
terça-feira, fevereiro 13, 2007
(504) PÚBLICO
(503) AO LONGO DOS TEMPOS

(502) FICHA DO DIA
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
(501) OBJECÇÃO DE INCONSCIÊNCIA
(500) ALGUMAS RAZÕES PARA O SIM
(499) FECHOU O BLOGUE DO NÃO
(498) NOVA SONDAGEM
(497) AO JUMENTO
(496) O SISMO
(495) REVISTA DE BLOGUES (15)
(494) BONS EXEMPLOS
(493) AO ANÓNIMO
(492) AO LONGO DOS TEMPOS
(Júlio Cortazar)(491) FICHA DO DIA
domingo, fevereiro 11, 2007
(490) ENTRE O SIM E O NÃO
(489) PROCURA-SE
(488) MISTÉRIOS DEMOCRÁTICOS
(487) ABORTO E GRAMÁTICA
(486) CORREIA DE CAMPOS
(485) A MAGIA DA NOITE
(484) O ESCONDIDINHO
(483) A DUPLA PERGUNTA
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
(482) NÃO
(481) O MEU NÃO
Eu voto não.
A vida humana intra-uterina é digna de toda a protecção jurídica e a sua violação, como a da vida em geral, é crime. E continuará a sê-lo. Se ganhar o não, tal como sucede hoje. Se ganhar o sim, a partir das dez semanas. A injunção moral da norma incriminadora, tão abjurada pelos partidários do sim, subsistirá a partir das dez semanas. O que os partidários do sim não conseguem é explicar qual o misterioso facto que justifica a abolição dessa injunção moral até às dez semanas.
Diga-se, aliás, em abono da verdade, que todas as normas penais incriminadoras reflectem e exprimem uma moral, pelo que é absurdo o argumento que se deve votar sim porque supostamente o direito penal deve ser amoral, no sentido de que não deve projectar nenhuma consideração de natureza moral. Esta que está em discussão é de uma humanidade básica. Basta ouvir o que tem sido dito por vários partidários do sim acerca da vida humana intra-uterina. Melhor que eu eles fizeram uma feroz campanha pelo não. De pequeno rato a pinto, de coisa a um resto de período, de tudo se foi ouvindo acerca do feto. O problema é que a humanidade não vale só para quem aborta, deve também valer para um terceiro que, definitivamente, não pediu para existir.
Qual a diferença de um feto com nove semanas e seis dias e de outro com dez semanas e um dia? Ninguém explicou. Ninguém sabe. Como resolver com o sim o problema do aborto clandestino que subsistirá? Ninguém explicou. Ninguém sabe. E ninguém explicou porque a resposta à primeira pergunta é nenhuma e à segunda é não resolve. O que significa que as razões do sim subsistirão mesmo que o sim ganhe.
A opção que se coloca é a meu ver clara: ou se entende que a vida humana intra-uterina é digna de tutela penal e essa tutela terá de ter uma consequência penal ou então, desaparecendo essa tutela terá de desaparecer a consequência. O que não faz para mim sentido é a bizarria de querer criar um crime em teoria e um não crime na prática, por outras palavras um não na urna e um sim no Parlamento. O que retira conteúdo útil ao referendo é levar os cidadãos a votar numa solução, a qual depois não se aplica.
Duas palavras finais. O PS, o PSD e o CDS deviam ter vergonha de nada terem feito nos últimos anos para aplicar o que dizem ser necessário fazer para evitar o aborto. Todos estiveram no Governo, todos tiveram maiorias parlamentares e fizeram rigorosamente nada. Nem sequer foram capazes de estudar a realidade do aborto clandestino para se conhecer a verdadeira dimensão do problema. Por isso soam muito mal as lágrimas de crocodilo sobre a prevenção que esses três partidos agora choram.
Se o sim ganhar no domingo os partidários do não têm a estrita obrigação de continuar a lutar pela realização de novo referendo a realizar o mais tardar até 2016, que foi o tempo que durou o resultado do último referendo. Da mesma forma que os partidários do sim não descansaram enquanto não conseguiram realizar um novo referendo que desse a resposta que eles queriam que o outro tivesse dado.
(480) O MEDO DO DIA SEGUINTE
Talvez porque o Governo esteja com medo do dia seguinte.
