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sexta-feira, abril 11, 2008

(2585) PARA QUÊ?

Quando chegou Luís Filipe Menezes disse que Portugal precisava de uma nova Constituição. Nunca tal lhe ocorrera em décadas de vida política no Governo, no Parlamento e nas autarquias. Mas, sim, mais vale perceber tarde do que perceber nunca.

Gostei, então, de ouvir. E fiquei esperançado em que alguma coisa tivesse mudado no PSD acerca do bloqueio constitucional. O PSD tem sido até hoje um partido que defende que Portugal tem por objectivo a construção de uma sociedade socialista, como ainda hoje o Preâmbulo da Constituição afirma claramente.

Mas como sucedeu como tantas outras frases, a necessidade constitucional pereceu entretanto no dia-a-dia do líder do PSD. Nunca mais se ouviu falar da coisa. Até esta semana. Em mais um solavanco típico da sua liderança, Menezes voltou a dizer que Portugal precisa de uma nova Constituição.

Continuo a estar de acordo. Mas desta vez, não posso esquecer tudo aquilo que Menezes já disse e também o seu contrário, já que Menezes também já o disse. Neste momento a questão é esta: que Constituição quer Menezes? Suspeito que não quer a mesma que eu.

A Constituição nova será a do “desmantelamento do Estado em seis meses”, ou será uma Constituição que proibirá “o encerramento de qualquer serviço público” à mínima sirene da rua? Menezes já defendeu ambas as ideias. Que Estado para o futuro? Que sistema de Governo defende Menezes? O actual semi-parlamentarismo? O semi-presidencialismo que já tivemos até 1982? O parlamentarismo puro? O presidencialismo? Quer continuar a ter uma Constituição romântica que proclama direitos que não se cumprem? Quer continuar a ter uma Constituição programática que impõe políticas contra a livre decisão dos eleitores?

Ninguém sabe. Julgo que, em rigor, nem Menezes saberá. A sensação que dá é que ele diz que Portugal precisa de uma nova Constituição porque é preciso dizer alguma coisa todos os dias e não por ter um projecto, uma ideia clara para propor.

Por muito que seja aconselhado em contrário pelos especialistas que contratou, ou Menezes percebe que não chega falar e é necessário propor, ou não vai longe. Com a enorme desvantagem de ir queimando boas ideias pelo caminho. Mesmo que seja difícil obter o consenso do PS para muitas das alterações constitucionais necessárias, o país precisa cada vez mais de alternativas afirmadas sem medo. Esta era uma oportunidade. Que Menezes, infelizmente para o país está a desbaratar.

(publicado na edição de hoje do Semanário)

quinta-feira, abril 10, 2008

(2575) DA RODAGEM À BOLEIA

Cavaco Silva saltou da rodagem do Citroen para a cadeira do PSD e desta para S. bento para dez anos. Hoje no PSD, prova-se a ruína da classe média portuguesa. Os candidatos já nem rodagem do carro conseguem fazer. Têm de ir à boleia. Ganhar a Sócrates à boleia é que não é possível.

quarta-feira, abril 09, 2008

(2571) "ISTO"

Como se vira o bico aos pregos. Pelo João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.

(2568) UM HOMEM SÓ

Luís Filipe Menezes é um homem só. Com Santana Lopes a andar pelo país, uma direcção muda, os críticos com Pacheco Pereira à cabeça a preparar a "bomba", e, agora com Angelo Correia a considerar insatisfatório o estado do Partido e não convencido com o seu regresso á vida política activa, resta a Menezes o próprio. O que, como se tem visto, é muito curto para ser alguma coisa.

sábado, abril 05, 2008

(2549) ABERRANTE

A posição do PSD sobre o facto de a RTP ter comprado um programa feito por Fernanda Câncio a uma produtora externa são aberrantes. A fixação do PSD no assunto só tem um motivo. Mas esse o PSD não tem coragem de o verbalizar. O PSD nunca se amofinou com as outras compras de programas pela RTP a produtoras externas. Por que se amofina então neste caso? A continuar por este caminho o PSD vai continuar a caminhar alegremente pela estrada do disparate até ao abismo eleitoral.

