Hoje andei particularmente desligado das notícias. Mas O Andarilho, em oportuno comentário à minha entrada anterior, fez o favor de me informar que este afã profissional me privou de um momento histórico. Isso. Um momento histórico. Já não se pode trabalhar em paz sem correr o risco de peder o comboio do tempo. Lido o comentário, percebi. Sócrates não hesitou em beneficiar hoje a Humanidade, mais uma vez, com a sua inaudita capacidade de fazer história. Anunciou na cimeira ibérica de Tibães, que a criação do instituto de nanotecnologia, que aliás já tinha sido historicamente anunciado há uns meses, era um momento histórico. Mude-se o hino para acompanhar esta aceleração. Não é justo que tanta história não caiba numa adaptação das estrofes do Keil.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
(2067) MAIS E MAIS E MAIS
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Jorge Ferreira
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1/18/2008 10:21:00 da tarde
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José Sócrates
(2066) ANACRONISMO
O ministro da Justiça, Alberto Costa, foi o único no Conselho de Ministros onde foi tomada a decisão da construção do aeroporto em Alcochete a manifestar a sua discordância, relembrando que a Ota era uma promessa eleitoral do PS. Este argumento é um verdadeiro anacronismo. Desde quando é que as promessas eleitorais contam para o PS? Actualize-se, Senhor Ministro, ou então, habitue-se.
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1/18/2008 02:18:00 da tarde
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Ota
(2065) DESPORTO PARLAMENTAR
Existe um novo desporto parlamentar: expurgar inconstitucionalidades. Se a maioria fosse uma militante adversária da Constituição, ainda se compreendia que de vez em quando resvalasse para o desrespeito da Constituição. Mas não. É militante da Constituição. Não se entende. E a caminho, antes de ter de passar por outra correcção, ainda vão ter de mudar a norminha abstrusa da lei dos partidos.
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1/18/2008 01:51:00 da tarde
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Assembleia da República,
Constituição,
PS
(2064) PARABÉNS ATRASADOS
Ao Arcádia e seus autores pelo terceiro aniversário. E ao Luís Bonifácio, que ontem completou quatro anos destas andanças. Dois bons exemplos de longevidade e qualidade, que espero, continuem activos por muito tempo.
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1/18/2008 01:03:00 da tarde
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Blogues
(2063) AO LONGO DOS TEMPOS
(Duarte Pacheco Pereira)Em 1367, morria em Estremoz D. Pedro I. Em 1509, Duarte Pacheco Pereira, chamado Aquiles Lusitano, derrotava o corsário francês Mondragon. Em 1752, morria, em Lisboa, o arquitecto alemão Frederic Ludwig, autor do projecto do Convento de Mafra. Em 1871, Guilherme da Prússia era proclamado "kaiser" do novo império alemão. Em 1943, na II Guerra Mundial, o exército soviético libertava a cidade de Leninegrado, cercada há 16 meses pelas forças nazis. Em 1981, os EUA e o Irão concluíam o acordo sobre a libertação dos reféns norte-americanos. Em 1984, morria o poeta português José Carlos Ary dos Santos, 47 anos. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, as cidades de Telavive e Haifa eram atingidas por mísseis Scud, lançados pelo Iraque. Um outro míssil era destruído pela Arábia Saudita. A frente da guerra do Golfo alargava-se a todo o Médio Oriente. Um ano depois, em 1992, Saddam Hussein admitia, pela primeira vez, em público, a derrota militar na guerra do Golfo. Em 1994, o Tribunal Constitucional decidia, por unanimidade, indeferir o pedido de extinção do Movimento de Acção Nacional (MAN), feito pela Procuradoria-Geral da República. Em 1995, o Parlamento Europeu aprovava a composição da nova Comissão Europeia, presidida pelo luxemburguês Jacques Santer. Em 1997, um tribunal de Dublin pronunciava a primeira sentença de divórcio na Irlanda. Em 2000, na Alemanha, Helmut Kohl era obrigado a demitir-se de presidente honorário da CDU, por ter recusado a revelação dos financiadores anónimos do seu partido. Em 2006, o Parlamento Europeu criava a comissão de inquérito sobre os voos da CIA na Europa. No mesmo dia, era apresentado o Plano Estratégico Nacional do Turismo para o período 2006-2015. E morria Leonardo Ribeiro de Almeida, 82 anos, advogado, ex-dirigente do PSD e presidente da Assembleia da República, ministro da Defesa do primeiro governo de Cavaco Silva.
