As tropelias estalinistas do Luís Filipe Menezes do CDS, contadas pelo João Távora, no Corta-Fitas.
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sexta-feira, abril 11, 2008
sábado, abril 05, 2008
(2547) O MILITANTE UBÍQUO
Jacinto Leite Capelo Rego, o militante mais conhecido do CDS também é do PS. Identificado como militante residente em Belas, Capelo Rego está no rol de apoiantes de uma das candidaturas, ‘Gente de Sintra’, à direcção da concelhia sintrense dos socialistas. E ainda há quem se queixe que a vida política portuguesa é monótona ...
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Jorge Ferreira
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4/05/2008 06:09:00 da tarde
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sexta-feira, março 21, 2008
(2464) O ESTADO DA NAÇÃO (4): A OPOSIÇÃO
Em democracia a oposição é tão importante como o Governo. Existe entre nós uma dúvida clássica sobre se a melhor estratégia a adoptar é estar sentado à espera que o poder caia no colo, ou fazer política de forma combativa, mostrando alternativas. Existe também entre nós a ideia que não é a oposição que ganha eleições mas sim o partido do poder que as perde. A história, salvo o exemplo atípico do Governo Santana Lopes/Paulo Portas (o único exemplo de Governo directamente derrotado nas urnas), parece dar razão a esta tese.Na verdade, Cavaco Silva ganhou em 1985 não a Mário Soares, então Primeiro-Ministro, mas a Almeida Santos. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Mário Soares o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então. António Guterres, em 1995 também não ganhou a Cavaco Silva, mas a Fernando Nogueira. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse Cavaco Silva o “candidato” a Primeiro-Ministro do PSD de então. Durão Barroso também não ganhou em 2002 a António Guterres, mas a Ferro Rodrigues. Ninguém sabe qual teria sido o resultado se fosse António Guterres o “candidato” a Primeiro-Ministro do PS de então.
Parece indiciar-se assim que se Sócrates se candidatar outra vez, não há oposição que valha. Parece. O clima que se vive faz lembrar o de 1991. Então também o país publicado era da oposição e o país real não só votou outra vez cavaco Silva, como lhe ampliou a maioria. Mas para mudar as regras basta uma primeira vez. Como bastou em 1987, quando Cavaco Silva obteve a primeira e até então considerada impossível no nosso sistema eleitoral, maioria absoluta de um só partido.
Só que para que essa regra possa mudar é necessário que várias condições se reúnam e uma delas é ter uma oposição credível. Coisa que em Portugal, neste momento, cumpre reconhecer que não existe.
O PS invadiu o eleitorado do centro-direita. Por sua vez, o PSD e o CDS não aprenderam nada com a humilhação eleitoral de 2005 e repetem na primeira fila os mesmos protagonistas que então se estatelaram na maioria absoluta de Sócrates, por sinal, a primeira do PS.
Resultado: a oposição é hoje o PCP, que cavalga a rua, acolitado por um Bloco de Esquerda repetitivo e sem frescura. Evidentemente que uma coisa é liderar politicamente a oposição, outra bem diferente é ter hipóteses de ganhar eleições. O PCP nunca as ganhará.
Do lado direito o cenário é desastroso. Luís Filipe Menezes irá certamente disputar as eleições. O PSD não tem hoje projecto, programa ou credibilidade próprias, enquanto a oposição interna a Menezes se delicia a discutir a cor de fundo do emblema, as setas e as quotas. Quanto ao CDS transformou-se de um partido num caso de polícia. Suceder-lhe-á no país o que lhe aconteceu em Lisboa.
