sábado, abril 14, 2007

(867) FICHA DO DIA

Hoje é Sábado, 14 de Abril, centésimo quarto dia do ano. Faltam 261 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a Santa Ludovina. Nos céus, a Lua encontra-se a caminho da Nova Fase. Lua Nova, dia 17, às 11:36. O Sol nasce às 07:01 e o ocaso regista-se às 20:12. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 00:29 e 13:03, a baixa-mar, à 06:32 e às 18:50. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Carneiro, destacando-se o explorador britânico do antárctico Sir James Clark (1800), o escritor Soeiro Pereira Gomes (1909), iniciador do neo-realismo na literatura portuguesa, os actores Rod Steiger (1925) e Julie Christie (1941), o músico Julian Lloyd Weber (1951) e o actor Adrien Brody (1973).

sexta-feira, abril 13, 2007

(866) POLÍTICOS DE PALAVRA

Cada qual que tire as suas ilações.
(com a ajuda do Bloguítica)

(865) POIS CLARO

"Sócrates tirou o seu verdadeiro curso no partido, na Assembleia da República, no Governo e na RTP (com Santana Lopes): e a campanha para secretário-geral do PS acabou, na prática, por ser uma espécie de doutoramento. Aqui houve ordem, desígnio, progressão; e "aproveitamento". Não no ISEL e na Universidade Independente. uanto à substância do "caso" em litígio, não é possível examinar uma a uma as peripécias que levaram à licenciatura de Sócrates. Só é possível, e além disso indispensável, deixar claro, cristalinamente claro, que nenhum estudante deve em circunstância alguma seguir o exemplo dele: um exemplo que, segundo Sócrates, revela "nobreza de carácter" e que anteontem ofereceu com "orgulho" aos portugueses. Ninguém que pretende genuinamente aprender anda a saltar de escola em escola, ou escolhe uma universidade porque "é mais perto", ou pede equivalências sob palavra, ou aceita o mesmo professor no mesmo ano para quatro cadeiras, ou se importa em especial com títulos. Sócrates simboliza tudo o que está errado no ensino que por aí existe. Como o acabrunhante espectáculo de quarta-feira, aliás, provou. "
Vasco Pulido Valente, no Público de hoje.
Pois claro.

(864) A SUB-REGIÃO

"Portugal como economia já não é um país, é uma região de uma economia mais vasta, a União Europeia. Portugal não é país de vários pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista económico (1). Portugal é ainda um país no sentido cultural e, parcialmente, do ponto de vista político. Disse-o há quase dez anos, para zanga de alguns bons amigos, mas, cada vez mais, é esta a realidade." Luís Campos e Cunha, no Público de hoje.
Ora aí está. E ainda há quem ache esta região grande demais e, como tal, susceptível de retalho em sub-regiões. Seríamos então um simpático conjunto de aldeias históricas vigiadas do alto do Atomium.

(863) A SUBVERSÃO

Ao ouvir alguns comentadores-jornalistas sobre a entrevista de José Sócrates à RTP parece que se tornou mais importante escrutinar a imagem do Primeiro-Ministro do que escrutinar a verdade dos factos. Foi o que me ocorreu ao ouvir Eduardo Damaso hoje no Rádio Clube Português.

(864) AO LONGO DOS TEMPOS

(La Fontaine)

Nesta data, em 1695, morria o escritor francês Jean de La Fontaine, autor das "Fábulas". Em 1846, era inaugurado Teatro Nacional de D.Maria II, em Lisboa. Em 1961, Botelho Moniz, então ministro da Defesa, tentava a destituição de Oliveira Salazar da chefia do Governo português, com o apoio de outros oficiais. Em 1964, o norte-americano Sidney Poitier era o primeiro actor negro a conquistar o Óscar de melhor actor, pelo desempenho em "Os Lírios do Vale". Em 1976, morria Berta Rosa Limpo, autora de "O Livro de Pantagruel", clássico da culinária portuguesa. Em 1986, no congresso do CDS, Adriano Moreira era eleito líder. Em 1987, o primeiro-ministro português, Cavaco Silva, e o seu homólogo chinês, Zhao Zyang, assinavam o acordo para a transferência da soberania de Macau, em Dezembro de 1999. Em 1989, morria D. António Ferreira Gomes, 83 anos, antigo Bispo do Porto. Em 2000, Ano Internacional da Matemática, Portugal conquistava a Medalha de Ouro do 28º Salão Internacional de Invenções de Genebra, com um jogo de cartas para estimular a aprendizagem da disciplina. Em 2003, era anunciada a descodificação do genoma humano em 99,99%. Em 2005, a Alta Autoridade para a Comunicação Social aprovava a venda da Lusomundo Media à Controlinveste.