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1/18/2008 12:46:00 da tarde
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Efemérides
(2062) FICHA DO DIA
Hoje é Sexta-feira, 18 de Janeiro, décimo oitavo dia do ano. Faltam 348 dias para o final de 2008. Este dia é dedicado a Santa Margarida da Hungria, virgem. A Lua encaminha-se para a Fase plena. Lua Cheia, dia 22, às 13:35. O Sol nasce às 07:52 e o ocaso regista-se às 17:42. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 11:19 e 23:57, a baixa-mar, às 04:40 e 17:15. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Capricórnio, destacando-se o estadista norte-americano Daniel Webster (1782), os actores Cary Grant (1904) e Danny Kaye (1913), o historiador de arte norte-americano Kirk Vardendoe (1946), o tenor alemão Christoph Prégardien (1956) e o Senhor João Luís Ferreira (1935), que fez o favor de ser o meu pai.
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1/18/2008 12:30:00 da tarde
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Borda d'Água
(2061) AS NACIONALIZAÇÕES
O socialismo estatista revelou nos últimos tempos em Portugal uma espantosa capacidade de adaptação aos tempos modernos. Antigamente os socialismos nacionalizavam o capital das empresas. Foi o que sucedeu em Portugal após o 25 de Abril e essa onda, ao contrário do que se pensa, não durou apenas até 25 de Novembro de 1975, tendo-se prolongado para lá do gonçalvismo. Foi o caso, por exemplo, do sector da comunicação social.
Actualmente, os socialismos não querem nacionalizar o capital, pela simples razão de que já perceberam que o que interessa não é o capital, mas o poder. E o poder vem do Estado e da possibilidade de o Estado decidir os negócios que o capital pode fazer e os negócios que o capital não pode fazer. Então o que é que os socialismos hoje nacionalizam? Nacionalizam os centros de decisão.
E esta moda é ainda mais perversa que a das nacionalizações puras e duras. Pela simples razão de que formalmente são sempre os capitalistas que escolhem os centros de decisão. Os socialismos têm assim à mão o aparentemente irresistível argumento que quem escolhe os gestores são os accionistas privados. Trata-se evidentemente de um sofisma. Porque essa escolha não é livre, antes resulta da convicção de que ou se escolhem aqueles decisores do partido, que o partido quer, ou os grandes negócios vão à vida porque o partido não premeia infidelidades e é o partido que está no Estado que decide quem faz ou não faz os negócios. O PS está mais voraz que nunca.
Os socialismos refinaram, adaptaram-se aos tempos e cederam à tecnocracia que sustenta que o que conta é quem decide no dia-a-dia e não o proprietário do dinheiro, o qual apenas cura de saber se o seu investimento teve ou não a devida e expectável retribuição no fim do exercício.
Evidentemente que esta nova realidade não passa de uma nova modalidade de socialismo. Com todos os defeitos que advêm do socialismo e agora mais um, qual seja o da dissimulação, o do disfarce. O socialismo passa hoje por ser uma espécie de economia de mercado. Mas não é. É socialismo à mesma e estatista à mesma.
O que se passou na Caixa Geral de Depósitos-2, ou seja, no antigo maior banco privado português (não que tenha deixado de ser grande, mas deixou de ser privado), demonstra bem, para quem quiser ver, o que são accionistas privados condicionados pelo poder do Estado de dar ou não dar negócios.