Isto, claro, a não ser que a situação económica internacional, de que ninguém fala em Portugal, tenha um impacto devastador na situação económica e social do país. E aí, seja Menezes, seja um totem que esteja na cadeira da S. Caetano à Lapa, o poder muda mesmo. O que seria um novo desastre anunciado com este PSD e com este CDS.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)
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quarta-feira, março 19, 2008
(2453) HÁ LIMITES
"Quando cheguei ao partido, o 'falecido' Manuel Monteiro deixou-nos um vencimento de uma letra de dez mil contos e processos de execução", disse Abel Pinheiro ao "Expresso". Além da grosseria e da baixeza dos termos utilizados, as afirmações de Abel Pinheiro são literalmente inaceitáveis porque falsas. Uma coisa que Abel Pinheiro não herdou de certeza foram donativos de dinheiro suspeitos em nome de pessoas inventadas, nem nunca nas Direcções de Manuel Monteiro se levantaram suspeitas sobre sobreiros, submarinos, helicópteros e casinos. É uma pena ver Abel Pinheiro, pessoa que respeito, metido nestas embrulhadas. Escusava era de se meter por caminhos esconsos. Quem tem de prestar contas à Justiça não é certamente Manuel Monteiro. Já o meu amigo Manuel Monteiro anda distraidote. Pediu a Portas um desmentido das afirmações de Abel Pinheiro se "é um homem de honra". Bem pode esperar sentado pelo desmentido...
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3/19/2008 11:37:00 da manhã
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quarta-feira, março 12, 2008
(2415) POBRE EDUCAÇÃO
Diogo Feio, do CDS, um dos responsáveis, enquanto secretário de Estado, pelo já célebre Despacho das passagens administrativas no ensino básico diz aqui que é a favor da exigência na avaliação dos alunos. Eis um bom exemplo da mediocridade dos governantes que temos tido. Definitivamente o CDS esteve entretido com os negócios e não com a governação enquanto pairou no Governo.
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3/12/2008 01:11:00 da tarde
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segunda-feira, março 10, 2008
(2404) DEPOIS DE LER OS JORNAIS (9)
Eu não digo? Muito oportunamente PS e CDS namoram-se politicamente e admitem coligar-se em Aveiro com quem? Os dois, está claro. Bingo.
(2402) DEPOIS DE LER OS JORNAIS (7)
Parece-me que já percebi. Quando Manuel Alegre fizer a segunda remodelação, Menezes e Portas vão para secretários de Estado do ensino básico, um, e do secundário, o outro. Isto sim, seria o verdadeiro espírito de Abril em movimento.
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3/10/2008 03:32:00 da tarde
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(2396) DEPOIS DE LER OS JORNAIS (3)
Quando é que CDS e PSD percebem que neste momento, oh desgraça das desgraças!, o eleitorado silencioso do centro-direita revê-se mais em Sócrates, malgré tout, que nesses partidos à deriva e sem norte?
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3/10/2008 12:23:00 da tarde
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quinta-feira, março 06, 2008
(2382) SEGREDOS PERDIDOS E ACHADOS
Hoje aconteceu um debate sui generis no Parlamento. O PCP, olha quem, quer ter acesso aos segredos do Estado. Saudoso dos tempos em que angariou ficheiros da PIDE lá para casa e para o KGB. O CDS atacou o PCP dizendo que a democracia não pode confiar no PCP, o que é uma evidência histórica. O PCP considerou-se insultado e exigiu desculpas pelo desaforo. Vem o deputado Rosas ao barulho e disse que o CDS, o partido das fotocópias, rapinou segredos de Estado do gabinete lá para casa e não tem moralidade para atacar a quadrilhice do PCP, pois que de quadrilheiros se tratam também. Um debate ilustrativo da inferioridade moral da política dos nossos dias. Em qualquer país decente do mundo o fornecimento de documentos à espionagem estrangeira é crime e dá cadeia. Em qualquer país decente do mundo subtrair documentos do ministério é crime e dá cadeia. Cá todos estão impunes e, pior, com assento na Assembleia da República. Impunes. Imunes. Achados. E nós, perdidos de vergonha com tal representação.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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3/06/2008 08:21:00 da tarde
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terça-feira, fevereiro 26, 2008
(2321) NÃO SEI, OCORREU-ME
Quando o Estado acabar os pagamentos os submarinos ficam para quem?
