quarta-feira, março 21, 2007
(711) COINCIDÊNCIAS
(710) AO LONGO DOS TEMPOS
(709) FICHA DO DIA
(Bach)terça-feira, março 20, 2007
(708) SALAZAR E PUTIN
(707) BIBLIOBLOGOGRAFIA (2)

(706) BIBLIOBLOGOGRAFIA

Torquato da Luz lança o seu Ofício Diário no próximo dia 30 de Março, às 21 horas, na Boullosa de Oeiras. Mais um blogue em livro. E ainda por cima dos bons.
(705) SALAZAR E O FASCISMO
(704) PRONTO, ESTÁ BEM
(703) AO LONGO DOS TEMPOS
(702) FICHA DO DIA
(Ibsen)segunda-feira, março 19, 2007
(701) ORGULHO
(700) AO LONGO DOS TEMPOS
(699) FICHA DO DIA
(698) BREVEMENTE, NUM PARTIDO PERTO DE SI
domingo, março 18, 2007
(697) OS MARCADOS
(O programa PS)(696) ESTADO SOCIALISTA
(695) SENSAÇÕES ESTRANHAS
(694) AO LONGO DOS TEMPOS
(António Nobre)(693) FICHA DO DIA
sexta-feira, março 16, 2007
(692) O MISTÉRIO DA BIOGRAFIA DE JOSÉ SÓCRATES
(691) A LUTA CONTRA O SISI NÃO PODE PARAR
(690) A PROVA
(689) AO LONGO DOS TEMPOS
(Kerensky)(688) FICHA DO DIA
(687) FALTA OPOSIÇÃO

(Tirado do Ave do Arremedo, anúncio publicado no Jornal de Notícias, em 02.12.2005)
Nas questões essenciais não há verdadeira oposição à direita do PS. Nas questões incidentais, quando ela existe é ligeira e não convence. Veja-se o exemplo desta semana. Marques Mendes acordou agora para o problema da Ota.
Foi preciso a Nova Democracia, partido sem representação parlamentar, ter conseguido que a Assembleia da República discutisse uma petição popular contra a construção do monstro da Ota, para que, meses depois, o suposto líder da oposição, decidisse agir.
O problema é que enquanto no Governo Marques Mendes pactuou com a elaboração dos estudos preparatórios do futuro aeroporto da Ota. O problema é que depois de ter saído do Governo, Marques Mendes não levantou um dedo contra a coisa. Deixou inclusivamente sem resposta uma proposta da Nova Democracia dirigida a toda a oposição, no sentido de desencadear uma iniciativa popular de referendo para que a Assembleia da República colocasse o PS perante a dificuldade política óbvia de ter de o recusar.
Porquê só agora o PSD se lembra da Ota? Será apenas por táctica e pressentimento de que Sócrates já teve melhores dias? Porque sente que a estrela de Sócrates começa a empalidecer? Para começar a marcar terreno ao especialista de directologia Portas, que já imagina relíder do CDS? Para tentar ofuscar o interesse que se começa a gerar à volta das intervenções de Santana Lopes, que já defendeu o referendo sobre a construção do aeroporto da Ota?
O que parece é que Marques Mendes esperou pelo momento em que já não podia ser acusado de travar o projecto para o criticar e como dizia o padroeiro do novo museu de Santa Comba Dão, “em política, o que parece, é”.
(686) O ARRASO NO GOVERNO DO CDS
Manda a verdade que se diga que estes dois não são os únicos governantes visados nos relatórios do Tribunal de Contas. A acompanhá-los estão vários dos clássicos PS e PSD. Mas esta parece ser mesmo uma boa altura para lembrar ao país o que se ganhou com o CDS no Governo. Presumo que este item comparecerá no debate ideológico interno que emociona actualmente este partido e que se centra no estimulante dilema sobre se o líder há-de ser eleito pelos mesmos em directas ou pelos mesmos em Congresso.
(685) A CRUEZA DO PRESENTE
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
quinta-feira, março 15, 2007
(684) SERÁ QUE COMPENSA?
(683) OS CROMOS DO SISTEMA
(682) BOAS VINDAS
(681) AO LONGO DOS TEMPOS
(Júlio César)(680) FICHA DO DIA
quarta-feira, março 14, 2007
(679) DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE DEBATE IDEOLÓGICO
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(678) ESTÃO A MANGAR COM O PAGODE
(677) MAIS DORES DE CABEÇA
(676) HORIZONTE
(675) AO LONGO DOS TEMPOS
(Maria Ondina Braga)(674) FICHA DO DIA
terça-feira, março 13, 2007
(673) OPERAÇÃO FURACÃO: UMA GENEALOGIA MEDIÁTICA
(672) A MELHOR RESPOSTA É O HUMOR