O poder do Estado e, especialmente o poder do PS, cozinhou uma equipa de gestão, aliás, em circunstâncias de tempo, modo e lugar ainda não completamente claras e os capitalistas tiveram de engolir. Subitamente, emergiu uma autoridade reguladora até então estagnada e inactiva, que fechou os maus num quarto escuro e impôs a solução. Os capitalistas não perceberam que esse foi o momento decisivo que lhes pode garantir um futuro imediato mais rentável, mas que no futuro vão pagar bem caro a subserviência. Os socialistas não perdoam. E o Estado não pára por gosto, só obrigado.
Actualmente, os socialismos não querem nacionalizar o capital, pela simples razão de que já perceberam que o que interessa não é o capital, mas o poder. E o poder vem do Estado e da possibilidade de o Estado decidir os negócios que o capital pode fazer e os negócios que o capital não pode fazer. Então o que é que os socialismos hoje nacionalizam? Nacionalizam os centros de decisão.
E esta moda é ainda mais perversa que a das nacionalizações puras e duras. Pela simples razão de que formalmente são sempre os capitalistas que escolhem os centros de decisão. Os socialismos têm assim à mão o aparentemente irresistível argumento que quem escolhe os gestores são os accionistas privados. Trata-se evidentemente de um sofisma. Porque essa escolha não é livre, antes resulta da convicção de que ou se escolhem aqueles decisores do partido, que o partido quer, ou os grandes negócios vão à vida porque o partido não premeia infidelidades e é o partido que está no Estado que decide quem faz ou não faz os negócios. O PS está mais voraz que nunca.
Os socialismos refinaram, adaptaram-se aos tempos e cederam à tecnocracia que sustenta que o que conta é quem decide no dia-a-dia e não o proprietário do dinheiro, o qual apenas cura de saber se o seu investimento teve ou não a devida e expectável retribuição no fim do exercício.
Evidentemente que esta nova realidade não passa de uma nova modalidade de socialismo. Com todos os defeitos que advêm do socialismo e agora mais um, qual seja o da dissimulação, o do disfarce. O socialismo passa hoje por ser uma espécie de economia de mercado. Mas não é. É socialismo à mesma e estatista à mesma.
O que se passou na Caixa Geral de Depósitos-2, ou seja, no antigo maior banco privado português (não que tenha deixado de ser grande, mas deixou de ser privado), demonstra bem, para quem quiser ver, o que são accionistas privados condicionados pelo poder do Estado de dar ou não dar negócios.
O poder do Estado e, especialmente o poder do PS, cozinhou uma equipa de gestão, aliás, em circunstâncias de tempo, modo e lugar ainda não completamente claras e os capitalistas tiveram de engolir. Subitamente, emergiu uma autoridade reguladora até então estagnada e inactiva, que fechou os maus num quarto escuro e impôs a solução. Os capitalistas não perceberam que esse foi o momento decisivo que lhes pode garantir um futuro imediato mais rentável, mas que no futuro vão pagar bem caro a subserviência. Os socialistas não perdoam. E o Estado não pára por gosto, só obrigado.
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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1/18/2008 12:08:00 da manhã
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BCP,
Nacionalizações
(2060) QUEM PAGA?
A decisão de construir o novo aeroporto no concelho de Benavente não pode deixar de suscitar diversas perplexidades que dizem respeito a todos os portugueses.
A primeira é a seguinte: o Governo prepara-se para compensar os municípios abrangidos directamente pelo impacto da construção do aeroporto na Ota pelos prejuízos causados pela mudança da localização. E nós perguntamos: e como tenciona o Governo compensar os contribuintes pelos prejuízos que resultam do gasto, ao longo de anos, de milhões e milhões de euros em estudos, pareceres e candidaturas para a construção de um aeroporto que se confirmou agora ter sido muito mal estudado ao longo de décadas pela Administração Pública?
A segunda é a seguinte: como explica o Governo que num ápice tenha sido convencido por um estudo feito em três meses de que a localização na Ota era um desastre e que a localização em Benavente é melhor? É verdadeiramente surpreendente como um Primeiro-Ministro que repetiu à exaustão que estava tudo estudado e bem estudado, desde há décadas, e que não existiam alternativas, apenas numa semana tenha descoberto um estudo melhor e uma alternativa melhor.