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Jorge Ferreira
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2/26/2008 11:45:00 da tarde
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segunda-feira, fevereiro 25, 2008
(2314) OS CASINOS NEGOCIADOS
O PGR decidiu abrir inquérito sobre a pouca vergonha do casino de Lisboa. Apoiado. Investigue-se e decida-se em função das provas. Mas atendendo à célebre carta em que até se ensina um ministro da República a fazer alterações cirúrgicas a uma lei para favorecer uma pretensão particular, sem que se note, a pergunta importante, para lá da bandalheira vigente, é a seguinte: por que misteriosa razão as concessões de jogo em Portugal não são feitas por concurso público?
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2/25/2008 09:42:00 da tarde
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
(2205) DO MASSACHUSETS A PORTUGAL
As eleições americanas transformaram-se no maior espectáculo político do mundo, vendido como tal. Só que desta vez é mais do que espectáculo. É uma verdadeira decisão democrática com implicações no futuro de todos. É verdadeiramente comovente ver como todas as esquerdas europeias, sobretudo as esquerdas “Armani” acompanham com tanto entusiasmo o que se passa no país que passam a vida a abjurar. Até a esquerda, pois, faz a sua directa a ver a CNN para saber os resultados das primárias. Os candidatos suspenderam a campanha para os americanos assistirem à final do Super Bowl, mas isso durou um dia. O espectáculo político vai durar até às eleições propriamente ditas.Na super terça-feira (nunca percebi as maiúsculas nesta expressão) muito se decidiu. Decidiu-se quem vai ser o candidato republicano e decidiu-se que os democratas ainda não sabem quem querem que seja o seu. Hillary ganhou avanço mas não a vitória. Obama tremeu, mas ainda não perdeu. Vantagem de McCain: a partir de agora pode começar a campanha para a Casa Branca enquanto os seus eventuais adversários ainda terão de discutir nas televisões os clientes mais sinistros dos seus respectivos escritórios de advogados, como já fizeram.
Da terça-feira há dois dados importantes a reter.
O primeiro é este: quem até agora consultasse a comunicação social parecia que os democratas estavam a escolher o futuro Presidente dos EUA. Nada mais existia. A partir de agora parece que vão ter de aturar um maçador candidato republicano que tem fortes hipóteses de ganhar, até porque tem no curriculum uma nítida discordância com Bush e de quem este não esconde que não gosta.
O segundo é este: a vitória de Clinton no Massachusets tem um significado especial. Obama, o candidato chique, simpático, cativante, com voz soul, que tem uma simpática e oportuna avó nos confins do Quénia, escolheu um slogan para a sua campanha que pareceu apropriado ao fim de um ciclo político que termina com uma enorme crise económica nos EUA: “Mudar”. Pois não se sabe bem o quê, para quê, onde, como e com quem, mas também as campanhas não tratam de minudências. Ora, o candidato que promete mudar chegou ao Massachusets e apresentou-se com uma guarda de honra de meter respeito, no Partido, na América e em qualquer parte do mundo: o clã Kennedy, com todo o seu peso clientelar, com toda a sua história quase mítica na política americana, com todo o seu aparelho político familiar. Ou seja: o candidato da mudança apresentou-se com o passado. Com a arqueologia do Partido Democrata, como diria por cá o Primeiro-Ministro que fica aflito com notícias dos anos oitenta. Resultado: perdeu para Clinton.
Este facto transportou-me para a realidade política portuguesa. Não é possível prometer mudar exactamente com os mesmos que foram mudados. É uma lei da vida. Ainda não foi inventada maneira de transformar múmias egípcias em reis do futuro. É por isso que nem PSD nem CDS vão a lado algum no estado em que estão. Aprendam com Obama, por muito que lhes custe. Sob pena de aprenderem à sua custa. Já em 2009. Outra vez.