(671) O SISI ANDA A TURVAR AS MENTES
(670) QUO VADIS, IMPRENSA DE REFERENCIA?
(669) SÃO CARLOS
(668) A LER
(667) AO LONGO DOS TEMPOS
(Urano)(666) FICHA DO DIA
(665) SÓ PRÓS
(664) DESPERTADOR
segunda-feira, março 12, 2007
(663) COISAS DA HISTÓRIA
(662) O SISI

(661) O ESTADO DE GRAÇA
(660) AO LONGO DOS TEMPOS
(659) FICHA DO DIA
domingo, março 11, 2007
(658) OS ESTADOS GERAIS DA DIREITA
(657) A DEMOGRAFIA
(656) AO LONGO DOS TEMPOS

(655) FICHA DO DIA
sábado, março 10, 2007
(654) GENTE INSACIÁVEL
(653) UM GOVERNO À PORTAS: NO ESBANJAR É QUE ESTÁ A PROMOÇÃO
Amílcar Correia, no Editorial do Público.
(652) O ESTILO
(651) AO LONGO DOS TEMPOS
(Fonte)(650) FICHA DO DIA
sexta-feira, março 09, 2007
(649) REVISTA DE BLOGUES (18)
(648) O VIDEO DA MODA
(647) CLARIFICAÇÃO
A primeira é a desastrosa experiência governativa que esses dois partidos interpretaram em co-autoria solidária. Hoje, dificilmente nos lembramos de uma, uma só, reforma, medida ou mudança que os Governos do PSD e do CDS, porque foram dois, tenham legado ao país. Olhando para trás, resta um período de mero poder, de ostentação de ambições pessoais, umas melhor sucedidas que outras, de confusões e de suspeições, que minaram profundamente a credibilidade desses partidos e da direita geométrica. Visto à distância esse tempo revela-se um parêntesis político que o país sofreu disciplinada a amarguradamente, de exercício inconsequente e de vazio político.
A segunda razão prende-se com o facto de, na essência esses dois partidos serem iguaizinhos a este PS, tirando algumas matérias simbólicas e pontuais. Por isso protestam contra o alegado furto político com que o PS de Sócrates teria vandalizado o seu espaço, o seu projecto, o seu programa. Na essência todos defendem as mesmas regras, o mesmo sistema, as mesmas medidas. Varia a quantidade, a intensidade e sobram os estilos pessoais. Se o líder fala melhor ou pior, é mais eficaz ou menos na televisão, se é mais sério ou menos, se é mais maquiavélico ou menos, se é mais verdadeiro ou dissimulado. Uma pobreza, em suma.
Ora, estamos nas vésperas de conseguir esta pérola política: PSD e CDS liderados por dois dos principais autores da desgraça, do vazio e da decadência da direita geométrica. Marques Mendes e Paulo Portas foram autores privilegiados do problema, não podem por natureza fazer parte da solução. É uma espécie de assombração. Tudo a jeito de Sócrates.
É evidente que, sentados nas cadeiras do poder, ambos podem ter um nobre projecto: estar sentados nas cadeiras do poder. À espera que a roda da sorte eleitoral mude e os bafeje com o rotativismo em que se instalaram, em que se deliciam e em que empatam uma alternativa política que fingem querer, mas que é apenas uma vazio disfarçado de pose.
Com os dois à frente do PSD e do CDS, estará criada uma oportunidade de ouro para clarificar uma alternativa verdadeira à esquerda e à direita geométrica que se alimenta dessa esquerda. Essa alternativa tem de começar pelo debate ideológico sobre o que fazer e para onde ir com o poder que o eleitorado atribuir. É neste projecto que se inserem os Estados Gerais da Direita promovidos pela Nova Democracia e cuja 1ª sessão terá lugar no próximo Domingo.
(646) A CHOCANTE NUDEZ DA CIDADANIA
Avanço, desde já, que sou insuspeito em matéria de Administração Pública e de função pública. Sou da oposição de direita ao Governo, acho que nada de verdadeiramente essencial está a mudar, apesar de pequenas e cirúrgicas medidas irem no sentido certo e, por isso, sinto-me à vontade para dizer que o Governo Sócrates (é cada vez mais o Governo Sócrates e cada vez menos o Governo PS) quer legalizar a devassa da vida privada dos funcionários públicos.
