domingo, janeiro 14, 2007

(299) COMO EM MACAU

"Se somos nós próprios os primeiros a ter vergonha da nossa história, que podemos esperar dos outros? A manifestação feita contra o doutoramento honoris causa de Cavaco Silva, em Goa, significa apenas isso. De nós, nada ficou."
João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

(298) ONDE ESTÁ O COXO?

"Jorge Coelho, ao seu melhor estilo, brindou-nos com uma pérola. No telejornal de hoje, ouvimo-lo berrar que "nenhuma mulher foi até hoje condenada a pena efectiva de prisão pela prática de aborto". Pelo que suponho que o socialista em questão acabou de nos dar razão quando dizemos que os cartazes do sim, onde se inscreve a frase "Abstenção para manter a prisão?", são mentirosos. "
Mafalda Miranda Barbosa, no Blogue do Não.

(297) A DIREITA EM DEBATE


Amanhã, dia 15, às 21h30, no Palácio da Bolsa do Porto, o Clube Via Norte, dirigido por Antonio Tavares e António Neto da Silva, vai promover uma Conferência que terá como debate a Direita portuguesa. O orador convidado será Manuel Monteiro, Presidente da Nova Democracia. Estes debates, surgem no seguimento das propostas avançadas em Agosto passado pela Nova Democracia, para que se realizasse uma ampla discussão sobre a Direita em Portugal. Assim vai ser.

(296) INCONTINÊNCIAS

Parabéns ao Incontinentes Verbais pelo primeiro aniversário de ontem. Que as incontinências se prolonguem por muitos e bons anos.

(295) AO LONGO DOS TEMPOS

(Humphrey Bogart)

Nesta data, em 1742, morria o astrónomo inglês Edmund Halley. Em 1775, os EUA ratificavam o tratado de paz com o Reino Unido, que punha fim formal à guerra da independência dos EUA. Em 1834, entrava em vigor o primeiro Código Comercial Português. Em 1903, morria António Amaral Leitão, um dos dirigentes do movimento republicano de 31 de Janeiro de 1891. Em 1914, decorria a greve dos ferroviários em Portugal e, nos EUA, entrava em funcionamento a primeira linha de montagem de automóveis Ford. 1953, o marechal Tito era eleito presidente da Jugoslávia. Em 1957, morria o actor norte-americano Humphrey Bogart. Em 1981, António Ramalho Eanes iniciava o segundo mandato na Presidência da República. Na mesma data, morria a actriz norte-americana Dona Reed. Em 1992, Portugal proibia o trabalho de menores de 15 anos por conta de outrém. Em 1996, Jorge Sampaio era eleito presidente da República Portuguesa e reeleito, na mesma data, em 2001. No mesmo dia a Swissair anunciava o abandono dos investimentos na TAP e na South African Airlines. Em 2004, a Comissão Europeia aprovava a directiva do mercado único no sector dos serviços. Pedro Dias, historiador e catedrático de Coimbra, era nomeado director-geral do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo. Em 2005, saía o último número do jornal O Dia. E a sonda Huygens, da Agência Espacial Europeia, aterrava em Titã, a maior lua de Saturno.

(294) FICHA DO DIA

(John dos Passos)

Hoje é Domingo, 14 de Janeiro, décimo quarto dia do ano. Faltam 351 dias para o final de 2007.
Este dia é dedicado a São Félix de Nola. Nos céus, a Lua encaminha-se para a Fase Nova. Lua Nova, dia 19, às 04:01. O sol nasce às 07:43 e o ocaso regista-se às 17:38. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 11:23 e 23:59 e a baixa-mar às 04:58 e 17:30. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Capricórnio, destacando-se o missionário, cirurgião, músico, musicólogo e Prémio Nobel da Paz Albert Schweitzer (1875), o escritor John dos Passos (1896), o escritor japonês Yukio Mishima (1925), o cantor Jack Jones (1938), a actriz norte-americana Faye Dunaway (1941), o realizador Lawrence Kasdan (1949), o tenor canadiano Ben Heppner (1956), o realizador Steven Soderbergh (1963), a actriz Emily Watson (1967) e o "rapper" LL Cool J (1968).

sexta-feira, janeiro 12, 2007

(293) TEMPO DE ANTENA

A manobra de retirar os tempos de antena da hora de jantar e passá-los para a hora das filas de trânsito é tão óbvia que é daquelas que qualquer cidadão de bom senso nunca pensa que, por mais controlador que seja, algum poder, mesmo absoluto, venha a fazer. Não ocorreu ao cavaquismo por exemplo, nem nos seus piores dias. Ocorreu a Sócrates. E, ao contrário do que diz João Pedro Henriques, eles são vistos por muita gente e não apenas pelos lunáticos ou pelos jornalistas que têm de escrever sobre eles. Aliás, a intenção de mudar o horário só prova a sua importância.