quinta-feira, abril 03, 2008

(2533) PIROPOS

Santos Silva acusou o PSD de estar a «ver-se ao espelho» quando diz que o relatório da ERC prova que o Governo condiciona a seu favor a informação na RTP. Dupont diria mesmo mais: estão muitíssimo bem uns para os outros.

segunda-feira, março 31, 2008

(2518) AFINAL, O SÍMBOLO ERA OUTRO

Nem seta para cima, nem seta para baixo. Nem seta no singular, nem setas no plural. Nem azul, nem laranja. Parece que, afinal, este é, nos tempos que correm, o verdadeiro símbolo do PSD. José Sócrates agradece.

sexta-feira, março 21, 2008

(2464) O ESTADO DA NAÇÃO (4): A OPOSIÇÃO

Em democracia a oposição é tão importante como o Governo. Existe entre nós uma dúvida clássica sobre se a melhor estratégia a adoptar é estar sentado à espera que o poder caia no colo, ou fazer política de forma combativa, mostrando alternativas. Existe também entre nós a ideia que não é a oposição que ganha eleições mas sim o partido do poder que as perde. A história, salvo o exemplo atípico do Governo Santana Lopes/Paulo Portas (o único exemplo de Governo directamente derrotado nas urnas), parece dar razão a esta tese.

Na verdade, Cavaco Silva ganhou em 1985 não a Mário Soares, então Primeiro-Ministro, mas a Almeida Santos. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Mário Soares o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então. António Guterres, em 1995 também não ganhou a Cavaco Silva, mas a Fernando Nogueira. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Cavaco Silva o “candidato” a Primeiro-Ministro do PSD de então. Durão Barroso também não ganhou em 2002 a António Guterres, mas a Ferro Rodrigues. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse António Guterres o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então.

Parece indiciar-se assim que se Sócrates se candidatar outra vez, não há oposição que valha. Parece. O clima que se vive faz lembrar o de 1991. Então também o país publicado era da oposição e o país real não só votou outra vez cavaco Silva, como lhe ampliou a maioria. Mas para mudar as regras basta uma primeira vez. Como bastou em 1987, quando Cavaco Silva obteve a primeira e até então considerada impossível no nosso sistema eleitoral, maioria absoluta de um só partido.

Só que para que essa regra possa mudar é necessário que várias condições se reúnam e uma delas é ter uma oposição credível. Coisa que em Portugal, neste momento, cumpre reconhecer que não existe.

O PS invadiu o eleitorado do centro-direita. Por sua vez, o PSD e o CDS não aprenderam nada com a humilhação eleitoral de 2005 e repetem na primeira fila os mesmos protagonistas que então se estatelaram na maioria absoluta de Sócrates, por sinal, a primeira do PS.

Resultado: a oposição é hoje o PCP, que cavalga a rua, acolitado por um Bloco de Esquerda repetitivo e sem frescura. Evidentemente que uma coisa é liderar politicamente a oposição, outra bem diferente é ter hipóteses de ganhar eleições. O PCP nunca as ganhará.

Do lado direito o cenário é desastroso. Luís Filipe Menezes irá certamente disputar as eleições. O PSD não tem hoje projecto, programa ou credibilidade próprias, enquanto a oposição interna a Menezes se delicia a discutir a cor de fundo do emblema, as setas e as quotas. Quanto ao CDS transformou-se de um partido num caso de polícia. Suceder-lhe-á no país o que lhe aconteceu em Lisboa.

Isto, claro, a não ser que a situação económica internacional, de que ninguém fala em Portugal, tenha um impacto devastador na situação económica e social do país. E aí, seja Menezes, seja um totem que esteja na cadeira da S. Caetano à Lapa, o poder muda mesmo. O que seria um novo desastre anunciado com este PSD e com este CDS.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

quinta-feira, março 20, 2008

(2460) MAIS AINDA?

