domingo, julho 22, 2007

(1364) PESSOINHAS (2)

Duas: Paulo Portas. Primeiro pede que se investigue tudo sobre os submarinos que mandou comprar quando esteve no Governo. Chega tarde. Parece que alguém já está a tratar disso. Depois diz que vai processar o Estado por ter sido vítima de 24 violações ao segredo de justiça em 40 dias. Eu compreendo os nervos. Esta performance supera de longe o recorde de violações do segredo de justiça de que ele beneficiou, quando ganhava a vida como Director de um jornal precisamente com violações ao segredo de justiça. Não se faz.

(1363) PESSOINHAS (1)

Uma: Inês Pedrosa. Escreveu ontem no Expresso que os abstencionistas deviam ser impedidos de concorrer a empregos e obter bolsas. Ora aí está. Esta senhora tem um apurado sentido democrático. Desde que toda a gente faça o que ela entende que deve ser feito. Já houve quem quisessse meter a reacção no Campo Pequeno. Esat senhora é mais imaginativa: matem-nos à fome. Nem os gonçalvistas se lembraram desta.

(1362) AO LONGO DOS TEMPOS

(António Barreto)

Em 1812, forças britânicas, sob o comando do duque de Wellington, derrotavam o exército bonapartista em Salamanca, Espanha. Em 1933, o aviador norte-americano Wiley Post terminava o primeiro voo solitário à volta do mundo. Em 1968, morria o escritor italiano Giovanni Guareschi, criador da personagem de D.Camilo. Em 1977, era aprovada a Lei de Bases da Reforma Agrária, chamada "Lei Barreto", do ministro da Agricultura António Barreto. Em 1981, Mehmet Ali Agca, que atentara contra a vida de João Paulo II, era condenado a prisão perpétua. Em 1991, a polícia indiana detinha o principal suspeito do assassínio do primeiro-ministro Rajiv Gandhi. Em 1994, o padre Vitor Feytor Pinto era eleito, em Lisboa, presidente do conselho de administração do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, por um período de três anos. Em 1995, o recém-criado Partido Português das Regiões (PPR) realizava o primeiro congresso. Em 2002, tomava posse a administração da RTP, presidida por Almerindo Marques. No mesmo dia, o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, ex-administrador da ONU para o território de Timor-Leste, era nomeado alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. Em 2003, os filhos de Saddam Hussein, Udai e Qoussai, eram mortos por tropas dos EUA, em Mossul, Iraque. Em 2004, Durão Barroso era eleito presidente da Comissão Europeia, no Parlamento de Estrasburgo. No mesmo dia, morria o cantor francês Sacha Distel, 71 anos. Em 2005, um passageiro do Metro de Londres era morto pela polícia britânica, confundido com um suspeito dos atentados, procurado pelas autoridades. E a Câmara dos Representantes dos EUA renovava o Acto Patriótico - 14 dos 16 pontos passavam a permanentes e os outros dois, para vigilância e acesso a elementos pessoais - passavam a vigorar por mais dez anos.

(1361) FICHA DO DIA

Hoje é Domingo, 22 de Julho, ducentésimo terceiro dia do ano. Faltam 162 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a Santa Maria Madalena. A Lua atinge o Quarto Crescente, às 06:29. O Sol nasce às 06:30 e o ocaso regista-se às 20:56. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 08:17 e 20:35, a baixa-mar, às 01:50 e 14:09. Caranguejo é o signo dos nascidos nesta data, destacando-se a matriarca da família Kennedy, Rose Kennedy (1890), o escultor norte-americano Alexander Calder (1898), o estilista Oscar de la Renta (1932), o actor Terence Stamp (1939), a cantora Mireille Mathieu (1946), o guitarrista Al Di Meola (1954) e o actor norte-americano Willem Dafoe (1955).

sábado, julho 21, 2007

(1360) A ESCOLA DE SÓCRATES

Parece-me relativamente óbvio que António Costa está apenas a construir o seu ónus da ingovernabilidade, quando convida todos para uma coligação em Lisboa. Ele convida para coleccionar em carteira as respectivas e esperadas recusas. Governará a Camara como Guterres tentou governar o país entre 1995 e 1999, mas governará à Sócrates. Em 2009 a maioria absoluta parecerá uma necessidade, exactamente como há oito dias parecia um susto.