(292) O PS NÃO ESCONDE

Hoje, duas notícias revelam a natureza profunda do PS. Vitalino Canas afirmou que os argumentos do PS na campanha do aborto vão ser apenas científicos e nunca morais ou éticos. Por outro lado, o PS voltou a adiar a aprovação do pacote legislativo de João Cravinho sobre a corrupção. Não admira. As propostas de Cravinho são éticas e não científicas...

(291) EXCELENTE SUGESTÃO

"É urgente colocar a poderosíssima máquina de propaganda governamental ao serviço da nossa mobilização para os sacrifícios inevitáveis (e a propósito, quando é que os partidos políticos propõem uma redução das dotações que recebem do Orçamento do Estado e do custo da função política?), é preciso que nos preparemos psicologicamente para anos de renúncias e de greves e perturbações sociais, é inevitável que interiorizemos que vamos colectivamente perder poder de compra e segurança nos empregos, pois sem isso nunca seremos competitivos."
José Miguel Júdice, no Público

(290) DO ESTADO E PARA O ESTADO

"Fora do Estado existem apenas os que enriquecem com o Estado: os grandes escritórios de advogados, as principais empresas da construção civil, a generalidade do sector financeiro e a maioria dos grupos económicos, dependentes da simpatia dos governos e do valor das contrapartidas."
Constança Cunha e Sá, no Público

(289) AO LONGO DOS TEMPOS

(Amoreiras)

Nesta data, em 1616, Francisco Caldeira Castelo Branco fundava a cidade de Belém, capital do estado brasileiro do Pará. Em 1837, era fundada a Escola do Exército, actual Academia Militar, ocupando o lugar da antiga Real Academia de Fortificação, Artilharia e Desenho. Em 1919, a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitava o direito de voto para as mulheres. Em 1980, morria o maestro e compositor português Frederico de Freitas, 77 anos. Em 1989, morria David José da Silva Ferreira, 91 anos, co- fundador do grupo Seara Nova, revolucionário dos anos de 1920 e autor da História Política da I República Portuguesa. Em 1990, a Frente de Salvação da Roménia ilegalizava o Partido Comunista. No mesmo dia, morria o escritor e biólogo Orlando Mendes, 73 anos, presidente da Associação de Escritores Moçambicanos. Em 1991, o Congresso norte-americano aprovava a declaração de guerra ao Iraque. Em 1996, o Prémio Valmor de arquitectura era atribuído ao complexo das Amoreiras, em Lisboa, do arquitecto Tomás Taveira. Em 1998, Portugal e os restantes países do Conselho da Europa aprovavam, em Paris, o documento que proíbe a clonagem humana. Em 2003, morriam o ex-ditador argentino general Leopoldo Galtieri e o cantor Maurice Gibb, dos Bee Gees. Em 2004, a OMS confirmava a morte de três pessoas, duas crianças e um adulto, pelo vírus da gripe das aves, no sudeste asiático. Em 2005, o Parlamento Europeu aprovava o texto do Tratado Constitucional. Em 2006, era aprovado o modelo de colocação de professores que previa a permanência dos docentes na mesma escola por um período mínimo de três anos. No mesmo dia, Austrália e Timor- Leste assinavam o acordo para a partilha das receitas da exploração de petróleo no Mar de Timor.

(288) FICHA DO DIA

Hoje é Sexta-feira, 12 de Janeiro, décimo segundo dia do ano. Faltam 353 dias para o final de 2007. Este dia é dedicado a S. João de Ravena. Nos céus, a Lua encaminha-se para a Fase Nova. Lua Nova, dia 19, às 04:01. O sol nasce às 07:44 e o ocaso regista-se às 17:36. No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 08:58 e 21:45 e a baixa-mar às 02:31 e 15:13. Os nascidos nesta data pertencem ao signo Capricórnio, destacando-se os escritores Andrea Alicati (1492) e Charles Perrault (1628), o estadista britânico, de origem irlandesa, Edmund Burke (1792), o escritor norte-americano Jack London (1876), o químico, Nobel da Medicina, Paul Hermann Muller (1899), a actriz Kristie Alley (1951).

(287) NEGÓCIOS DA MODA

David Beckham foi contratado pela agência dos Los Angeles Galaxy. O mundo da moda agita-se.