(863) FICHA DO DIA

(Samuel Beckett)

Hoje é Sexta-feira, 13 de Abril, centésimo terceiro dia do ano. Faltam 262 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado à Beata Ida de Bolonha. Nos céus, a Lua encontra-se a caminho da Nova Fase. Lua Nova, dia 17, às 11:36. O Sol nasce às 07:03 e o ocaso regista-se às 20:11. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 12:12 e 00:29, a baixa-mar às 05:37 e 17:59. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Carneiro, destacando-se o estadista norte-americano Thomas Jefferson (1743), autor da declaração de independência dos EUA, o escritor português António Campos Junior (1850), o químico Emílio Dias (1851), o psicanalista Jacques Lacan (1901), o escritor irlandês, Nobel da Literatura, Samuel Beckett (1906), a escritora Eudora Welty (1909), o actor britânico Edward Fox (1936), o poeta irlandês, Nobel da Literatura, Seamus Heaney (1939), o actor norte-americano Paul Sorvino (1939).

(862) VIDA DUPLA

Dois cursos, dois certificados, duas datas. Isto parece que não tem fim. E não é num blogue.

(861) A ENTREVISTA

De uma coisa estou certo: se Jorge Sampaio fosse Presidente da República e usasse os mesmos critérios políticos que usou para avaliar Santana Lopes para avaliar José Sócrates, o país já se estaria a preparar para uma campanha eleitoral.

Defendo que o PS e o seu líder devem ser julgados politicamente, em eleições, sobre o que estão a fazer, de bem e de mal, e o que não estão a fazer, de bem e de mal, na governação. Mas a democracia contemporânea está muito longe de ser um mero pronunciamento eleitoral de quatro em quatro anos.

Ao contrário de muitos entendo que a questão da licenciatura do Primeiro-Ministro e das sucessivas trapalhadas que vieram a público nos últimos dias carece de discussão. O país tem certamente assuntos mais importantes e urgentes para tratar, mas a ética republicana, tão cara aos socialistas, impõe que quem exerce o poder não se tenha prevalecido de várias coisas feias, designadamente de se intitular aquilo que não é.

José Sócrates parece lidar mal com a franqueza. Iniciou logo a entrevista a dizer que não se tinha preparado especialmente para debater o assunto da licenciatura. O que seria patético e revelador de enorme incompetência política se fosse verdade. Ora, se há político mediaticamente competente é justamente José Sócrates. Numa entrevista que se sabia antecipadamente que iria tratar de verdades e mentiras é má política começar logo desta maneira. É que ninguém acredita.

Uma entrevista que, diga-se, começou logo por ser mal promovida pela própria RTP. Todos sabíamos que o tema da entrevista seria a licenciatura e não o balanço dos dois anos de Governo. Sempre o jogo de sombras, sempre a irresistível tendência para fazer dos outros parvos.

José Sócrates, como é seu direito, defendeu-se. Mas uma coisa é defender-se, e, até, ser convincente na defesa, outra bem diferente é esclarecer todas as dúvidas que, legitimamente, repito, legitimamente, foram colocadas com assinaturas várias e não anónima e cobardemente, sobre a regularidade da sua licenciatura e das suas declarações acerca das habilitações e qualidades profissionais ou não.

Na defesa talvez tenha sido convincente, no esclarecimento é que não foi. Ficaram várias questões por explicar, o que talvez não tivesse sucedido se os entrevistadores tivessem sido mais objectivos e claros nas perguntas. Havia seguramente vontade de esclarecer tudo, mas faltou alguma objectividade. Tinha-se obtido o mesmo resultado em metade do tempo se tivesse havido a coragem de obrigar o Primeiro-Ministro a falar claro. E apesar da torrente de palavras os entrevistadores deixaram escapar questões importantes, como a das equivalências, a do conhecimento prévio de António Morais e a de se intitular uma coisa que não era.

Veja-se com mais minúcia um exemplo: os dois registos biográficos do deputado José Sócrates na VI legislatura, existentes na Assembleia da República, com informações diferentes quanto à profissão e habilitações literárias são, afinal, um original corrigido e uma fotocópia feita antes da correcção. Isso mesmo foi confirmado pelo gabinete do Primeiro-Ministro.

