quarta-feira, março 07, 2007
(638) O MÉRITO
(637) AO LONGO DOS TEMPOS
(São Tomás de Aquino)(636) FICHA DO DIA
terça-feira, março 06, 2007
(635) A REFORMA DA SEGURANÇA
(634) AO LONGO DOS TEMPOS
(Maria Helena Vieira da Silva)(633) FICHA DO DIA
segunda-feira, março 05, 2007
(632) KONTRATEMPOS
(631) JÁ NÃO SE PODE SAIR DE CASA
(630) DIREITA VOLVER

(629) AO LONGO DOS TEMPOS
(Prokofiev)(628) FICHA DO DIA
(José Relvas)domingo, março 04, 2007
(627) MANUEL BENTO

(626) EIS A DIFERENÇA
E eu explico. Costumo explicar com gosto. A maior objecção que recebo é que eu e as pessoas que tomaram idênticas atitudes fizémos mal. Que devíamos ter ficado e esperado que chegasse a hora de tomar o poder interno outra vez. Infelizmente, a maioria das pessoas acha pouco para sair de um Partido divergências ideológicas, de princípio. Porque estão habituadas à política do golpe e do rotativismo do poleiro, do tacho, do motorista, do palanque. Temos que o aceitar e respeitar. Mas não devemos ceder a essa visão da política.
Costumo contra-argumentar que, além das razões de princípio, existiram outras, que têm essencialmente a ver com o facto de o CDS se ter tornado um partido exactamente igual aos piores partidos do sistema, em matéria de clientelismo e de promiscuidade de influências. E costumo dar exemplos relacionados com decisões de militantes do CDS que exerceram funções governativas e autárquicas.
Aveiro tem dado um poderoso contributo neste domínio. O líder do PS de Aveiro, Raul Martins, anunciou que vai participar ao Ministério Público, com vista à perda de mandato, que o líder da bancada do CDS na Assembleia Municipal, exerce funções directivas numa empresa municipal. Para Raul Martins, a questão de fundo é o «princípio ético no desempenho de cargos públicos de ninguém poder ser juiz em causa própria», lembrando que a Assembleia é órgão fiscalizador por excelência. O líder da bancada do PS criticou também o presidente da Câmara, Élio Maia, por ter nomeado administradores de duas empresas municipais (EMA e PDA) dois deputados municipais, um dos quais do CDS.
Raul Martins daria uma preciosa ajuda a José Sócrates no Governo, no sentido de ajudar o PS a não fazer estas malandrices nas empresas do Estado onde coloca os boys desempregados do activo partidário. Mas tem razão no plano dos princípios.
Por outras palavras: o CDS, mal chega ao poder, no Governo (é ver a administração da Caixa Geral de Depósitos) ou ao poderzinho, nas autarquias, serve-se como aqueles que critica. Faz exactamente a mesma coisa. Tem exactamente o mesmo comportamento. Faz exactamente o mesmo aos princípios: manda-os para debaixo dos móveis.
O CDS em Lisboa critica as poucas vergonhas de Carmona Rodrigues e do PSD na Câmara Municipal e nas empresas municipais. Em Aveiro faz exactamente o mesmo que critica em Lisboa. É esta falta de coluna que fez do CDS um partido vulgar, banal e tão guloso como os partidos que diz criticar. Numa palavra: um local pouco recomendável e sem qualquer autoridade moral ou política para criticar o PS e o PSD.
Eis a diferença: com a Nova Democracia esta promiscuidade, esta gula, esta confusão de interesses acabava, pela simples razão de que acabavam as empresas municipais. Se a Câmara de Aveiro acha que há actividades que devem ser prosseguidas de forma empresarial, que dê o exemplo e deixe a iniciativa económica privada produzir. Extinga as empresas municipais, com o seu exército de ordenados, administradores, directores, assessores, familiares e amigos, que ainda por cima acumulam com funções autárquicas onde podem influenciar decisões em benefício duplo, triplo e quádruplo. Acabe com a pouca vergonha. Ganha uns tostões, que bem precisa, e sobretudo dá um poderoso contributo para aumentar os níveis de higiene política.
(625) IDENTIDADE NACIONAL