(1359) AO LONGO DOS TEMPOS

(Francis Drake)

Em 1542, Paulo II institucionalizava a Inquisição em Roma. Em 1588, forças britânicas, comandadas por Francis Drake, atacavam a armada espanhola no Canal da Mancha. Em 1718, a Paz de Passarowitz punha termo à guerra entre o Império Austro-Húngaro e a Turquia. Em 1773, Clemente XIV dissolvia a Companhia de Jesus, com a emissão da bula "Dominus ac Redemptor". A ordem dos jesuítas seria restaurada em 1814 por Pio VII. Em 1798, Napoleão Bonaparte vencia a batalha das Pirâmides, no Cairo. Em 1831, Leopoldo I era proclamado rei da Bélgica, depois da separação da Holanda. Em 1861, começava a Batalha de Bull Run, a Sul de Washington, o primeiro grande confronto na Guerra Civil americana, entre o Exército do Norte e as tropas Confederadas do Sul. Em 1920, o Sinn Fein (Parlamento irlandês) e os sindicatos revoltavam-se em Belfast. Em 1951, em Portugal, o general Craveiro Lopes era eleito presidente da República, sucedendo a Óscar Carmona. Em 1974, a Turquia e a Grécia acordavam um cessar-fogo, na disputa sobre Chipre. Em 1984, abriam os XXIII Jogos Olímpicos da era moderna, em Los Angeles, EUA. Em 1994, Tony Blair, 41 anos, era eleito líder do Partido Trabalhista britânico. Em 1996, Miguel Trovoada vencia a segunda volta das eleições presidenciais de S.Tomé e Príncipe. Em 1998, morria o astronauta Alan Shepard, 74 anos, o primeiro norte-americano no espaço (1961) e um dos primeiros doze a pisar solo lunar (1971). Em 2001, Susana Feitor batia, em Lisboa, o recorde mundial feminino dos 20.000 metros marcha, em pista, com 1h29m36,4s horas. Em 2002, nos EUA, era revelada a fraude financeira do gigante das telecomunicações, Worldcom. No mesmo dia, Michael Schumacher garantia o quinto título no Campeonato Mundial de Condutores de Fórmula 1, com a vitória no Grande Prémio de França, igualando o recorde do condutor argentino Juan Manuel Fangio, nos anos de 1950. Em 2003, o Supremo Tribunal de Justiça confirmava a prescrição do chamado caso Leonor Beleza. Em 2004, nos EUA, morria o compositor norte-americano Jerry Goldsmith, 75 anos, autor das bandas sonoras de "Rambo" e "Caminho das Estrelas".

(1358) FICHA DO DIA

Hoje é Sábado, 21 de Julho, ducentésimo segundo dia do ano. Faltam 163 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a São Daniel, profeta. A Lua encontra-se na Fase Crescente. Quarto Crescente, dia 22, às 06:29. O Sol nasce às 06:29 e o ocaso regista-se às 20:57. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 07:51 e 20:03, a baixa-mar, às 02:00 e 13:33. Caranguejo é o signo dos nascidos nesta data, destacando-se o italiano São Filipe Neri (1515), o poeta inglês Matthew Prior (1664), o pioneiro das comunicações e fundador da agência Reuters Paul Reuter (1816), o violinista norte-americano de origem ucraniana Isaac Stern (1920), o músico Cat Stevens (1948), o actor Robin Williams (1952).

sexta-feira, julho 20, 2007

(1357) CONTINUA O SEGREDO

Um projecto de novo Tratado da UE elaborado na sequência do mandato aprovado na cimeira de Bruxelas pelos líderes da União, há um mês, será apresentado segunda-feira em Bruxelas, pela Presidência portuguesa. Não se sabe quais as alterações, quais as soluções, qual a posição portuguesa. O segredo coninua a ser a alma do negócio nesta Europa de cozinhados à porta fechada.

(1356) MISTÉRIOS DO MAR

(Submarinos)

"O Ministério Público admitiu, ao abrir a investigação à compra dos submarinos, que o dinheiro deste negócio possa ter financiado o CDS.", diz o Correio da Manhã de hoje. Não percebo a notícia. Desta vez parece que não estão marcadas eleições para o fim de semana.

(1355) LAPSUS LINGUAE

"Eu já fui ministro da droga". José Sócrates, no debate do estado da Nação. Ainda há dias o lembrei aqui neste humilde blogue. Digamos que Sócrates foi um ministro do seu tempo.

(1354) CONFISSÃO OPORTUNA

"Eu sou um socialista que acredita no Estado-Providência", acaba de lembrar aos esquecidos no debate do estado da Nação José Sócrates. Para aquela direitinha dos interesses e dos negócios que endeusa o reformismo do Primeiro-Ministro esta confissão não é nada conveniente. Para a direitona que critica o Governo socialista pelo lado esquerdo, a frase passará obviamente sem reparo de fundo.

(1353) DEBATE FRUSTRADO

O debate do estado da Nação está a ser o debate do estado da oposição. José Sócrates sabe marcar penalties. Duvida-se que saiba o que quer para a Nação, para além de ter e manter o seu poder.

(1352) SUPREMA HIPOCRISIA

Suprema hipocrisia é liberalizar o aborto até às dez semanas e dar incentivos financeiros para fazer filhos.