O Governo Sócrates pediu um parecer à Comissão Nacional de Protecção de Dados para um eventual futuro Decreto-Lei que prevê estas pérolas de invasão da privacidade dos funcionários públicos:
Dados a cruzar:
Identificação e cadastro contributivo das bases de dados da CGA, ADSE, ADM, SSMJ, SAD da GNR e da PSP, DGITA e IIES;
Nacionalidade, residência e estado civil das bases de dados do Ministério da Justiça;
Benefícios sociais das bases de dados da CGA, ADSE, ADM, SSMJ, SAD da GNR e da PSP, ISS e IIES;
Vínculo laboral com a administração pública da base de dados da DGAP, do ISS e do IESS; - Rendimentos da base de dados da DGITA;
Património mobiliário e imobiliário sujeito a registo das bases de dados do Ministério da Justiça;
Situação escolar dos alunos, relativamente à frequência e aproveitamento;
Obrigações acessórias, designadamente, início, reinício, alteração, suspensão e cessação da actividade, das bases de dados da DGITA, ISS, IESS e Ministério da Educação.
Bases de dados a cruzar:
Subscritores, pensionistas e outros beneficiários da Caixa Geral de Aposentações (CGA);
Beneficiários da ADSE;
Beneficiários da Assistência na Doença aos Militares das Forças Armadas (ADM);
Beneficiários dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça (SSMJ);
Beneficiários da Assistência na Doença (SAD) ao pessoal da GNR e da PSP;
Funcionários públicos e agentes administrativos da Direcção-Geral da Administração Pública (DGAP);
Identificação dos contribuintes fiscais da Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA);
Identificação civil, residência de estrangeiros e registo predial e automóvel, do Ministério da Justiça;
Contribuintes e beneficiários do Instituto da Segurança Social (ISS) e do Instituto de Informática e Estatística da Solidariedade (IIES).
Todos os gestores das bases de dados referidas anteriormente;Direcção-Geral das Contribuições e Impostos;
Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo;Inspecção-Geral de Finanças;
Instituto da Segurança Social, nomeadamente através do Centro Nacional de Pensões;
Centro Nacional de Protecção contra os Riscos Profissionais;Solicitadores de Execução.
Sim, é verdade, a lista é longa e sim, é verdade, tudo começou com o célebre e inocente cartão único do cidadão. A verdade também é que o Governo revela uma vocação verdadeiramente voraz para penetrar na privacidade dos cidadãos. O Big Brother chegou-nos pela mão de José Sócrates. O verdadeiro, não o das câmaras de televisão do célebre concurso a quem só vai quem quer. Com o Governo de Sócrates parece que todos seremos concorrentes forçados do Big Brother politicamente monstruoso que está em construção a partir de São Bento. Depois de pretender criar um coordenador de todas as polícias e serviços de informações do Estado na sua dependência, José Sócrates ambiciona também saber tudo sobre os funcionários públicos. É o Estado policial no seu esplendor. Sempre em democracia, claro.
Em matéria de invasão da privacidade sabe-se sempre como se começa, nunca se sabe como se acaba. Não será por acaso que num país certamente atrasado e terceiro-mundista chamado Reino Unido não há sequer bilhete de identidade, para não pôr em causa a privacidade dos cidadãos.
(645) AO LONGO DOS TEMPOS
(A peça)(644) FICHA DO DIA
quinta-feira, março 08, 2007
(643) AO LONGO DOS TEMPOS
(Pedro Álvares Cabral)(642) FICHA DO DIA
quarta-feira, março 07, 2007
(641) UNIÃO NACIONAL
(640) OTICES
(639) THE BIG BROTHER WANTS TO WATCH YOU!
(O olho)(638) O MÉRITO
(637) AO LONGO DOS TEMPOS
(São Tomás de Aquino)(636) FICHA DO DIA
terça-feira, março 06, 2007
(635) A REFORMA DA SEGURANÇA
(634) AO LONGO DOS TEMPOS
(Maria Helena Vieira da Silva)(633) FICHA DO DIA
segunda-feira, março 05, 2007
(632) KONTRATEMPOS
(631) JÁ NÃO SE PODE SAIR DE CASA
(630) DIREITA VOLVER

