quarta-feira, fevereiro 07, 2007
(465) HOJE HÁ FESTA
(464) FILOSOFIA POLÍTICA
(463) AO LONGO DOS TEMPOS
(Sebastião da Gama)(462) FICHA DO DIA
terça-feira, fevereiro 06, 2007
(461) MAIS HISTÓRIA
(460) O TUBO DE ENSAIO
(Lixívia Fascinante)Cavaco Silva apontou a «necessidade de legislação e procedimentos administrativos claros, não só sobre o tabagismo, mas no combate ao consumo excessivo de álcool, obesidade e estilos de vida sedentários». Já se sabia que o exercício quotidiano da função presidencial deve ser uma maçada. Lápides, protocolo, inaugurações de fontanários e congressos vários. Daí que seja fácil resvalar quando não há dissolução da AR à vista, demissão do Governo no horizonte ou conflitualidade estratégica, se compreenda que o Presidente, qualquer que ele seja, tenha de inventar. Que Cavaco Silva queira combater o tabagismo não surpreende, É o suprasumo do politicamente correcto que possuiu a sua ascenção presidencial. Mas parece que o pior está para vir. Parece que a nova cruzada presudencial vai ser criar legislação contra estilos de vida sedentários. O Presidente teve a bondade de não especificar, mas penso que estar sentado, não apetecer fazer jogging ou footing, estar-se nas tintas para o exercício físico serão estilos de vida sedentários. Quererá Cavaco Silva meter-nos num tubo de ensaio? Sonhará com uma nova raça asséptica, pura, alva, limpinha? Ocupem o Preisdente, por favor, rapidamente e força.
(459) A DISSECAÇÃO DA PERGUNTA
(458) UM PAÍS EM FORMA DE ASSIM
Pense bem: está em Portugal, um país declarado oficialmente de tanga desde 2002. O facto do classificador ter emigrado é a melhor prova da penúria pública. Onde habita um povo que todos os anos tem sido chamado a sacrifícios e mais sacrifícios, em nome da redução de uma despesa, a pública, que não há maneira de ser endireitada. Um país cujo povo, diz-se, está endividado por causa da casa, do carro, do computador, das férias. Um país onde os salários, dizem os sindicalistas que não visitam o seu posto de trabalho há vários lustros, descem em termos reais ano após ano. Onde os trabalhadores são acusados de não produzirem, as empresas de não gerirem, os políticos de se servirem… Pense bem: acha realmente plausível obter o prémio? Por outras palavras: acha possível um povo, num país assim, consumir o suficiente para fazer de si o campeão europeu dos lucros dessa rede de distribuição, vulgo supermercados?
Pois claro, a sua resposta, sensata, lógica e prudente deverá ser um óbvio não!
Engana-se, caro leitor. Teria fortes hipóteses de alcançar o almejado prémio. E não, não é filosofia nem prosápia. É mesmo verdade. Existem redes de distribuição europeias onde os gestores que mais vendem são os que estão em Portugal. E esta realidade não admite duas explicações, mas apenas uma: os portugueses são dos europeus que mais consomem. E, em consequência, dos que mais dinheiro dão a ganhar aos empresários da grande distribuição comercial.
Esta realidade aparentemente contraditória, tem sido objecto de reflexão. Um desses responsáveis avançou uma explicação, num encontro que recentemente manteve com outros empresários e responsáveis políticos da Nova Democracia.
Dizia ele que em Portugal todos os jovens têm um objectivo: serem proprietários aos 30 anos. De casa, de carro, de outros bens duradouros. Que esses jovens não admitem sequer a situação transitória dos arrendamentos. Onde antigamente a propriedade era o culminar de uma vida de trabalho, de progresso na carreira e nos rendimentos, hoje tornou-se um ponto de partida e não um ponto de chegada. Para alcançar essa posição de proprietários precoces, sem uma estrutura de rendimento que o permita verdadeiramente, têm necessariamente de se endividar junto da banca.
Tornam-se então ilusórios proprietários de coisa nenhuma. E é assim que aos 40 anos a classe média, de idade e de rendimento, se vê rodeada de dívidas por todos os lados. Para esse gestor, verdadeiramente surpreendido com os elogios que lhe são dirigidos pelos altos responsáveis do grupo pelos resultados que obtém no nosso mercado de 10 milhões de consumidores (as crianças são cada vez mais consumidores por interpostos pais…) essa geração endividada vinga-se dessa situação que ela própria criou, consumindo, consumindo até não poder mais. Usando para tanto o cartão de crédito como sucedâneo da moeda de circulação corrente e recorrendo, se necessário for, a mais e mais endividamento.
É uma teoria com evidentes pontos de contacto com a realidade. Mas que não augura um futuro sadio para o país. Conceber a vida sem esforço, onde tudo se pode resolver e obter instantaneamente e a crédito, é encomendar um caixão financeiro cheio de cores por fora, mas sinistro por dentro. É um futuro eternamente adiado. Esta situação complexa resulta de muitos e variados factores, muitos deles induzidos pela publicidade, pela programação televisiva dos quinze minutos de fama, pela falta de coragem política para enfrentar a situação e por gerações de promessas de sonhos fáceis que não resistem às primeiras 48 horas de Governo.
Este ciclo tornou-se vicioso, porque alimentado em campanhas eleitorais onde se mente para ter votos. Os portugueses tornaram-se campeões mundiais do desta vez é que é. E assim vai vivendo. Até um dia se fartar.
(457) AO LONGO DOS TEMPOS
(Tomás Ribeiro)(456) FICHA DO DIA
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
(455) BEM DITO
(454) SÓ PARA LEMBRAR
(453) TORTURA
(452) AO LONGO DOS TEMPOS
(451) FICHA DO DIA
domingo, fevereiro 04, 2007
(450) GRANDES TEXTOS PORTUGUESES
(449) O SIM TREME, O NÃO SOBE
(448) AO LONGO DOS TEMPOS

(447) FICHA DO DIA
(Isabel Peron)sábado, fevereiro 03, 2007
(446) NÃO É SÓ O ATLÉTICO E O LEIRIA