(1351) ELES NÃO QUEREM ENTENDER

O Parlamento prepara-se para fazer uma reforma de si próprio. Mais uma, a somar a várias que mais ou menos de dez em dez anos a casa decide fazer. O que é curioso é que de reforma em reforma o prestígio da instituição parlamentar vem decaindo, sem que reforma alguma lhe valha.

Claro que um órgão de soberania onde, por natureza, se debate e se critica tem à partida o problema de ser visto pelo povo como um sítio de preguiça falante e não de acção executiva. É preciso saber lidar com isso.

Mas a verdade é que a Assembleia da República tem vícios e normas de funcionamento que em muito agravam a péssima ideia que os portugueses em geral fazem dela. Desde logo, é vítima do facto de, numa era em que a política se faz cada vez mais em tempo real, quase on line, ali os rituais exigirem demoras, prazos, esperas dificilmente competitivos com a opinião produzida ao momento, com a crítica instantânea.

O tempo do Parlamento não deve ser o tempo da comunicação social, mas não pode ser um tempo incompatível com o tempo do país. E muitas vezes é.

Agora, na reforma que os deputados se aprestam para fazer, uma das medidas previstas é dar emprego a mais 230 clientes dos aparelhos partidários, visto que o bloco central minimal (PS e PSD) já aprovou que cada deputado deverá ter um assessor. Mais 230 empregos criados pelo Regimento da Assembleia da República, certamente para ajudar a tornar menos mentiroso o cartaz de Sócrates das eleições legislativas de 2005 a prometer os 150.000 empregos.

Até agora as assessorias dos deputados eram geridas pelos grupos parlamentares de acordo com a s verbas que têm disponíveis para o efeito. A partir de agora o assessor será um direito e a Assembleia da República assegurará o assessor.

Desde logo, com a actual organização da intervenção parlamentar não se percebe para que é muitos deputados, que não fazem literalmente nada, precisam do assessor. Há casos conhecidos de deputados que conseguiram a proeza de passar pelo Parlamento sem abrir uma única vez a boca, nem em Plenário nem em Comissão. Mas poder-se-ia argumentar que com um assessor só para si talvez estes totens do aparelho se sintam encorajados a justificar o que a República lhes paga.

O problema é que os deputados para exercerem dignamente os seus mandatos não é de assessor que precisam, até porque os Grupos Parlamentares e os serviços da Assembleia, aliás, excelentes, lhe asseguram tudo o que necessita. Precisam de responsabilidade e de credibilidade. E estas, não consta que nenhum assessor lhes possa dar quando as não têm.

Parece que os deputados não repararam na abstenção de domingo passado em Lisboa e no que ela significa de cansaço dos eleitores deste sistema partidário. Ou não querem reparar.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(1350) O TERRAMOTO DE LISBOA

Depois do vendaval das eleições legislativas de 2005, a direita geométrica foi alvo de um terramoto no passado domingo, em Lisboa. Antes de perceber os resultados expressos em votos nas listas, há que perceber a vergonhosa abstenção que se verificou nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. Os deuses eleitorais cometeram a facilidade de não brindar o dia do voto com bom tempo. Assim não há desculpas.

Engana-se quem julgar que a elevada abstenção é apenas um voto de protesto contra o Governo. Ele poderá lá estar, é certo. Mas normalmente quando se vota de protesto contra o Governo, vota-se no candidato que se julga que o Governo menos gosta, que menos lhe convém, ou que se pensa que maior mossa lhe pode fazer. Nada disso sucedeu. É por isso que a abstenção de domingo tem de ser encarada como um voto de protesto contra o sistema partidário e contra as patologias do sistema partidário. Os “so called” independentes destas eleições mais não são do que dissidentes dos partidos e não independentes verdadeiros.

Quanto à tal direita, a questão é muito simples. O eleitorado disse que nesta direita não vota. Que nestes chefes da direita não vota. Quando no pior e no mais difícil momento de governação do PS desde as eleições legislativas, os eleitores preferem o antigo número dois do Governo do que o sortido de candidatos que se lhe opunham, isso quer dizer alguma coisa.

Os eleitores pura e simplesmente não se reconhecem nas actuais lideranças dos partidos à direita do PS. E, das duas uma: ou os partidos o percebem e tratam da vida, escolhendo novos líderes, que não estejam comprometidos com anos de desgastes, de trafulhices e de cambalhotas políticas incompreensíveis, conforme os casos, ou o que vai suceder é que nas eleições legislativas de 2009 em vez de um terramoto, vai ser preciso chamar uma nova Arca de Noé, para salvar o que restar.