Certamente é isso que explica que se atolem num ridículo concurso televisivo sobre a escolha de quem foi o melhor português de sempre, uma tolice verdadeiramente lumpen e ponham bandeirinhas à janela a pedido do Professor Marcelo em quem não votam quando podem e do Sr. Luís Filipe, que acham que ganha dinheiro a mais.
Mas esta semana, repito, foi um grande dia para a identidade nacional. Uma autarca de Felgueiras afirmou perante um Juiz e um Procurador do Ministério Público que todos os partidos tinham contas paralelas. Pretendia-se desculpar pelo facto de o seu também as ter. Convoca-se José Sócrates a esclarecer esta negritude do PS de Felgueiras e pergunta-se ao Ministério Público se vai mandar extrair certidão destas declarações para abrir inquérito. Sendo certo que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que nada disto aconteça.
Ficou também a saber-se que a NATO desmentiu Luís Amado sobre informações que este prestou ao Parlamento sobre o caso dos voos da CIA. No fundo parece que estas declarações foram declarações paralelas à verdade. Digamos paralelas para evitar processos e inquéritos que, nalguns casos são extremamente rápidos embora noutros sejam extremamente demorados. Certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, mesmo que um ministro seja assim posto em causa por uma organização internacional de tanto prestígio e influência como é o caso da NATO.
Ficou ainda a saber-se que, depois dos tempos em que os alunos levavam pancada dos professores, incluindo reguadas nas mãos e nas pernas (vão desculpar-me os leitores este pequeno apontamento auto-biográfico pelo qual vos afianço que jamais esquecerei a minha professora da 2ª classe), agora são os professores que levam pancada dos alunos e, supra-sumo da barbárie, das famílias dos alunos. A disciplina nas escolas continua a ser considerada pelos pedagogos modernos uma violência a que não devem sujeitar-se as criancinhas, futuros estafermos de elite devidamente acolitados pelos energúmenos dos familiares que estão transformados em escolta ilegal. Mas certo mesmo é que os portugueses continuarão a amar Portugal, recorrendo se necessário ao Infante D. Henrique, ao Eusébio e ao Figo para afugentar pesadelos da vida real.
Lá diz o velho ditado: quem feio ama, bonito lhe parece.
(624) AO LONGO DOS TEMPOS
(Ponte Hintze Ribeiro)Nesta data, em 1777, D.Maria I demitia Marquês de Pombal de todos os cargos e ordenava o seu desterro. Em 1811, o general Massena iniciava a retirada do seu exército de Portugal, finalizando a terceira invasão francesa. Em 1933, Franklin Roosevelt assumia a presidência dos EUA, no primeiro mandato. Em 1965, a Síria nacionalizava a indústria petrolífera. Em 1984, morria o poeta Pedro Homem de Melo, 80 anos.Em 1998, o almirante Fuzeta da Ponte era exonerado do cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Em 2001, o tabuleiro da centenária ponte Hintze Ribeiro, sobre o rio Douro, ligando Entre-os-Rios e Castelo de Paiva, caía, às 21:10 horas, arrastando consigo um autocarro onde seguiam 53 passageiros, e três automóveis, com seis pessoas. Não houve sobreviventes. Em 2003, a Barragem do Alqueva abria uma comporta para permitir o início da demolição da velha Aldeia da Luz. No mesmo dia, em Portugal, batia-se o recorde mundial da maior concentração de palhaços, ao juntarem-se 1226, em Viana do Castelo. Em 2004,morriam José Manuel Coelho Ribeiro, 71 anos, antigo presidente do Conselho de Gerência da RTP, e Claude Nougaro, 74 anos, cantor e poeta francês. Em 2005, morria o jornalista e profissional da rádio José Matos Maia, 73 anos, produtor da versão portuguesa de "A Guerra dos Mundos"/"A Invasão dos Marcianos", inspirada na encenação de Orson Welles sobre a obra de H.G.Wells.
(623) FICHA DO DIA

(Infante D. Henrique)