(479) TEATRO DO VERDADEIRO EM AVEIRO

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
(478) AO LONGO DOS TEMPOS
(Bill Haley)Em 2004, a PT Comunicações iniciava o processo de reembolso do valor do impulso de activação de chamada. Em 2005, um atentado da ETA, em Madrid, junto ao Palácio de Congressos, feria 40 pessoas. Em 2006, o governo sul-africano reabria o inquérito ao desastre aéreo que vitimou o presidente de Moçambique Samora Moisés Machel, em Outubro de 1986.
(477) FICHA DO DIA
(Carmen Miranda)quinta-feira, fevereiro 08, 2007
(476) MEMÓRIAS
(475) A PROVA
(474) CONSPIRAÇÕES CONTRA O SIM
Al Gore em Lisboa.
Promulgação da Lei das Finanças Regionais por Cavaco Silva.
Reunião de emergência da Comissão Política do PSD Madeira.
Neve no Reino Unido dificulta ligações aéreas com Portugal.
Instituto de Meteorologia prevê chuva e vento no domingo.
AR discute proibição de embalagens demasiado grandes ( sim, não é ...).
Lojistas querem falência do Freeport de Alcochete.
E acho que ainda vai haver mais.
(473) SALVA A TERRA
(472) CORTA-FITAS
(471) AO LONGO DOS TEMPOS
(Maria Stuart)(470) FICHA DO DIA
(469) REVISTA DE BLOGUES (14)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
(468) MAOMÉ, CIGARRINHO E VIDA SEDENTÁRIA EM RISCO
(467) TOCA A TODOS
(466) ATRASO ÚNICO
(465) HOJE HÁ FESTA
(464) FILOSOFIA POLÍTICA
(463) AO LONGO DOS TEMPOS
(Sebastião da Gama)(462) FICHA DO DIA
terça-feira, fevereiro 06, 2007
(461) MAIS HISTÓRIA
(460) O TUBO DE ENSAIO
(Lixívia Fascinante)Cavaco Silva apontou a «necessidade de legislação e procedimentos administrativos claros, não só sobre o tabagismo, mas no combate ao consumo excessivo de álcool, obesidade e estilos de vida sedentários». Já se sabia que o exercício quotidiano da função presidencial deve ser uma maçada. Lápides, protocolo, inaugurações de fontanários e congressos vários. Daí que seja fácil resvalar quando não há dissolução da AR à vista, demissão do Governo no horizonte ou conflitualidade estratégica, se compreenda que o Presidente, qualquer que ele seja, tenha de inventar. Que Cavaco Silva queira combater o tabagismo não surpreende, É o suprasumo do politicamente correcto que possuiu a sua ascenção presidencial. Mas parece que o pior está para vir. Parece que a nova cruzada presudencial vai ser criar legislação contra estilos de vida sedentários. O Presidente teve a bondade de não especificar, mas penso que estar sentado, não apetecer fazer jogging ou footing, estar-se nas tintas para o exercício físico serão estilos de vida sedentários. Quererá Cavaco Silva meter-nos num tubo de ensaio? Sonhará com uma nova raça asséptica, pura, alva, limpinha? Ocupem o Preisdente, por favor, rapidamente e força.
(459) A DISSECAÇÃO DA PERGUNTA
(458) UM PAÍS EM FORMA DE ASSIM
Pense bem: está em Portugal, um país declarado oficialmente de tanga desde 2002. O facto do classificador ter emigrado é a melhor prova da penúria pública. Onde habita um povo que todos os anos tem sido chamado a sacrifícios e mais sacrifícios, em nome da redução de uma despesa, a pública, que não há maneira de ser endireitada. Um país cujo povo, diz-se, está endividado por causa da casa, do carro, do computador, das férias. Um país onde os salários, dizem os sindicalistas que não visitam o seu posto de trabalho há vários lustros, descem em termos reais ano após ano. Onde os trabalhadores são acusados de não produzirem, as empresas de não gerirem, os políticos de se servirem… Pense bem: acha realmente plausível obter o prémio? Por outras palavras: acha possível um povo, num país assim, consumir o suficiente para fazer de si o campeão europeu dos lucros dessa rede de distribuição, vulgo supermercados?
Pois claro, a sua resposta, sensata, lógica e prudente deverá ser um óbvio não!
Engana-se, caro leitor. Teria fortes hipóteses de alcançar o almejado prémio. E não, não é filosofia nem prosápia. É mesmo verdade. Existem redes de distribuição europeias onde os gestores que mais vendem são os que estão em Portugal. E esta realidade não admite duas explicações, mas apenas uma: os portugueses são dos europeus que mais consomem. E, em consequência, dos que mais dinheiro dão a ganhar aos empresários da grande distribuição comercial.