(629) AO LONGO DOS TEMPOS
(Prokofiev)(628) FICHA DO DIA
(José Relvas)domingo, março 04, 2007
(627) MANUEL BENTO

(626) EIS A DIFERENÇA
E eu explico. Costumo explicar com gosto. A maior objecção que recebo é que eu e as pessoas que tomaram idênticas atitudes fizémos mal. Que devíamos ter ficado e esperado que chegasse a hora de tomar o poder interno outra vez. Infelizmente, a maioria das pessoas acha pouco para sair de um Partido divergências ideológicas, de princípio. Porque estão habituadas à política do golpe e do rotativismo do poleiro, do tacho, do motorista, do palanque. Temos que o aceitar e respeitar. Mas não devemos ceder a essa visão da política.
Costumo contra-argumentar que, além das razões de princípio, existiram outras, que têm essencialmente a ver com o facto de o CDS se ter tornado um partido exactamente igual aos piores partidos do sistema, em matéria de clientelismo e de promiscuidade de influências. E costumo dar exemplos relacionados com decisões de militantes do CDS que exerceram funções governativas e autárquicas.
Aveiro tem dado um poderoso contributo neste domínio. O líder do PS de Aveiro, Raul Martins, anunciou que vai participar ao Ministério Público, com vista à perda de mandato, que o líder da bancada do CDS na Assembleia Municipal, exerce funções directivas numa empresa municipal. Para Raul Martins, a questão de fundo é o «princípio ético no desempenho de cargos públicos de ninguém poder ser juiz em causa própria», lembrando que a Assembleia é órgão fiscalizador por excelência. O líder da bancada do PS criticou também o presidente da Câmara, Élio Maia, por ter nomeado administradores de duas empresas municipais (EMA e PDA) dois deputados municipais, um dos quais do CDS.
Raul Martins daria uma preciosa ajuda a José Sócrates no Governo, no sentido de ajudar o PS a não fazer estas malandrices nas empresas do Estado onde coloca os boys desempregados do activo partidário. Mas tem razão no plano dos princípios.
Por outras palavras: o CDS, mal chega ao poder, no Governo (é ver a administração da Caixa Geral de Depósitos) ou ao poderzinho, nas autarquias, serve-se como aqueles que critica. Faz exactamente a mesma coisa. Tem exactamente o mesmo comportamento. Faz exactamente o mesmo aos princípios: manda-os para debaixo dos móveis.
O CDS em Lisboa critica as poucas vergonhas de Carmona Rodrigues e do PSD na Câmara Municipal e nas empresas municipais. Em Aveiro faz exactamente o mesmo que critica em Lisboa. É esta falta de coluna que fez do CDS um partido vulgar, banal e tão guloso como os partidos que diz criticar. Numa palavra: um local pouco recomendável e sem qualquer autoridade moral ou política para criticar o PS e o PSD.
Eis a diferença: com a Nova Democracia esta promiscuidade, esta gula, esta confusão de interesses acabava, pela simples razão de que acabavam as empresas municipais. Se a Câmara de Aveiro acha que há actividades que devem ser prosseguidas de forma empresarial, que dê o exemplo e deixe a iniciativa económica privada produzir. Extinga as empresas municipais, com o seu exército de ordenados, administradores, directores, assessores, familiares e amigos, que ainda por cima acumulam com funções autárquicas onde podem influenciar decisões em benefício duplo, triplo e quádruplo. Acabe com a pouca vergonha. Ganha uns tostões, que bem precisa, e sobretudo dá um poderoso contributo para aumentar os níveis de higiene política.
(625) IDENTIDADE NACIONAL
Certamente é isso que explica que se atolem num ridículo concurso televisivo sobre a escolha de quem foi o melhor português de sempre, uma tolice verdadeiramente lumpen e ponham bandeirinhas à janela a pedido do Professor Marcelo em quem não votam quando podem e do Sr. Luís Filipe, que acham que ganha dinheiro a mais.
