaline perante a conferência do Partido Comunista da URSS. Em 1958, era instituída a União dos Reinos do Iraque e da Jordânia na Federação Árabe, com o Rei Faiçal por Chefe de Estado. Em 1979, em Teerão, guerrilheiros iranianos atacavam a embaixada dos EUA, sequestrando o embaixador e cem funcionários no interior do edifício. Em 1988, as eleições no Paraguai davam a vitória, pela sétima vez consecutiva, ao ditador Alfredo Stroessner, no poder desde 1954. Em 1989, o líder espiritual iraniano, ayatollah Khomeiny, condenava à morte o escritor britânico, de origem indiana, Salman Rushdie, pelo livro "Os Versículos Satânicos". Em 2002, morria o fadista Carlos Zel, com 51 anos. Em 2003, era anunciado o abate da ovelha Dolly. Uma doença congénita no aparelho respiratório tornara impossível a sobrevivência do primeiro mamífero clonado. Em 2004, morria o ciclista italiano Marco Pantani, com 34 anos. Em 2005, era assassinado Rafic Hariri, 60 anos, antigo primeiro-ministro do Líbano (1992-98 e 2000-04), promotor da reconstrução do país após a guerra civil.
Hoje é Quinta-feira, 14 de Fevereiro, quadragésimo quinto dia do ano, Dia dos Namorados e Dia Nacional do Doente Coronário. Faltam 321 dias para o final de 2008. O dia é dedicado a S. Cirilo e S. Metódio, Compatronos da Europa. A Lua atinge o Quarto Crescente às 03:33. O Sol nasce às 07:30 e o ocaso regista-se às 18:13. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 08:19 e 20:54, a baixa-mar às 01:38 e 14:10. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Aquário, destacando-se o astrónomo polaco Nicolau Copérnico (1473), a pioneira da luta pelo ao voto das mulheres Anna Howard Shaw (1874) e o comediante norte-americano Jack Benny (1894).
Em 1804, morria o filósofo Immanuel Kant. Em 1818, era proclamada a independência do Chile. Em 1877, Alexander Graham Bell fazia a primeira apresentação pública do seu mais recente invento, o telefone. Em 1931, começava a publicar-se, na clandestinidade, o órgão oficial do Partido Comunista Português, o Avante. Em 1974, o escritor Alexander Soljenitsine era preso em Moscovo. Em 1981, começava a publicar-se o tri-semanário desportivo Gazeta dos Desportos. Em 1984 morria o escritor Julio Cortázar, 69 anos, nascido na Bélgica, com nacionalidade argentina, mas naturalizado francês. Em 1985, falecia o cineasta norte-americano Henry Hathaway, 86 anos. Em 1988, morriam o fadista Fernando Farinha, 59 anos, "O Miúdo da Bica". Em 1990, cientistas da Universidade de Yale, EUA, identificavam um fóssil com 120 milhões de anos, a flor mais antiga do mundo. Em 1995, o XIII Congresso do CDS-PP reforçava a liderança de Manuel Monteiro. Em 2002, morria o antigo futebolista português José Travassos, um dos cinco violinos do Sporting. Na mesma data, começava a ser julgado Slobodan Milosevic, ex-presidente jugoslavo. 

Este dia do ano 660 a. C. é apontado como o da fundação do império japonês. Em 1865, surgia a Cruz Vermelha Portuguesa. Em 1888, era inaugurado o Teatro Avenida, em Lisboa. Em 1929, era assinado o Tratado de Latrão, pelo qual a Itália reconhecia a soberania do Papa na Cidade do Vaticano. Em 1945, os líderes norte-americano, britânico e soviético, respectivamente Franklin Roosevelt, Winston Churchill e José Estaline, terminavam a reunião de Yalta, que definiu o mapa do mundo após a II Guerra Mundial. Em 1990, Nelson Mandela, 71 anos, dirigente histórico do ANC, preso há 27, era libertado da prisão de Victor Verster, nos arredores da Cidade do Cabo, África do Sul. Em 1993, a Índia autorizava a Portugal a abrir um consulado em Goa. Em 2000, morria o cineasta francês Roger Vadin, 72 anos. Em 2001, morria o toureiro português Diamantino Vizeu, 77 anos. Em 2007, o 'Sim' vence o referendo sobre a liberalização do aborto, com 59,25 por cento dos votos, contra 40,75 por cento do 'Não'. A abstenção atinge os 56,39 por cento. 

