Esta realidade aparentemente contraditória, tem sido objecto de reflexão. Um desses responsáveis avançou uma explicação, num encontro que recentemente manteve com outros empresários e responsáveis políticos da Nova Democracia.
Dizia ele que em Portugal todos os jovens têm um objectivo: serem proprietários aos 30 anos. De casa, de carro, de outros bens duradouros. Que esses jovens não admitem sequer a situação transitória dos arrendamentos. Onde antigamente a propriedade era o culminar de uma vida de trabalho, de progresso na carreira e nos rendimentos, hoje tornou-se um ponto de partida e não um ponto de chegada. Para alcançar essa posição de proprietários precoces, sem uma estrutura de rendimento que o permita verdadeiramente, têm necessariamente de se endividar junto da banca.
Tornam-se então ilusórios proprietários de coisa nenhuma. E é assim que aos 40 anos a classe média, de idade e de rendimento, se vê rodeada de dívidas por todos os lados. Para esse gestor, verdadeiramente surpreendido com os elogios que lhe são dirigidos pelos altos responsáveis do grupo pelos resultados que obtém no nosso mercado de 10 milhões de consumidores (as crianças são cada vez mais consumidores por interpostos pais…) essa geração endividada vinga-se dessa situação que ela própria criou, consumindo, consumindo até não poder mais. Usando para tanto o cartão de crédito como sucedâneo da moeda de circulação corrente e recorrendo, se necessário for, a mais e mais endividamento.
É uma teoria com evidentes pontos de contacto com a realidade. Mas que não augura um futuro sadio para o país. Conceber a vida sem esforço, onde tudo se pode resolver e obter instantaneamente e a crédito, é encomendar um caixão financeiro cheio de cores por fora, mas sinistro por dentro. É um futuro eternamente adiado. Esta situação complexa resulta de muitos e variados factores, muitos deles induzidos pela publicidade, pela programação televisiva dos quinze minutos de fama, pela falta de coragem política para enfrentar a situação e por gerações de promessas de sonhos fáceis que não resistem às primeiras 48 horas de Governo.
Este ciclo tornou-se vicioso, porque alimentado em campanhas eleitorais onde se mente para ter votos. Os portugueses tornaram-se campeões mundiais do desta vez é que é. E assim vai vivendo. Até um dia se fartar.
(457) AO LONGO DOS TEMPOS
(Tomás Ribeiro)(456) FICHA DO DIA
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
(455) BEM DITO
(454) SÓ PARA LEMBRAR
(453) TORTURA
(452) AO LONGO DOS TEMPOS
(451) FICHA DO DIA
domingo, fevereiro 04, 2007
(450) GRANDES TEXTOS PORTUGUESES
(449) O SIM TREME, O NÃO SOBE
(448) AO LONGO DOS TEMPOS

(447) FICHA DO DIA
(Isabel Peron)sábado, fevereiro 03, 2007
(446) NÃO É SÓ O ATLÉTICO E O LEIRIA

(445) AS 7 MARAVILHAS DE VILA VIÇOSA
Da lista original de 61 monumentos do Concelho de Vila Viçosa, chegam agora à votação final 21 monumentos. Estão representados Vila Viçosa, Pardais e São Romão, não tendo Bencatel nenhum representante nesta lista final.
São 21 monumentos que poderão encontrar detalhadamente na barra lateral deste blogue, clicando em cada um para poderem aceder à sua descrição e às suas imagens. Após ter escolhidos os seus 7 monumentos preferidos, envie um e-mail para orestaurador@gmail.com ou terrasdemarmore@sapo.pt indicando o seu nome, a sua localidade e os 7 monumentos que acha que merecem que sejam consagrados como as 7 Maravilhas de Vila Viçosa.
Tarefa dificil, nós sabemos.Cada pessoa poderá apenas votar uma vez, e os resultados das 7 Maravilhas de Vila Viçosa irão ser divulgados no dia 7 de Julho de 2007, em simultâneo com as 7 Novas Maravilhas do Mundo e com as 7 Maravilhas de Portugal. E falando em 7 Maravilhas de Portugal, já votou no Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal? Se ainda não o fez, aproveite para votar no site das 7 Maravilhas de Portugal.Iremos também ter mais iniciativas no âmbito das 7 Maravilhas de Vila Viçosa e das 7 Maravilhas de Portugal que iremos divulgar aqui e nos blogues de apoio atempadamente. E todos vós estão desde já convidados a participar!Vila Viçosa terra de tradições, história e património, une-se deste modo à votação do Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal.
