domingo, junho 03, 2007

(1093) SUPER-VANESSA

(Campeã)

Mais um recorde para Vanessa Fernandes. Hoje, venceu hoje a etapa de Madrid da Taça do Mundo de triatlo, alcançando uma inédita sequência de cinco vitórias consecutivas na mesma prova, e a 16ª na sua carreira. O terceiro triunfo do ano permite-lhe ampliar a vantagem na liderança do ranking mundial de 2007 e conquistar mais um recorde mundial: cinco vitórias seguidas na mesma etapa, na cidade onde se tornou na mais jovem atleta de sempre a vencer uma prova da Taça do Mundo, então com 18 anos.

(1092) A LER

É preciso lata!, no Ota Não.

(1091) AO LONGO DOS TEMPOS

(O Processo)

Em 1924 morre o escritor austríaco Franz Kafka. Em 1937, o Duque de Windsor, antigo rei Eduardo VIII, casa com Wallis Simpson. Havia abdicado do trono quando lhe foi recusado o pedido de um casamento morganástico, que excluiria a sua mulher e herdeiros da linha de sucessão. Em 1940, 200 aviões do Reich despejam 1100 bombas sobre Paris. Em 1989, os tanques entram na Praça Tiananmen.

(1090) CARECA À MOSTRA

Foi descoberta uma sondagem marada em Lisboa. Desta vez tiveram azar. Quantas mais não haverá?

(1089) HOMÓNIMOS (18)

Jorge Ferreira, Presidente do Clube de Ténis de Águeda.

(1088) REVISTA DE BLOGUES (27)

Do IPO ao Sta. Maria, por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.
Morangos na praia, por Pedro Correia, no Diário de Notícias.
Cuidado com o fumo, por J. M. Coutinho Ribeiro, em O Anónimo.

sábado, junho 02, 2007

(1087) AGUARDO REPORTAGEM DETALHADA

Aguardo reportagem detalhada desta actuação da ASAE no Jornal da Noite, da SIC, como é costume vermos as que ocorrem nos outros sítios.

(1086) NÃO APRENDERAM NADA!

Informa o Diário de Notícias que Fernando Negrão, candidato do PSD nas eleições para a CML foi fazer campanha no Dia do Vizinho, no dia 29 de Maio, em Marvila, numa iniciativa patrocinada pela Gebalis, empresa municipal responsável pela gestão dos bairros sociais. É isto a Lisboa a sério. É para isto que eles querem as empresas municipais. Definitivamente, o pSD não aprendeu nada. Continua, afinal, a brincar a Lisboa. Só que Lisboa não pode ser um brinquedo nas mãos dos partidos do sistema.

(1085) A BÉLGICA JOGA HOJE CONTRA O BRASIL

(Via Fumaças)

Não, não é gralha. Para os correios belgas é mesmo assim. Os Correios da Bélgica, para comemorar os 100 anos do nascimento de Hergé, fizeram uma colecção de selos com as capas dos vinte e quatro álbuns do Tintin, onde cada um tem o título numa língua diferente. Então não é que aquelas sumidades culturais ignoram que existe a língua portuguesa, e chamam-lhe brasileira! E ainda por cima, o álbum “L’oreille cassé” está reproduzido da edição brasileira como “O ídolo roubado” em vez da edição portuguesa, que está correcta, “A orelha quebrada”.

(1084) A PORTUGALOGIA DE TRAZER POR CASA

"Portugal, muito mais do que imagina. Um país onde a História se confunde com o presente, no Património, na Arquitectura e nas Artes. Uma terra de gente sábia, alegre e aventureira. Gente que arrisca a ir sempre mais longe. Fazer sempre melhor. Terra de poetas e desportistas, músicos e cientistas, actores e marinheiros. Um país que consegue olhar o futuro sem perder as tradições. Bem-vindo a Portugal, um país onde tudo é muito mais do que imagina.". Este é o texto de boas vindas no portal da Presidencia portuguesa da União Europeia (nunca é demais referir que à designação jornalítica não corresponde o Direito comunitário vigente, já que a União não tem Presidência, mas apenas o Conselho da União Europeia). Este textinho revela bem a visão politicamente correcta da realidade do país. António Ferro e o SNI faziam apesar de tudo, muito melhor. Numa coisa estou de acordo: em Portugal é tudo muito mais do que se imagina. Sobretudo o provincianismo bacoco.

(1083) HOMÓNIMOS (17)

Jorge Ferreira, Administrador da Esphera.