Rui Gomes da Silva concordou com o conselho de Marcelo Rebelo de Sousa quanto à necessidade dos sociais-democratas conquistarem o eleitorado centro-esquerda. Teme-se o pior. depois do namoro do PSD com a FENPROF, espera-se a todo o momento que os TSD adiram à CGTP, que o Povo Livre mude o nome para Avante Livre e e que o laranja escureça um bocadinha na seta recauchutada. No próximo Conselho Nacional passará a ser obrigatório o tratamento por camarada em vez do tradicional companheiro. O veneno político de Marcelo encontra assim apoio onde menos se esperaria. A única esperança para os laranjinhas de origem é que Gomes da Silva aceite o contraditório interno, em nome das gloriosas polémicas do passado ...

terça-feira, março 18, 2008

(2452) POLÍTICA PARA TODOS

No âmbito da política de clareza a que nos tem habituado, o PSD garantiu hoje que não vai colaborar com o Governo em “remendos” do mapa judiciário, embora se diga ainda disponível para tentar um consenso sobre a matéria. Remendo é cada posição que o PSD toma sobre o que quer que seja. Remendo da posição anterior. O pacto da justiça era para romper, depois não era para romper. Era para alargar. Depois rompeu-se no mapa judiciário. Agora o PSD ainda quer um consenso. Enfim, é preciso animar os blogues.

terça-feira, março 11, 2008

(2411) NO PSD

A laranja está a amarelecer. Depois de Menezes ter feito aprovar um regulamento que impede que se saiba quem são os eleitores antes do dia da eleição (será um ensaio de democracia de tipo coreano?), veio Rui Rio dizer que o sistema de pagamento de quotas em dinheiro favorece o branqueamento. Vai daí, o tribunal interno chama Rio para o ouvir e lhe aplicar uma sanção ética, como se um orgão jurisdicional tratasse de moral e não de Direito. A bagunça não podia ser maior e eu já não sei o que é mais verdade: se é a crise no PSD que beneficia Sócrates, se é o desnorte do Governo que oculta a crise do PSD.

segunda-feira, março 10, 2008

(2402) DEPOIS DE LER OS JORNAIS (7)

Parece-me que já percebi. Quando Manuel Alegre fizer a segunda remodelação, Menezes e Portas vão para secretários de Estado do ensino básico, um, e do secundário, o outro. Isto sim, seria o verdadeiro espírito de Abril em movimento.

(2396) DEPOIS DE LER OS JORNAIS (3)

Quando é que CDS e PSD percebem que neste momento, oh desgraça das desgraças!, o eleitorado silencioso do centro-direita revê-se mais em Sócrates, malgré tout, que nesses partidos à deriva e sem norte?

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

(2332) BEM VISTO

Um amigo meu explicava a situação política actual com esta frase lapidar: "José Sócrates é o melhor Primeiro-Ministro que o PSd podia ter arranjado".

terça-feira, fevereiro 26, 2008

(2320) ANEDOTAS NOVAS

O PS está tão cheio de si que substituiu a política pelas anedotas. Silva Pereira afirmou nas jornadas parlamentares do PS, que decorrem na Guarda (o que já de si revela um excelente sentido de oportunidade porque a Guarda é uma terra que ficou com assinaláveis marcas de José Sócrates muito antes de ele ser quem é), que o PSD é um partido da oposição liberal. Ora aí está uma bela anedota.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

(2314) OS CASINOS NEGOCIADOS

O PGR decidiu abrir inquérito sobre a pouca vergonha do casino de Lisboa. Apoiado. Investigue-se e decida-se em função das provas. Mas atendendo à célebre carta em que até se ensina um ministro da República a fazer alterações cirúrgicas a uma lei para favorecer uma pretensão particular, sem que se note, a pergunta importante, para lá da bandalheira vigente, é a seguinte: por que misteriosa razão as concessões de jogo em Portugal não são feitas por concurso público?

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

(2288) NEM O SÍMBOLO ESCAPOU

O novo símbolo do PSD parece que também foi pago pela Somague. Nem o símbolo escapou. O que fará agora Pacheco Pereiro às setas, depois de as ter virado para baixo com a eleição de Menezes?

(2283) PSD EM OBRAS?

Será politicamente incorrecto dizer que o PSD entrou em obras por causa da Somague? Já se vêem os andaimes.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

(2239) O DESPERDÍCIO

António Almeida analisa muito bem e em jeito de balanço o desperdício que tem sido tanta trapalhada do Governo com este líder do PSD, do qual não se conhece sequer o paradeiro político.