(286) AS NOVAS DOENÇAS

(Gravidez)

O Serviço Nacional de Saúde foi uma criação socialista do então ministro António Arnaut, que veio implicar que quem pode pagar tenha a sua saúde paga por todos. Chamam a isto justiça social. Está bem, hoje não vou por aí.

A comissão nomeada pelo Governo para estudar o modelo de financiamento do Serviço Nacional de Saúde propõe a criação de um novo imposto para garantir a sobrevivência do sistema.

Esta é a principal novidade do Relatório Intercalar de Progresso da Comissão de Acompanhamento, que foi apresentado em Agosto aos ministros da Saúde e das Finanças, e cujas propostas foram ontem discutidas com assessores dos dois ministérios, adianta a edição de hoje do "Diário Económico".

A comissão propõe ainda a criação de um seguro complementar público voluntário, em que as coberturas adicionais seriam garantidas em troca do pagamento de contribuições, eventualmente ligadas ao rendimento dos beneficiários.É proposto o fim de todos os subsistemas de saúde e a actualização das taxas moderadoras e das novas taxas de internamento e cirurgia. Esta actualização deverá corresponder a valores pelo menos iguais à inflação ou mesmo superiores, "no caso de um crescimento muito acelerado dos custos unitários de prestação de cuidados médicos".

Isto é, ainda existe quem deseje a sovietização da sociedade portuguesa. Acham pouco o estado miserável em que anos de socialismo deixou as contas públicas e a saúde da sociedade portuguesa.

Os impostos nunca chegarão para alimentar este monstro. Se não forem criados novos impostos às claras para pagar isto tudo, serão criados às escuras sem ninguém dar por isso. Uma coisa é certa: com este paradigma a despesa não cessará de aumentar e a necessidade de a pagar igualmente.

E ainda há que contar com as novas doenças. O Serviço Nacional de Saúde foi, bem ou mal, pensado para tratar os cidadãos quando estão doentes. Se o Sim ganhar no referendo de 11 de Fevereiro, o serviço Nacional de Saúde servirá para pagar, além de doenças, a realização de abortos. O que significa que se o Sim ganhar, a gravidez até às dez semanas é uma doença. Deve ser o progresso….
(publicado no Democracia Liberal)

(284) FIGURAS TRISTES

O PS, o PSD e o CDS têm feito uma figura triste no caso dos voos da CIA. Antes de tentarem infantilmente diabolizar Ana Gomes, deviam meditar se a importância do que a eurodeputada diz não é exactamente a que é proporcionada pelo modo como esses partidos têm gerido o assunto dos voos da CIA.Julgo que ninguém tem dúvidas que esses três partidos e o Governo têm mentido sobre o assunto. Desde logo quando têm afirmado que não há indícios.
A desfaçatez tem limites, excepto para estes partidos que tentam fazer de todos nós estúpidos.O assunto em si merece ser tratado com a importância que tem e que é muita e devidamente enquadrada na guerra contra o terrorismo iniciada depois do 11 de Setembro. Certamente que essa guerra é desigual e terá seguramente aspectos menos recomendáveis.A gestão do espaço aéreo nacional é (ainda) uma questão de soberania. Cabe exclusivamente ao Estado português decidir quem, quando e como se sobrevôa o espaço aéreo.
O Parlamento Europeu não é tido nem achado sobre o assunto, nem tem de meter o bedelho onde não é chamado. Sabemos que a Comissão Europeia quer tomar posse do espaço aéreo dos Estados-Membros. Mas ainda não tomou e esperamos, nós, jamais virá a fazê-lo.Deste modo, é responsabilidade, competência e dever dos órgãos de soberania fiscalizar o que se passa no espaço aéreo português. A investigação sobre se houve ou não ilegalidades, abusos e violações dos direitos do Homem nos voos da CIA compete apenas aos órgãos de soberania portugueses.
Saber se os Governos foram politicamente cúmplices de desmandos nesses voos, devia ser a Assembleia da República a investigar e mais ninguém.Não se compreende por isso que o PS tenha bloqueado o inquérito parlamentar proposto pelo PCP nesse sentido. Ou melhor, percebe-se: o PS deve ter medo de qualquer coisa. Como o PSD e o CDS. E neste momento, parece óbvio, que o medo principal é o de serem apanhados a mentir.
Desde o início que a gestão política deste assunto tem sido desastrosa e tem potenciado a intervenção de Ana Gomes.Aliás, é patente que cada vez que responsáveis desses partidos falam do assunto falam cada vez mais devagarinho, como que a escolher as palavras para limitarem ao máximo os danos de se vir eventualmente a comprovar que tudo aconteceu mesmo.Seria muito mais saudável que o Estado assumisse que houve voos, como toda a gente já percebeu, e que tomasse uma posição diplomática e pública digna da representação do Estado, pedindo explicações aos EUA e dando explicações ao país. Ou será que alguma coisa que nós não sabemos impede o Estado de o fazer?