Mas esta semana, repito, foi um grande dia para a identidade nacional. Uma autarca de Felgueiras afirmou perante um Juiz e um Procurador do Ministério Público que todos os partidos tinham contas paralelas. Pretendia-se desculpar pelo facto de o seu também as ter. Convoca-se José Sócrates a esclarecer esta negritude do PS de Felgueiras e pergunta-se ao Ministério Público se vai mandar extrair certidão destas declarações para abrir inquérito. Sendo certo que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que nada disto aconteça.
Ficou também a saber-se que a NATO desmentiu Luís Amado sobre informações que este prestou ao Parlamento sobre o caso dos voos da CIA. No fundo parece que estas declarações foram declarações paralelas à verdade. Digamos paralelas para evitar processos e inquéritos que, nalguns casos são extremamente rápidos embora noutros sejam extremamente demorados. Certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que um ministro seja assim posto em causa por uma organização internacional de tanto prestígio e influência como é o caso da NATO.
Ficou ainda a saber-se que, depois dos tempos em que os alunos levavam pancada dos professores, incluindo reguadas nas mãos e nas pernas (vão desculpar-me os leitores este pequeno apontamento auto-biográfico pelo qual vos afianço que jamais esquecerei a minha professora da 2ª classe), agora são os professores que levam pancada dos alunos e, supra-sumo da barbárie, das famílias dos alunos. A disciplina nas escolas continua a ser considerada pelos pedagogos modernos uma violência a que não devem sujeitar-se as criancinhas, futuros estafermos de elite devidamente acolitados pelos energúmenos dos familiares que estão transformados em escolta ilegal. Mas certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, recorrendo se necessário ao Infante D. Henrique, ao Eusébio e ao Figo para afugentar pesadelos da vida real.
Lá diz o velho ditado: quem feio ama, bonito lhe parece.
(624) AO LONGO DOS TEMPOS
(Ponte Hintze Ribeiro)Nesta data, em 1777, D.Maria I demitia Marquês de Pombal de todos os cargos e ordenava o seu desterro. Em 1811, o general Massena iniciava a retirada do seu exército de Portugal, finalizando a terceira invasão francesa. Em 1933, Franklin Roosevelt assumia a presidência dos EUA, no primeiro mandato. Em 1965, a Síria nacionalizava a indústria petrolífera. Em 1984, morria o poeta Pedro Homem de Melo, 80 anos.Em 1998, o almirante Fuzeta da Ponte era exonerado do cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Em 2001, o tabuleiro da centenária ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro, ligando Entre-os-Rios e Castelo de Paiva, caía, às 21:10 horas, arrastando consigo um autocarro onde seguiam 53 passageiros, e três automóveis, com seis pessoas. Não houve sobreviventes. Em 2003, a Barragem do Alqueva abria uma comporta para permitir o início da demolição da velha Aldeia da Luz. No mesmo dia, em Portugal, batia-se o recorde mundial da maior concentração de palhaços, ao juntarem-se 1226, em Viana do Castelo. Em 2004,morriam José Manuel Coelho Ribeiro, 71 anos, antigo presidente do Conselho de Gerência da RTP, e Claude Nougaro, 74 anos, cantor e poeta francês. Em 2005, morria o jornalista e profissional da rádio José Matos Maia, 73 anos, produtor da versão portuguesa de "A Guerra dos Mundos"/"A Invasão dos Marcianos", inspirada na encenação de Orson Welles sobre a obra de H.G.Wells.
(623) FICHA DO DIA

(Infante D. Henrique)