A terceira é a seguinte: depois da catadupa de disparates que disse sobre o aeroporto na margem sul, como é possível continuara a dar mais do que meio chavo de valor e crédito às afirmações do ministro Mário Lino? Como é admissível que o ministro continue, impávido e sorridente a caminho do deserto onde não há escolas, hospitais, hotéis e gente?
A quarta é a seguinte: o que vai suceder à NAER? O sítio já se sabe, pifou. E o resto? E a despesa inútil que foi feita?
Poderíamos prolongar as perplexidades e as dúvidas.
Mas importa dizer o seguinte: o que sucedeu com o aeroporto constitui a maior machadada na credibilidade política do Governo e do Estado. Conclui-se que quando estuda o Estado estuda pouco, estuda mal, e, suspeita-se legitimamente, estuda muitas vezes por encomenda política.
Como sempre afirmámos, a decisão de construir e a decisão da escolha da localização de um novo aeroporto é, por natureza, eminentemente política. E foi-o, em todo o seu esplendor. A primeira e a segunda.
Há muita coisa para discutir sobre o aeroporto e para discutir politicamente. A discussão recomeça agora, ou melhor, começa, já que a propósito da Ota ela nunca chegou a fazer-se a este nível e prolongar-se-á, estamos certos, por vários anos. Não para reeditar a polémica oitocentista dos perigos do caminho de ferro, mas para decidir coisas tão acessórias como os interesses legítimos e os interesses ilegítimos, o modelo de desenvolvimento, a tal cidade aeroportuária e as consequências que todo este brutal investimento vai ter no futuro, não apenas do eixo Lisboa-Setúbal, mas em todo o país.
Durante décadas o país deixou andar a carruagem da Ota. Que não seja por dispormos agora de uma decisão melhor, que o país se demita de fazer a discussão que continua a ser necessária.
A primeira é a seguinte: o Governo prepara-se para compensar os municípios abrangidos directamente pelo impacto da construção do aeroporto na Ota pelos prejuízos causados pela mudança da localização. E nós perguntamos: e como tenciona o Governo compensar os contribuintes pelos prejuízos que resultam do gasto, ao longo de anos, de milhões e milhões de euros em estudos, pareceres e candidaturas para a construção de um aeroporto que se confirmou agora ter sido muito mal estudado ao longo de décadas pela Administração Pública?
A segunda é a seguinte: como explica o Governo que num ápice tenha sido convencido por um estudo feito em três meses de que a localização na Ota era um desastre e que a localização em Benavente é melhor? É verdadeiramente surpreendente como um Primeiro-Ministro que repetiu à exaustão que estava tudo estudado e bem estudado, desde há décadas, e que não existiam alternativas, apenas numa semana tenha descoberto um estudo melhor e uma alternativa melhor.
A terceira é a seguinte: depois da catadupa de disparates que disse sobre o aeroporto na margem sul, como é possível continuara a dar mais do que meio chavo de valor e crédito às afirmações do ministro Mário Lino? Como é admissível que o ministro continue, impávido e sorridente a caminho do deserto onde não há escolas, hospitais, hotéis e gente?
A quarta é a seguinte: o que vai suceder à NAER? O sítio já se sabe, pifou. E o resto? E a despesa inútil que foi feita?
Poderíamos prolongar as perplexidades e as dúvidas.
Mas importa dizer o seguinte: o que sucedeu com o aeroporto constitui a maior machadada na credibilidade política do Governo e do Estado. Conclui-se que quando estuda o Estado estuda pouco, estuda mal, e, suspeita-se legitimamente, estuda muitas vezes por encomenda política.
Como sempre afirmámos, a decisão de construir e a decisão da escolha da localização de um novo aeroporto é, por natureza, eminentemente política. E foi-o, em todo o seu esplendor. A primeira e a segunda.