(1082) AO LONGO DOS TEMPOS

(Marquês de Sade)

Dia de aniversário de Henrique VIII, de Inglaterra e de Donatien Alphonse François, que ficou para a história conhecido pelo título de Marquês de Sade. Em 1979 o Papa João Paulo II inicia a primeira visita de um Papa a um país comunista, a sua terra natal, a Polónia.

sexta-feira, junho 01, 2007

(1081) O ILUSIONISMO DOS COMPUTADORES

(Magia)

Incapaz de corrigir a incompetência e o laxismo do sistema de ensino, o Governo tenta tornear. Perante escolas e professores que ensinam a indigência e avaliam a inépcia, o Governo ladeia. Perante leis estúpidas que favorecem a preguiça e a irresponsabilidade no sistema de ensino, o Governo entreolha-se. Perante um sistema cuja máxima é "irás longe na vida mesmo que não te esforces e não saibas nada", o Governo contemporiza. Até que o núcleo duro descobriu a pólvora: é possível deixar tudo exactamente na mesma se pusermos os contribuintes a pagar computadores ao povo. Vai daí toca a anunciar a distribuição dó infomilagre no debate mensal, com estrondo e impacto. Como é evidente nem os computadores salvam um ignorante no mercado de trabalho, na competição das competências, muito menos na formação humanista ou no rigor da linguagem. É mais um milagre falacioso do gra´nde Houdini da política portuguesa. Incapaz de ir ao tutrano dos problemas, cultiva a aparência tola e novo-rica. Os computadores estão para José Sócrates como os electrodomésticos estão para Valentim Loureiro.

(1080) CONFISSÕES

Os silêncios são para se ouvir e para se ler. Eu sei quem és.

(1079) A PERVERSÃO DA INDEPENDENCIA

Sempre defendi a possibilidade de existirem candidaturas de independentes em todas as eleições, incluindo eleições legislativas. Os partidos políticos, expoente da comunidade politicamente organizada, precisam de desafios e de concorrência. Com a consolidação da democracia apossaram-se do Estado e cristalizaram defeitos que têm provocado uma distância dos cidadãos face à política e, sobretudo, têm desacreditado as instituições.

Os monopólios fazem mal ao mercado. Afunilam as escolhas. Cerceiam a liberdade dos consumidores. Acomodam os produtores e os prestadores aos vícios da solidão. Geram sobranceria. A prazo, degradam as estruturas. No mercado político e eleitoral, acontece o mesmo.

Em 1997 foi finalmente consagrada na Constituição a possibilidade de candidaturas independentes às autarquias locais. Com medo de perder benefícios e privilégios, PS e PSD recusaram então a possibilidade de alargar as candidaturas de independentes à Assembleia da República.

Cumpre reconhecer que a experiência das candidaturas de independentes às autarquias locais nos primeiros dez anos de vigência desta possibilidade, em teoria virtuosa e salutar, não tem sido inteiramente positiva. Na verdade, as candidaturas de independentes às Câmaras Municipais têm resultado mais de dissidências partidárias, que recolhem uma facção descontente do respectivo partido de origem e não de projectos de cidadãos sem partido.

O presente caso das eleições intercalares de Lisboa é um triste exemplo disso mesmo. Existem dois supostos candidatos independentes à Câmara Municipal de Lisboa, que de independentes só têm o nome. Helena Roseta sempre foi pessoa de partido. Foi destacada militante, dirigente e deputada do PSD e do PS. Está no seu direito de não gostar de José Sócrates, no que é acompanhada por muito boa gente, independentemente das razões de cada um. Legitimamente viu uma nesga de oportunidade de beliscar o partido que lhe permitiu a carreira política e partidária que teve até agora e mascarou-se de independente para concorrer à CML. Independente, Helena Roseta? Não brinquem…

Carmona Rodrigues, que nunca foi militante do PSD, foi, porém, ministro da República e Presidente da CML, pelo PSD. Exerceu esses cargos interrompendo mandatos a seu bel-prazer, desprezando os compromissos eleitorais assumidos. Parecia uma corrente de ar entre a Praça do Município e o Governo. Durante esse tempo, serviu-se e serviu-lhe a camisola partidária, com a qual praticou a mais partidária das gestões da CML dos últimos anos. Sempre obedeceu aos interesses e às ordens do Partido. Agora, legitimamente descobriu que os partidos são péssimos e declara-se candidato independente à CML. Não brinquem.

Dizem até as más línguas que PS e PSD deram uma oportuna mãozinha na recolha das assinaturas necessárias para as candidaturas que respectivamente lhes interessavam para se atacarem mutuamente. O PSD terá ajudado Roseta. O PS terá ajudado Carmona, de quem aliás, sempre foi aliado na gestão dos interesses camarários. Claro que não é proibido. Mas a transparência exigiria que o assumissem e a independência exigiria que o recusassem.

Estes são dois exemplos paradigmáticos da perversão das candidaturas independentes. Ao contrário do que se pensa são dois exemplos de mau serviço prestado à reforma da democracia. Helena Roseta e Carmona Rodrigues são dois falsos independentes.
(publicado na edição de hoje do Semanário)

(1078) OS AMNÉSICOS

Paulo Portas e Marques Mendes foram ministros de Durão Barroso justamente no Governo que apresentou o projecto da Ota em Bruxelas para efeito do financiamento. Hoje, fazem gala de discordar, duvidar, perguntar, criticar. A isto chama-se oportunismo e desonestidade políticas. E agora, com a oportunidade das eleições intercalares em Lisboa, perderam a vergonha e juram que já no século V antes de Cristo eram contra a Ota.