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2/08/2008 12:07:00 da manhã
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(2203) IRONIAS DA DEMOCRACIA
Caiu o Carmo e a Trindade quando o Bastonário fez afirmações públicas sobre uma investigação da Polícia Judiciária cujo processo ainda está em fase de julgamento. O Director da Polícia Judiciária criticou-o por isso, defendendo a sua dama. Passados poucos dias, o mesmíssimo Director da mesmíssima Polícia Judiciária, fez afirmações públicas sobre um processo que está em fase de inquérito. Já não achou condenável. As afirmações do Bastonário em nada interferiram com o processo em curso. Mas as afirmações do Director da Polícia Judiciária podem, repito, eventualmente, repito, talvez, repito, quiçá, ter comprometido a credibilidade de uma investigação. Vai daí, um partido, o CDS, visado indirectamente pelas declarações do Bastonário e quiçá, repito, eventualmente, repito, talvez, esteja a ser investigado pela mesmíssima Polícia, o que faz? Chama os dois ao Parlamento para prestar declarações. São as ironias da democracia. Ou talvez não sejam ironias. Ah, e ninguém se ri.
(publicado na edição de hoje do Democracia Liberal)
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2/08/2008 12:02:00 da manhã
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
(2181) O BLOGUE MALDITO
Este, o Fôguetabrase, de um militante do CDS dos Açores, que parece que vai levar um processo disciplinar.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
(2177) SERÁ AUTO-CRÍTICA?
O CDS quer pôr o Parlamento a visitar a polícia para acompanhar o combate à criminalidade. Aí está uma iniciativa muito oportuna. Muito oportuna mesmo. E a ideia é tocar a todos?
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2/04/2008 04:30:00 da tarde
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domingo, fevereiro 03, 2008
(2170) VERÍDICO

Casino excitement as only CDS can produce. Custa 1849,95 USD, mais shipping and insurance. Se o transporte fôr via submarino acresce sobre-taxa por a viagem decorrer de madrugada.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
(2057) MAIS UM ESTATISTA
Luís Filipe Menezes anunciou hoje que criará o Ministério do Turismo. Trata-se com efeito de uma gritante lacuna do actual Governo. O turismo, aliás, não tem crescido em Portugal porque falta essa mola, esse estímulo, esse lustre, de ter um ilustre encartado a quem chamar ministro. Já não nos bastou a inenarrável experiência no Governo PSD/CDS, em que um inenarrável ministro andou semanas à procura de sítio para instalar os tarecos do ministério, Menezes agora promete o pior: um ministério horizontal que "desburocratize" o turismo. Chamem um tradutor, please. Ou, em alternativa, os bombeiros.
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Jorge Ferreira
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1/17/2008 08:10:00 da tarde
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quinta-feira, janeiro 10, 2008
(2012) A LISTA
O CDS diz ter 6.232 filiados. Só tenho uma dúvida: o Jacinto Leite Capelo Rego também conta?
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Jorge Ferreira
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1/10/2008 12:19:00 da tarde
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sexta-feira, dezembro 21, 2007
(1897) ESTAMOS TRATADOS
Uma vez que Belmiro de Azevedo decretou que estamos tratados, isto é, que não vale a pena mexer mais no assunto do novo “Tratado Complicado”, porque está tudo “decidido”, confirmado que está que o CDS é o terceiro pilar federalista do sistema partidário português, pois decidiu que vota sim ao “Tratado Complicado”, da mesma forma que no Governo tinha apoiado a Constituição europeia agora reeditada com novo papel de embrulho, é melhor falar de educação.
Não sei por que raio de sortilégio me surgiu esta associação de ideias, mas surgiu. Talvez por se ter sabido esta semana que mais de 120.000 alunos chumbaram no ensino básico, isto, naturalmente sem contar com os que transitaram através de um Despacho ministerial que manda passar os alunos que não tendo notas para o fazer, se considera que no ano seguinte poderão vir a ter. É um despacho ministerial que tem o óbvio propósito de engordar artificialmente as estatísticas do sucesso educativo, que o PS gosta tanto de exibir, como se as pessoas fossem apenas números.