Há muita coisa para discutir sobre o aeroporto e para discutir politicamente. A discussão recomeça agora, ou melhor, começa, já que a propósito da Ota ela nunca chegou a fazer-se a este nível e prolongar-se-á, estamos certos, por vários anos. Não para reeditar a polémica oitocentista dos perigos do caminho de ferro, mas para decidir coisas tão acessórias como os interesses legítimos e os interesses ilegítimos, o modelo de desenvolvimento, a tal cidade aeroportuária e as consequências que todo este brutal investimento vai ter no futuro, não apenas do eixo Lisboa-Setúbal, mas em todo o país.
Durante décadas o país deixou andar a carruagem da Ota. Que não seja por dispormos agora de uma decisão melhor, que o país se demita de fazer a discussão que continua a ser necessária.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
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1/18/2008 12:03:00 da manhã
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Ota
(2059) QUEM MENTE?
O Presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Europeia, o Primeiro-Ministro da Eslovénia, afirmou esta semana que conhecia há muito a opção de José Sócrates em aprovar o novo tratado europeu pela via parlamentar e a sua recusa em realizar o prometido referendo.
Como sabemos, José Sócrates tem dito que esperou para ver até ao fim. Que primeiro era preciso conhecer o tratado. Que o Governo só decidiu a semana passada.
Das duas, uma: ou mente Janez Jansa, ou mente José Sócrates. Em qualquer dos casos é grave. Em qualquer dos casos, é triste. Em qualquer dos casos é revelador da dimensão de Estado de cada um. Em qualquer dos casos, é revelador do estilo da política dos nossos dias. É de supor que nenhum confessará. Ficamos assim.
Como sabemos, José Sócrates tem dito que esperou para ver até ao fim. Que primeiro era preciso conhecer o tratado. Que o Governo só decidiu a semana passada.
Das duas, uma: ou mente Janez Jansa, ou mente José Sócrates. Em qualquer dos casos é grave. Em qualquer dos casos, é triste. Em qualquer dos casos é revelador da dimensão de Estado de cada um. Em qualquer dos casos, é revelador do estilo da política dos nossos dias. É de supor que nenhum confessará. Ficamos assim.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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1/18/2008 12:02:00 da manhã
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José Sócrates
quinta-feira, janeiro 17, 2008
(2058) CONTRIBUTO
E desinteressado: aqui fica um catálogo para propostas para possíveis ministérios num futuro Governo do PSD.
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1/17/2008 08:17:00 da tarde
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Luís Filipe Menezes,
PSD
(2057) MAIS UM ESTATISTA
Luís Filipe Menezes anunciou hoje que criará o Ministério do Turismo. Trata-se com efeito de uma gritante lacuna do actual Governo. O turismo, aliás, não tem crescido em Portugal porque falta essa mola, esse estímulo, esse lustre, de ter um ilustre encartado a quem chamar ministro. Já não nos bastou a inenarrável experiência no Governo PSD/CDS, em que um inenarrável ministro andou semanas à procura de sítio para instalar os tarecos do ministério, Menezes agora promete o pior: um ministério horizontal que "desburocratize" o turismo. Chamem um tradutor, please. Ou, em alternativa, os bombeiros.
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1/17/2008 08:10:00 da tarde
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CDS,
Luís Filipe Menezes,
PSD,
Turismo
(2056) SERVIÇO PÚBLICO
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1/17/2008 04:01:00 da tarde
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Blogues
(2055) A PRIORIDADE
Este homem é Director-Geral de Saúde e decidiu, não se percebe por que carga de água, ter uma prioridade na vida: fiscalizar o cumprimento da lei do tabaco, de cujos impostos vem o seu ordenado, pelos estabelecimentos de restauração. Nunca lhe ouvi uma prioridade tão definitiva no múnus direccional. Deve estar feliz por ter finalmente encontrado uma coisa prioritária na sua vida. E eu que pensava que fiscalizar o cumprimento de todas as leis era para o burocrata uma prioridade. Ingenuidade minha. Prioritária é só a fiscalização da lei do tabaco. A isto chama-se arbitrariedade. Ilegalidade. Não há leis mais prioritárias que outras. E, por falar em prioridades, que tal dar uma vista de olhos aos jornais, senhor Director-Geral de Saúde?