Uma das mais belas vilas de Portugal, fulcral no decorrer da história de Portugal, sendo o Rei Restaurador da Independência, D. João IV, natural de Vila Viçosa, assim como muitas outras personalidades portuguesas como D. Catarina de Bragança, Florbela Espanca, Henrique Pousão, Públia Hortênsia de Castro, Bento de Jesus Caraça, Martim Afonso de Sousa Cristóvão de Brito Pereira, D. Constatino de Bragança, Artur Bívar, Túlio Espanca, Nuno Portas entre muitos outros...
Venha até Vila Viçosa e faça o roteiro das Maravilhas de Vila Viçosa, visite os 21 candidatos e depois vote nos 7 candidatos seus preferidos. Verá que não se irá arrepender, pois como se canta em Vila Viçosa "... e não há tenho a certeza, terra com tanta beleza, como tem Vila Viçosa!"Deixo-vos agora a listagem dos 21 finalistas: Anta dos Apóstolos (Pardais)Capela RealCastelo e Torre de Menagem de Vila ViçosaConvento dos CapuchosConvento e Igreja da EsperançaConvento e Igreja das ChagasConvento e Igreja dos AgostinhosEstação Ferroviária de Vila ViçosaEstátua Equestre D. João IVFonte da Praça (antiga Fonte do Carrascal)Igreja de Nossa Senhora da LapaIgreja de Nossa Senhora da PiedadeIgreja de São BartolomeuPaço Ducal de Vila ViçosaPelourinho de Vila ViçosaPonte RomanaPorta do Nó ou Porta da VilaPorta dos NósSantuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila ViçosaTapada RealTerreiro do Paço.
Os Monumentos estão lançados, podem começar a votar! Vote nas 7 Maravilhas de Vila Viçosa. Vote no Paço Ducal de Vila Viçosa para as 7 Maravilhas de Portugal
(444) LEMBRAM-SE DELE?
(443) REVISTA DE BLOGUES (13)
Tempo de Antena, por Pedro Correia, no Corta-Fitas.
(442) AO MACROSCÓPIO
(441) O VERDADEIRO ROSTO DO SIM
(440) PARABÉNS
(439) O COMÉRCIO DOS DEPUTADOS
(438) O INDULTO DA IRRESPONSABILIDADE
(437) TGV
(436) ÉTICA
Francisco Sarsfield Cabral, no Diário de Notícias
(435) AO LONGO DOS TEMPOS
(Livro da Obras de Garcia de Resende)Em 1888, era fundada a Associação Lisbonense de Proprietários. Em 1919, realizava-se a primeira reunião da Sociedade das Nações, em Paris. Em 1927, ocorria, no Porto, sob o comando do general Sousa Dias, o primeiro movimento de revolta contra a ditadura saída do golpe de 28 de Maio de 1926. A revolta seria secundada, em Lisboa, no dia 7, e dominada pouco depois. Em 1966, a nave espacial soviética Luna-9, não tripulada, pousava na Lua. Em 1969, o primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane, era assassinado na Tanzânia. Em 1979, Torres Vedras era elevada a cidade. Em 1988, os 17 tripulantes da caravela Bartolomeu Dias, réplica das naus dos séculos XV-XVI, desembarcavam em Mossel Bay, na África do Sul, no lugar onde 500 anos chegara o navegador português. Em 1989, morria o cineasta norte-americano John Cassavetes, 59 anos, realizador de "Shadows", "Too Late Blues", "A Child is Waiting", "Faces", "A Woman under Influence", "Opening Night", "Glória", "Love Streams". Na mesma data, um golpe militar derrubava o presidente do Paraguai, Alfredo Stroessner, no poder desde 1954. Em 1990, a sexta cimeira luso-espanhola decidia antecipar a livre circulação de pessoas entre Portugal e Espanha, em relação à União Europeia. Em 1991, o Partido Comunista Italiano, reunido em Rimini, no 20º e último congresso, transformava-se em Partido Democrático de Esquerda. Em 1994, o presidente norte-americano, Bill Clinton, anunciava o fim do embargo económico ao Vietname, em vigor há 19 anos. Em 1995, Durão Barroso candidatava-se à liderança do PSD e Santana Lopes assumia-se o candidato da ruptura. No mesmo dia, morria Maria da Graça, 74 anos, cantora e actriz "O Pátio das Cantigas". Em 2001, o dirigente da direita israelita, Ariel Sharon, vencia as eleições. Em 2003, morria o cineasta português João César Monteiro, Leão de Prata em Veneza. Em 2006, verificavam-se manifestações no Reino Unido, Gaza, Jordânia, Irão, Turquia, Indonésia, Síria e Marrocos em protesto pela publicação de caricaturas do profeta Maomé, num semanário dinamarquês, no final de 2005. A pílula abortiva, até às nove semanas, passava a ser adoptada pelos hospitais portugueses.