A pedido de vários órgãos de comunicação social, a secretaria-geral da Assembleia da República divulgou os fac-similes dos dois registos existentes nos serviços. Ambos têm a mesma data (13 de Fevereiro de 1992) e são em tudo idênticos. Mas num deles consta a profissão de engenheiro e na rubrica das habilitações a referência “Engenharia Civil”, enquanto no outro surge a profissão de engenheiro técnico e nas habilitações académicas surge a abreviatura “Bach.” antes da “Engenharia Civil”. Ontem, na entrevista, Sócrates limitou-se a dizer que não se lembrava. Isto é, ficou por esclarecer. Mas numa nota de 10 de Abril do seu próprio Gabinete afirma-se que Sócrates é alheio a esta confusão. Não bate a bota com a perdigota.

Quando a entrevista saiu do tema difícil, José Sócrates melhorou em muito. E acabou por estar ao seu nível já conhecido. Já saber se matou ou não o assunto é coisa que só o futuro dirá.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

(860) AFINAL, PARECE QUE HÁ PRESIDENTE

Desde que foi eleito Cavaco Silva tem sido criticado por sectores que o apoiaram por usar pouco os poucos poderes que tem em situação de normalidade democrática. Isto é, exceptuando as situações de crise política aguda. O último episódio verificou-se com a ausência política do Presidente durante o processo que conduziu à realização do referendo sobre o aborto. Cavaco Silva nem uma mensagem se dignou dirigir ao país para apelar à participação eleitoral, quanto mais informar os cidadãos sobre qual a sua posição sobre a questão substantiva que estava em jogo.
Esta semana, o Presidente decidiu fazer política. Em Riga, no estrangeiro (já a sua primeira entrevista depois da eleição foi dada a um órgão de comunicação social estrangeiro), Cavaco Silva convidou as forças políticas portuguesas a "meditar serenamente" sobre a melhor forma de ratificar o próximo tratado da União Europeia, considerando que o compromisso com a realização de um referendo pode não ter sido devidamente ponderado. O Presidente falava no final da quarta edição dos Encontros de Arraiolos, que reúnem periodicamente alguns dos chefes de Estado europeus com funções não executivas. Ou seja, os Presidentes que fazem o papel de notários institucionais e que têm quase só o poder da palavra para usar durante o seu mandato.
O que disse sobre o referendo do tratado constitucional não constitui uma novidade. Cavaco foi sempre contra a realização de referendos aos sucessivos tratados europeus, como ontem lembrou aos jornalistas que lá estavam. Não era preciso tê-lo relembrado. Toda a gente sabe que Cavaco Silva acha que os referendos tornam os países imprevisíveis e são muito caros."Antes de ser designado Presidente da República, nunca me mostrei entusiasmado com o referendo", disse, citado pela agência Lusa. Pois não. Mas também não disse que era contra, prenunciando uma oposição a uma deliberação da Assembleia da República no sentido de convocar um referendo no futuro.
Ao contrário do que fez com outros assuntos, designadamente com a célebre cooperação estratégica.Sucede que Cavaco Silva sabe muito bem que PS e PSD assumiram um claro compromisso de vir a realizar o referendo europeu. E é estranho que, tendo dito recentemente que era essencial para a credibilidade da democracia os políticos cumprirem a sua palavra, Cavaco Silva venha agora incentivar os políticos a faltarem à palavra dada ao país!
Os dois maiores partidos portugueses, PS e PSD, comprometeram-se com a realização de um referendo à Constituição europeia, cuja realização chegou a ser considerada em simultâneo com as eleições autárquicas de 2005. O chumbo do tratado constitucional pela França e pela Holanda em Maio e Junho desse mesmo ano acabou por suspender os processos de ratificação, não apenas em Portugal mas nos países que ainda não o tinham feito e deviam fazê-lo através de consulta popular.A presidência alemã da UE recolocou a questão constitucional na agenda europeia. A chanceler alemã Angela Merkel está empenhada em arranjar um novo tratado, que possa ser rapidamente negociado e aprovado dispensando o recurso a referendo.
Notícias recentes e não desmentidas indicavam que o primeiro-ministro teria sondado o líder do PSD no sentido de poder vir a reavaliar o processo de ratificação. Outras notícias indicavam que o Presidente da Comissão Europeia, ingerindo-se ilegitimamente nos assuntos internos de Portugal, teria sugerido ao Primeiro-Ministro um futura ratificação do novo Tratado sem referendo. Marques Mendes não se mostrou receptivo. O próprio José Sócrates já reafirmou, depois disso, o seu compromisso com o referendo.
Está em curso uma tentativa de voltar a impedir o povo português de se pronunciar sobre o futuro da União Europeia. Os referendos são uma maçada. Durão Barroso mete-se onde não é chamado. Cavaco Silva apela explicitamente à violação de compromissos eleitorais dos partidos. Uma palavra apenas para qualificar estes comportamentos: inaceitável.
(publicado na edição e hoje do Semanário)

quinta-feira, abril 12, 2007

(859) TAMBÉM BEM VISTO

A revolução tranquila dos blogues e o velho do restelo. É o que eu digo, há socialistas e socialistas.