A verdade é que é o Governo de Durão Barroso que está na oposição parlamentar ao PS. Ou seja: numa palavra, é uma oposição sem credibilidade e incapaz de dar um futuro melhor a Portugal. Já deram o que tinham a dar e deram bem pouco.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

(1077) O ESTADO TARADO

Sabia o leitor que passou a ser obrigatório por determinação do Banco de Portugal os menores estarem registados nas Finanças e possuírem número de identificação fiscal? Não sabia? Pois fica a saber. Se pensa abrir uma conta bancária em nome de um menor já sabe: tem de ir primeiro à respectiva repartição de Finanças e obter o cartãozinho de contribuinte. Claro que não interessa nada saber com o que é que o menor contribui e para quê. Passa a ser contribuinte e pronto. Sobretudo contribui para a burocracia do Estado e para o aumento de informação do Estado sobre os cidadãos. Não há discussão. O Big Brother is, cada vez mais, watching you.

Aquelas contas bancárias abertas quando as crianças nascem pelos padrinhos e pelas madrinhas para ir fazendo um pé de meia para a maioridade passam a exigir registo prévio nas Finanças. Esta profunda reforma do Estado e da Administração Fiscal é um poderoso contributo para o aumento das receitas…

Mas isto não chega: o Ministério das Finanças vai alterar a lei que obriga os contribuintes a declararem à Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) as doações por cheque ou em dinheiro feitas entre pais e filhos, avós e netos, e cônjuges, sempre que estas ultrapassem os 500 euros. A garantia foi dada ontem pelo ministro Fernando Teixeira dos Santos, que se escusou, no entanto, a precisar os termos dessa alteração. A alteração "vai definir claramente em que condições" as doações terão de ser declaradas, disse Teixeira dos Santos. Esta mudança só deverá entrar em vigor no próximo ano.

É "excessivo declarar doações entre pais e filhos", sublinhou o ministro em declarações citadas pela Lusa. À saída da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano, o ministro explicou que a alteração do Governo vai "definir claramente em que condições" as doações terão de ser declaradas. Sem nunca dizer que o limite dos 500 euros pode ser alterado, o ministro reconheceu que os "montantes reduzidos" de doações normalmente não estão associados a "riscos significativos" de evasão fiscal. "Não haverá a eliminação simples da declaração do fisco, mas serão definidas melhor as situações de obrigação."

Questionado sobre a altura em que o Executivo pretende alterar esta lei, Teixeira dos Santos disse que o "mais tardar" essa modificação deverá ser feita com a apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2008, o que significa que só terá efeito a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. O ministro admitiu, no entanto, poder antecipar a alteração se houver razões para tal. Mas também não explicou o mistério destas razões que podem determinar uma antecipação da modificação legal.

A alteração que agora promete fazer surge depois do Governo ter aprovado um decreto-lei que obrigava a que as doações entre pais e filhos, avós e netos, e cônjuges, sempre que superiores a 500 euros, fossem declaradas ao fisco, mesmo sabendo-se que as mesmas estavam isentas do pagamento de Imposto do Selo. Caso estas declarações não fossem feitas pelos beneficiários das doações, então, estes estariam sujeitos a coimas que variam entre os 250 e os 15 mil euros, podendo ser reduzidas a metade caso não haja imposto a liquidar, o que é o caso.

Esta situação seria depois desmentida pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates, no Parlamento. Na altura, duas deputadas socialistas acabariam por entregar um requerimento ao Ministério das Finanças onde pediam para que a situação fosse esclarecida. A resposta das Finanças, divulgada pelo Jornal de Negócios, confirmou que a lei previa precisamente o que havia sido desmentido por José Sócrates.

Ora aí está. A um Estado tarado nem as crianças escapam.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

quinta-feira, maio 31, 2007

(1076) FOI NA TAILÂNDIA

Para acabar com a corrupção o Supremo Tribunal da Tailândia dissolveu alguns partidos políticos. Foi na Tailândia. Foi na Tailândia.

(1075) MINI-ALBERTO MARTINS

Francisco Louçã apoia sem reservas as propostas do Governo sobre as tais TIC's.

(1074) MINI-MARQUES MENDES

No debate mensal, Paulo Portas, apertado por Sócrates, quer fazer de conta que não era do mesmo Governo que apresentou o projecto da Ota em Bruxelas. O passado pesa. Aliás, entre 2002 e 2005 a verdadinha é que esta espécie de mini-Marques Mendes (fiz uma coisa, digo outra), não esteve cá.