(434) FICHA DO DIA
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
(433) ABORTO SIM, URGÊNCIAS NÃO
André Azevedo Alves, no Blogue do Não.
O certo é aborto Não, urgências Sim.
(432) UM BLOGUE A ACOMPANHAR
(431) ESPELHO
(430) DISCRIMINAÇÂO
(429) TEMPO DE ANTENA
(428) CHINESICES,,,
Ordem da Instrução PúblicaFrancisco Galope, na Visaoonline
(427) O NÃO SOBE
André Azevedo Alves, no Blogue do Não.
(426) O ENTREPOSTO
O Parlamento aprovou em Maio do ano passado, por proposta do PS, o novo regime de substituição de deputados, que será mais restritivo, mas ainda assim aquém do necessário para alcançar uma efectiva credibilidade institucional do Parlamento. No entanto, as novas regras só deverão entrar em vigor na próxima legislatura.
O Parlamento é a corrente de ar do sistema. É uma espécie de entreposto político onde se vai de vez em quando mandar umas bocas. São os deputados os primeiros a transmitir aos cidadãos a ideia de que o mandato é coisa secundária em face de uma presidência de câmara, de uma lugar de administrador nas empresas socialistas que o Estado controla ou simplesmente em tarefas partidárias. Não espanta que o povo pague na mesma moeda e julgue os deputados como se de um grupo de excursionistas se tratasse.
(425) UM PAÍS DISTRAÍDO
O ministro da Economia continua a ser o patinho feio do Governo, sempre a desfazer com método insuperável a teia mediática que o Primeiro-Ministro, com insuperável competência vai urdindo, para pôr o país a discutir o que lhe convém e não o que convém ao país.
A RTP, empresa de televisão do Estado, conseguiu também o impensável. Mobilizar o país para uma votação recreativa e inconsequentemente anacrónica, sobre qual terá sido o maior português de sempre, onde mistura portugueses literalmente desconhecidos com muitos outros tão comparáveis entre si como José Mourinho, Luís de Camões e a obscura ministra de Educação de Santana Lopes.
Parece que não gostámos de ser confrontados com a verdade: a de que os portugueses amam no inconsciente Salazar e Cunhal. Será de utilizar o ditado do político de Sta. Comba Dão, que em política o que parece é? Não sei. Talvez não. Mas não deixa de ser bizarro ver ir a votos os dois maiores adversários da democracia do século XX português. E lá andam colunistas e intelectuais a discutir as pessoas, os critérios, a seriedade da votação, a mobilização das militâncias, o envio de sms’s a atrair incautos a votar nas duas figuras, a psiquiatria da Nação. E Sócrates lá vai fazendo o seu caminho.
O PSD e o CDS parece só terem um assunto que os preocupa. Deitar os respectivos líderes abaixo o mais depressa e com o maior espectáculo possível. Para quê? Para romperem com o bloco central dos interesses? Não. Para mudarem o seu projecto político com a finalidade de mobilizar o país para substituir Sócrates? Não. Para construírem um projecto político diferente, alternativo e mobilizador? Não, visto que concordam com o essencial do sistema de que são paizinhos desvelados. Apenas para garantir que as listas de deputados em 2009 vão ter lá os seus nomes para mais quatro anos de paz parlamentar e sossego pessoal. As cadeiras, sempre as cadeiras.
Para cúmulo, a Câmara de Lisboa entrou neste espectáculo. A situação da CML é o espelho simbólico do fracasso do PS, do PSD e do CDS a nível nacional. É uma miniatura condensada, um episódio compacto, como os que as televisões costumam passar aos fins de semana das telenovelas venezuelanas, da vida política portuguesa. E promete.
No meio disto tudo a esperança no futuro é difícil, mesmo que venham investimentos indianos e chineses aproveitar a mão de obra barata portuguesa. Mas é essencial lutar por ela. É, aliás, nestes momentos, que é mais necessário.