No fundo temos é um grande Governo, cheio de rasgo e de estratégia. Apesar de o Primeiro-Ministro ser um provinciano, como ele próprio reconhece (aqui para nós, o “pessoal” por cá já tinha essa suspeita…), isto está tudo muito bem pensado. Os 120.000 alunos que não passaram no ensino básico são a matéria-prima de que se alimenta o programa das Novas Oportunidades. O que seria deste programa se passassem todos? No fundo, o sucesso está garantido. O sucesso ou acontece no ensino básico ou acontece no programa.
Mais uma vez, seja por onde fôr, estamos tratados. O Governo trata de tudo. Só é pena que estejamos todos cada vez mais mais pobres. De 1995 para cá, com cerca de dez anos de PS no Governo, com a pontual mas prestimosa ajuda do CDS e do PSD, o PIB vai perdendo terreno, o poder de compra vai perdendo terreno, o desemprego vai aumentando, os impostos vão aumentando e o país, em geral, empobrecendo. Mas lá está. O salário mínimo garantido vai ter um aumento verdadeiramente socialista, isto é, à grande. Mais uma vez o Governo trata de nós. Os indicadores descem, mas o ordenado sobe.
Tudo isto é crueza a mais para a quadra natalícia, bem sei. O que salva isto é a lei do tabaco e a ASAE. No fundo, muito lá no fundo, somos um país moderno. Cheios de vídeo-vigilância e só com partidos grandes, empanturrados de militantes. O resto não conta. Ou melhor só conta para os não provincianos. Uns chatos, é o que é. Afinal de contas, estamos tratados, o que poderíamos ambicionar mais?
Não sei por que raio de sortilégio me surgiu esta associação de ideias, mas surgiu. Talvez por se ter sabido esta semana que mais de 120.000 alunos chumbaram no ensino básico, isto, naturalmente sem contar com os que transitaram através de um Despacho ministerial que manda passar os alunos que não tendo notas para o fazer, se considera que no ano seguinte poderão vir a ter. É um despacho ministerial que tem o óbvio propósito de engordar artificialmente as estatísticas do sucesso educativo, que o PS gosta tanto de exibir, como se as pessoas fossem apenas números.
No fundo temos é um grande Governo, cheio de rasgo e de estratégia. Apesar de o Primeiro-Ministro ser um provinciano, como ele próprio reconhece (aqui para nós, o “pessoal” por cá já tinha essa suspeita…), isto está tudo muito bem pensado. Os 120.000 alunos que não passaram no ensino básico são a matéria-prima de que se alimenta o programa das Novas Oportunidades. O que seria deste programa se passassem todos? No fundo, o sucesso está garantido. O sucesso ou acontece no ensino básico ou acontece no programa.
Mais uma vez, seja por onde fôr, estamos tratados. O Governo trata de tudo. Só é pena que estejamos todos cada vez mais mais pobres. De 1995 para cá, com cerca de dez anos de PS no Governo, com a pontual mas prestimosa ajuda do CDS e do PSD, o PIB vai perdendo terreno, o poder de compra vai perdendo terreno, o desemprego vai aumentando, os impostos vão aumentando e o país, em geral, empobrecendo. Mas lá está. O salário mínimo garantido vai ter um aumento verdadeiramente socialista, isto é, à grande. Mais uma vez o Governo trata de nós. Os indicadores descem, mas o ordenado sobe.
Tudo isto é crueza a mais para a quadra natalícia, bem sei. O que salva isto é a lei do tabaco e a ASAE. No fundo, muito lá no fundo, somos um país moderno. Cheios de vídeo-vigilância e só com partidos grandes, empanturrados de militantes. O resto não conta. Ou melhor só conta para os não provincianos. Uns chatos, é o que é. Afinal de contas, estamos tratados, o que poderíamos ambicionar mais?
(publicado na edição de hoje do Semanário)
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Jorge Ferreira
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12/21/2007 12:56:00 da manhã
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