Claro que no meio disto tudo, Lisboa, que era o que interessava mesmo nestas eleições, não pode dormir descansada. Sem maioria António Costa vai ter de arranjar muitos Ferraris e muitos burros para disfarçar aquilo que não vai poder fazer até às próximas eleições daqui a dois anos. Vai haver muita propaganda e pouca reforma. Daqui a seis anos Belém espera-o e há que preparar convenientemente o percurso. Quem perde? É, obviamente, Lisboa.
(publicado na edição de hoje do Semanário)

(1349) AO LONGO DOS TEMPOS

(O Homem na Lua)

Em 1936, através do Tratado de Montreaux, a Turquia recuperava a soberania sobre os estreitos de Dardanelos e do Bósforo. Em 1937, morria Guglielmo Marconi, inventor da telegrafia sem fios. Em 1944, falhava a Operação Valquíria, atentado à bomba contra Adolf Hitler, perpetrado pelo coronel von Stauffenberg, durante a reunião do Estado-maior, em Rastenburgo. Em 1951, o rei Abdulah da Jordânia era assassinado em Jerusalém. Em 1954, o armistício da Indochina, entre a França e o Exército Popular do Vietname, era assinado em Genebra. Em 1955, em Lisboa, morria o arménio Calouste Sarkis Gulbenkian, magnata do petróleo e filantropo. Detentor de uma enorme colecção de arte, decidiu, em testamento, mantê-la em Portugal, país onde residiu nos últimos anos de vida. A opção daria origem à Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1969, o homem chegava à Lua, como o antigo presidente dos EUA John F.Kennedy assegurara no início da década. O astronauta norte-americano Neil Armstrong pisava solo lunar, logo seguido de Edwin Aldrin. "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade", disse Armstrong. Em 1974, tropas turcas invadiam a ilha de Chipre. Em 1976, a Viking-1, nave espacial norte-americana, aterrava em Marte, iniciando a transmissão de fotografias do planeta para Terra. Em 1977, os dirigentes sindicalistas norte-americanos Saco e Vanzetti, acusados e condenados pelos crimes de roubo e assassinato, com provas falsas, eram absolvidos pelo Estado de Massachusetts. Em 2002 morria o musicólogo e produtor norte-americano Alain Lomax, 87 anos, figura essencial na recolha e tratamento da tradição musical dos EUA. Em 2004, morriam Antonio Gades, 67 anos, bailarino e coreógrafo espanhol, e "Dona Wanda", Wanda Xavier de Bastos, 82 anos, que durante cerca de 50 anos fora chefe de serviços do Sindicato de Jornalistas. Em 2005, o ministro de Estado e das Finanças Luís Campos e Cunha abandonava o Governo, sendo substituído por Fernando Teixeira dos Santos, presidente da CMVM.

(1348) FICHA DO DIA

Hoje é Sexta-feira, 20 de Julho, ducentésimo primeiro dia do ano. Faltam 164 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a Sto. Elias e a Sta. Margarida, uma das vozes que Joanne d'Arc dizia ouvir. A Lua encontra-se na Fase Crescente. Quarto Crescente, dia 22, às 06:29. O Sol nasce às 06:28 e o ocaso regista-se às 20:58. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 06:51 e 19:03, a baixa-mar, às 00:25 e 12:33. Caranguejo é o signo dos nascidos nesta data, destacando-se o poeta italiano Francisco Petrarca (1304), Santos Dummond (1873), precursor da aviação, o explorador neozelandês Edmund Hillary (1919), o primeiro homem a conquistar o Monte Everest, e o escritor norte-americano Cormac McCarthy (1933), autor de "Belos Cavalos".

quinta-feira, julho 19, 2007

(1347) CAMINHOS DE ABRIL

(BBC)

Confesso que tenho tido algum interesse em perceber um negócio estranho e imprevisto: a venda da Caminho a Miguel Pais do Amaral. "Foi assim".

(1346) O MAL DA DIREITA

Cavaco Silva está confortavelmente instalado em Belém com os votos de (quase) toda a gente à direita do PS. Cavaco Silva chegou lá. Paciente. Preserverante. Competente. De esquerda moderada, com o q. b. de salazarismo compatível com o sistema

Uma das consequências dessa vitória, que aliás previ, foi a extinção da metade direita do sistema partidário. O país basta-se na indolência presidencial. Gosta de chicotear o Governo e os Primeiro-Ministros nos cafés e nas praias. Mas quer sossego. Não se sabe bem para quê mas quer. Cavaco Silva já passou pelo mesmo e conhece bem o país. Ele sabe que é assim.

À direita, qualquer hipótese política decente tem de passar por uma dupla oposição: ao PS e a Cavaco. Com o risco acrescido de esbarrar nos votos conformistas da classe média sacrificada, mas preguiçosa. Parece que não há ninguém disponível. Habituem-se.

Adenda: faz hoje 20 anos a primeira maioria absoluta de Cavaco Silva. Parabéns, Senhor Presidente!
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

(1345) RECORDAR É VIVER (6)

The Carpenters, A Kind of Hush.