(424) O FUTEBOL E O PAÍS

Esta situação demonstra uma coisa óbvia: o futebol português parece ter percebido que não se pode viver indefinidamente à custa do futuro e do incerto. E que, sobretudo, não se pode viver indefinidamente com o dinheiro que não se tem. A situação financeira dos principais clubes de futebol não é diferente da situação do país. E, como fez o próprio país, andou anos demais a assobiar para o lado, a viver do que tinha e do que não tinha. Parece que a hora da verdade chegou. Há estádios para pagar, receitas recebidas antecipadamente que já não virão, e tudo isto sem ter durante anos a fio desenvolvido o grande factor diferenciador do futebol português que é a formação de jogadores.
A gestão desportiva dos clubes tem sido escrava da ansiedade dos cada vez menos adeptos que se mobilizam à porta dos treinos, que assobiam ou aplaudem jogadores e que estão sempre prontos para exigir o céu e a terra aos dirigentes, aos treinadores e às equipas. É uma péssima gestão desportiva. Trocam-se jogadores por trocar, sem ganhos visíveis e apenas para desenvolver o mercado dos empresários. Trocam-se treinadores porque uma bola não entra. Não se desenvolvem projectos desportivos sustentados, para atingir objectivos a médio prazo.
Que melhor retrato do país podemos ter?
Acresce que, entretanto o futebol transformou-se numa indústria. Com sociedades comerciais, com cotação dessas sociedades em bolsa, nalguns casos, com activos e passivos e exigências legais a condizer com as de qualquer sociedade comercial. O problema é que, ao contrário do que acontece com as outras sociedades comercias, nas sociedades anónimas desportivas há um clube com associados por trás. O clube é uma instância legitimadora ou deslegitimadora das sociedades anónimas desportivas. E esta é que é uma realidade específica que nas outras indústrias não existe. Não é por acaso que os clubes têm adeptos e as outras marcas apenas têm consumidores.
Vêm estas reflexões a propósito do momento difícil que se vive no Beira-Mar, apenas meses depois da euforia da subida de divisão. E também da contestação que um projecto empresarial pouco explicado e perceptível pelos adeptos está a gerar. Nada disto é bom pronúncio para o futuro. A cidade de Aveiro tem história, tradição, economia e potencialidades para ter no futebol uma das suas marcas de afirmação. Seria lamentável que, por repetir os erros que já custaram caríssimo a outros clubes também cheios de tradição e potencialidade, Aveiro viesse, também no futebol, a descer de divisão.
(423) AO LONGO DOS TEMPOS
(Mosteiro de Alcobaça)(422) FICHA DO DIA
(James Joyce)quinta-feira, fevereiro 01, 2007
(421) CRIME, DISSE ELA
(420) O PIOR DA REPÚBLICA
(419) AO LONGO DOS TEMPOS
(418) FICHA DO DIA
quarta-feira, janeiro 31, 2007
(417) OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA

Só falta o Vesúvio e a sua erupção histórica para vivermos em Pompeia. Os últimos dias não são de sexo desregrado, mas de dissolução política dolorosa. Já dói olhar para tanta Praga Com ou Sem Parques. Entretanto, o Casino de Lisboa, a única coisa nova na cidade desde 2002, acaba de atribuir o maior jackpot da sua pequena história: 250.000 euros. Certamente uma ninharia para a roleta da política autárquica. Seguramente uma terminação na raspadinha da dívida municipal. O jogador, de 45 anos, pediu anonimato. Caça dotes, acautelem-se: peçam já uma escuta telefónica ao contemplado. Quiçá lhe conseguirão vender um T0, ou qualquer coisa, enfim, vender. Entretanto, apesar da tortura do labirinto das eternas obras do Metro no Saldanha, salva-se a Versalhes, cujos croquetes, pastéis de bacalhau e rissóis continuam iguais a si próprios. Do melhor.
(publicado em O Carmo e a Trindade)
(416) EM ROMA, SER ROMANO
(415) AO LONGO DOS TEMPOS
(414) FICHA DO DIA
terça-feira, janeiro 30, 2007
(413) EM DEFESA DA VIDA
(412) O PRÉMIO
(411) APELO JURÍDICO
(410) EM CAUSA PRÓPRIA
(409) COISAS, DISSE ELA
(408) QUANTOS SÃO, QUANTOS SÃO?
(407) AO LONGO DOS TEMPOS
(Superman)