(858) BEM VISTO

Sobre Cavaco Silva e a lei do aborto. No Portugal dos Pequeninos.

(857) INTIMIDAÇÃO

O director do Público revelou hoje à saída da sua audição na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que ele, José Manuel Fernandes, não foi alvo de pressões do gabinete do Primeiro-Ministro, mas que a jornalistas do Público foram feitas alusões a eventuais processos judiciais se publicassem notícias relacionadas com a forma como o Primeiro-Ministro, quando humilde deputado da oposição, se transferiu para a Universidade Independente e adquiriu as suas habilitações. Esta espécie de coacção judiciária sobre a informação revela bem a forma como nos bastidores o poder socialista actua. E revela muito má consciência sobre o fundo da questão. Quem está tranquilo não ameaça, age. A gravidade deste episódio permite destapar um bocadinho de um véu daquilo de que se suspeita que acontece mas que ninguém tem coragem para denunciar. Aguardam-se, então, os processos. Não resta outro caminho a José Sócrates, se não quiser aumentar os danos provocados por este episódio.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)

(856) DIREITO DE CORRECÇÃO

Esta tréplica que faz ao que escrevi aqui sobre o Suplício carece novamente de correcções. A primeira é a de que não sou aveirense. Fui candidato a deputado pelo círculo de Aveiro nas últimas eleições legislativas pela Nova Democracia, mas não sou de Aveiro e não faço estas figuras tristes. A segunda é que não escrevi que existe a necessidade de haver um efectivo encerramento da UNI. Como se pode comprovar facilmente pela leitura da minha entrada.

(855) OS ANJOS CAIEM

(A Queda de Um Anjo)

O deputado Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas que, nascido em 1815, foi eleito deputado com 44 anos, por Miranda do Douro.

(854) HOMÓNIMOS (8)

Um Presidente de Junta de Freguesia, em Alhandra.

(853) HOMÓNIMOS (7)

Um director comercial de um fabricante de ferramentas.

(852) A CORRUPÇÃO, NO SÁBADO, EM BRAGA

Um debate com António Marinho Pinto e Rui Costa Pinto.

(851) AO LONGO DOS TEMPOS


(Union Jack)

Nesta data, em 1606, a Union Jack tornava-se a bandeira nacional da Grã-Bretanha. Em 1654, a Irlanda e a Escócia eram unidas à Inglaterra. Em 1774, D. José criava o Bispado de Aveiro. Em 1850, forças francesas restauravam a autoridade de Pio IX. Em 1954 Bill Halley 6 The Comets gravavam "Rock around the Clock", que abriu a porta ao Rock and Roll. Em 1989, falecia o antigo pugilista norte-americano Sugar Ray Robinson, 67 anos, ex-campeão do mundo de médios. Em 1990, a República da Namíbia entrava na Organização de Unidade Africana. Em 1995, os escritores chineses Ai Qing e Chen Yongyi, tradutores de "Os Lusíadas", eram condecorados pelo presidente da República Mário Soares. Em 2003, mais de três milhões de húngaros, 83,76 por cento dos votos expressos, diziam "sim" à adesão à União Europeia. Em 2004, começava o processo de despedimento colectivo na Bombardier, antiga Sorefame, na Amadora. Em 2005, o grão-mestre da Maçonaria Portuguesa, António Arnaut, anunciava a entrega da lista de 3.600 agentes e informadores da PIDE à Torre do Tombo. Em 2006, a dedução específica das pensões, para efeitos de IRS, era reduzida de 8.283 euros para 7.500 euros.

(850) FICHA DO DIA

Hoje é Quinta-feira, 12 de Abril, centésimo segundo dia do ano. Faltam 263 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a Júlio I, papa. Nos céus, a Lua encontra-se a caminho da Nova Fase. Lua Nova, dia 17, às 11:36. O Sol nasce às 07:05 e o ocaso regista-se às 20:10. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 11:04 e às 23:27, a baixa-mar às 04:25 e 16:55. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Carneiro, destacando-se o estadista norte-americano Henry Clay (1852), a soprano Lily Pons (1895), o vibrafonista de jazz Lionel Hampton (1913), a soprano Montserrat Caballé (1933), o pianista de jazz Herbie Hancock (1940), os escritores Tom Clancy (1947) e Scott Turow (1949), os actores Andy Garcia (1956) e Claire Danes (1979).