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1/17/2008 02:51:00 da tarde
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Francisco Georges,
Tabaco
(2054) AO LONGO DOS TEMPOS
(Miguel Torga)Em 1471, os navegadores João de Santarém e Pedro Escobar descobriam a ilha do Príncipe. Em 1917, os EUA compravam as Ilhas Virgens à Dinamarca. Em 1921, os jornalistas portugueses entravem em greve pela primeira vez. Em 1934, o sargento Fulgêncio Batista tomava o poder em Cuba. Em 1961, era assassinado Patrice Lumumba, o primeiro chefe de governo congolês. Em 1991, começava a Guerra do Golfo. Em 1994, o antigo secretário de Estado Costa Freire era condenado a sete anos de prisão. Em 1995, morria o escritor Miguel Torga, com 88 anos, pseudónimo do médico Adolfo Correia da Rocha. No mesmo dia, um sismo de intensidade 7,2 na escala de Richter destruía a cidade japonesa de Kobe. Em 2002, morria o escritor galego Camilo José Cela, 85 anos, Prémio Nobel da Literatura. Em 2007, entra em vigor a nova Lei de Bases da Segurança Social que prevê a introdução de um factor de sustentabilidade ligando a esperança média de vida ao cálculo das pensões. Morrem Art Buchwald, 81 anos, colunista satírico norte-americano, Prémio Pulitzer 1982, e André Ramseyer, 92 anos, escultor suíço.
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1/17/2008 09:56:00 da manhã
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Efemérides
(2053) FICHA DO DIA
Hoje é Quinta-feira, 17 de Janeiro, décimo sétimo dia do ano. Faltam 349 dias para o final de 2008. Este dia é dedicado a Santo Antão, Abade. A Lua encaminha-se para a Fase Plena. Lua cheia, dia 22, às 13:35. O Sol nasce às 07:53 e o ocaso regista-se às 17:41. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 09:59 e 22:42 e a baixa-mar às 03:17 e 17:57. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Capricórnio, destacando-se o físico alemão Leonhard Fuchs (1501), o estadista e inventor norte-americano Benjamin Franklin (1727), o escritor russo Anton Tchekov (1860), o compositor Jean Barraqué (1928), o actor James Earl Jones (1931), a cantora francesa Françoise Hardy (1964) e o actor canadiano Jim Carrey (1962).
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1/17/2008 09:52:00 da manhã
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Borda d'Água
quarta-feira, janeiro 16, 2008
(2052) TRIBUNAL DE GAVETA
O Tribunal Constitucional tem na gaveta, aparentemente perdidos, dois pedidos de fiscalização da constitucionalidade: lei do aborto e lei da procriação medicamente assistida. O Paulo Marcelo denuncia e bem esta espécie de "Justiça de gaveta".
(2051) OS GANHOS LÍQUIDOS DO TERRORISMO
AS FARC, os amigos terroristas dos comunistas portugueses, libertaram dois reféns e sequestraram seis, seis inocentes turistas, pelos quais estão a pedir os resgates do costume. Os terroristas sabem fazer contas e nunca ficam a perder.
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1/16/2008 01:12:00 da tarde
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FARC
(2050) DÚVIDA DO DIA
Qual é, a partir de hoje, o maior banco privado português?
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1/16/2008 10:15:00 da manhã
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BCP
(2049) À ESPERA ...
O Paulo Gorjão achou esta ideia uma provocação e pergunta "Do que está à espera?". Presumo que a pergunta seja dirigida a José Sócrates. E se assim é, eu respondo: está talvez à espera que Cavaco Silva aceite, coisa que acho que lhe agradaria intimamente, mas à qual, como bom profissional da política que é, responderia diplomaticamente com um "Não acho oportuno". Pelo menos para já.
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1/16/2008 10:00:00 da manhã
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Cavaco Silva,
José Sócrates
(2048) NETFIRE
Hoje, às 21.15 horas, em directo na TVNET. A actualidade em debate e um programa é pouco para semana tão rica.
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1/16/2008 09:59:00 da manhã
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