(publicado na edição de hoje do Semanário)

(283) A IMAGEM



A Câmara Municipal de Aveiro tomou uma decisão. O facto em si mesmo, é notícia, sabendo-se como decidir é um dos principais problemas deste Executivo CDS/PSD/PEM. Decidir parece ser coisa que custa fazer. Tudo demora muito tempo em Aveiro. Por isso o atraso se vai acentuando e os problemas que compete à autarquia resolver se vão arrastando.
Mas, enfim, chegou uma decisão. Aveiro passou a ter uma imagem de marca. Excelente ideia. A Câmara adoptou uma nova imagem de marca, que passa a figurar na comunicação da autarquia, antecedendo a apresentação pública oficial na Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre entre os dias 24 e 28 deste mês de Janeiro.
A Marca Aveiro apresenta Aveiro como um município da água, da luz, cor, o moliceiro, a inovação. Acompanhada com nova imagem, a Câmara arranca com a nova Marca na BTL onde irá promover as «salas e equipamento de qualidade que aqui existem, em particular o Centro de Congressos de Aveiro».
A nova marca resulta de um estudo técnico científico, por Hugo Magalhães, incluída numa tese final de licenciatura do Departamento de Economia da Universidade de Aveiro e a imagem visual foi desenvolvida no Gabinete de Design da Câmara, por João Portugal.Até aqui, nada a opor. O problema é que a imagem das instituições hoje depende de muitos e variados factores, que entram directamente na vida dos cidadãos no seu dia-a-dia e por muito bons desenhos que se façam, nenhum deles resiste a uma realidade adversa. Por outras palavras, não existe bom marketing de mau produto.E aqui, Aveiro tem problemas graves, que compete à Câmara nuns casos evitar, noutros resolver. E nem nuns nem noutros os exemplos são bons.
Esta semana, assistimos à continuação do concurso público de adivinhação do montante da dívida municipal, com um autarca do PSD a avançar para os 300 milhões. Entendam-se lá na maioria, por favor. Deixem é de brincar à tabuada. Não há pior imagem de marca do que mostrar que nem a nossa casa se conhece. E quem não conhece a sua não pode almejar a governar a vida dos outros.
A Câmara decidiu reduzir o número de sessões mensais. Outra decisão. Mas má. Parece existir uma vertigem de segredo em Aveiro. A maioria CDS/PSD/PEM faz em Aveiro o que o Governo do PS faz a nível nacional. Tenta a todo o custo silenciar as oposições, convive mal com o contraditório e detesta ter de dar explicações sobre o que faz e o que não faz. O Plano de Urbanização, que se arrasta há anos, vai continuar a arrastar-se.Ora, não há emblema gráfico que resista a tanto mau exemplo. A marca de Aveiro não é hoje, infelizmente, a que devia e podia ser.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

(282) UM NÃO BEM EXPLICADO

O de Gabriel Silva, no Blasfémias. Um Sim mal explicado, o de Helena Matos, do Blasfémias. Se se consideram os movimentos do Não como clones, só porque são bastante mais do que os movimentos do Sim, não será lícito considerar os pouquíssimos movimentos do Sim como clones, embora menos activos?... Claro que não. Há que respeitar os movimentos do Sim de uma forma absoluta, exactamente na proporção inversa do respeito que os apoiantes do Sim têm pelos movimentos do Não. Isto está-me tudo a parecer muito igual a 1998.
(publicado no Blogue do Não)

(281) CÁ ESTÁ!

Vêem como ninguém se enerva com a violação do segredo de Justiça relativo à divulgação do depoimento de Carolina Salgado no âmbito das investigações do Apitão, que hoje sai em vários orgãos de comunicação social? Convoca-se de imediato o Dr. Jorge Sampaio a reafirmar a doutrina de final de mandato sobre o assunto. Convocam-se os nervosos selectivos a lavrar o seu protesto, a repetir as artigalhadas e o desfile de indignações a que assistimos no processo da Casa Pia e no processo dos sobreiros dourados. Para não ir mais longe.

(280) ESTRANHO...

Hoje ainda ninguém falou nem escreveu sobre a esotérica mensagem presidencial de Ano Novo ...

(279) UMA BELA CAPA

Para um livro com uma bela causa.